Espiritualidade

Conforto, qualidade de vida e Cristianismo

Dante Ricardo Carrasco Aragón (Arquivo pessoal)

Escrito por Dante Aragón

19 NOV 2021 - 09H19 (Atualizada em 19 NOV 2021 - 09H52)

G-Stock Studio/ Shutterstock preguiça, conforto, riqueza, luxo (G-Stock Studio/ Shutterstock)

O Grupo de Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde - WHOQOL, define a qualidade de vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto de sua cultura e no sistema de valores em que vive e em relação a suas expectativas, seus padrões e suas preocupações”.

Leia Mais15 simples atos de caridade de que costumamos esquecerNo geral, outras definições focam na saúde física, saúde psicológica, boas relações sociais e o nível de independência em que a qualidade de vida reflete a percepção dos indivíduos de que suas necessidades estão sendo satisfeitas.

Porém, será que poderíamos dizer que o conforto e a qualidade de vida são realidades conciliáveis com o cristianismo verdadeiro?

A minha primeira resposta seria não.

Se colocamos o conforto e a qualidade de vida como o fim de minha vida cristã, definitivamente não. O cristão possui o olhar cruciforme, que não tira os olhos do mundo, mas também alça o olhar na vertical, para Deus. A relação pessoal com os demais que estão ao seu redor terá que ser a partir do amor que recebe na relação que ela mesma tem com Deus.

Tinnakorn jorruang/ Shutterstock
Tinnakorn jorruang/ Shutterstock

Certamente, a vivência da caridade, de fazer a vontade de Deus ao longo de nossa vida nos trará felicidade, paz interior, realização e, finalmente, nossa salvação – realidades muito maiores que o conforto e a qualidade de vida.

“Quem tiver deixado a tudo, por causa de Jesus, receberá cem vezes mais aqui na terra”.

Esta graça, que Cristo nos dá por segui-Lo, nos faz também reconhecer que a vida humana está cheia de tormentos e de tristezas e que, justamente com esta vida de cruz, podemos transformar esse tormento em algo oblativo, dar sempre glória a Deus. Para isto, são sumamente importantes as virtudes teologais (fé, esperança e caridade) e as virtudes cardeais (prudência, justiça, fortaleza e temperança).

Leia MaisO que seria do homem sem a virtude? As Virtudes Cardeais: proposta educativa que supera o relativismoFinalmente, lembremos que, na sua homília, no início de seu pontificado, o Papa São João Paulo II disse:

“Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida”.

Não tenhamos medo de viver essa vida em Cristo, que não se trata de um conforto individualista, mas sim de uma vida de amor, de entrega, de renúncias que valem a pena.

Escrito por
Dante Ricardo Carrasco Aragón (Arquivo pessoal)
Dante Aragón

Dante Aragón, nasceu no Perú, é administrador, mestre em psicologia, especialista em antropologia cristã e participa do Movimento de Vida Cristã em Petrópolis (RJ), desde 2003

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