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Santo Padre

"Viver a fraternidade é possível", afirma Papa Leão XIV

Na Audiência Geral, o Papa Leão XIV convidou os fiéis a redescobrir a fraternidade como dom de Deus e caminho de esperança que vence o egoísmo e o isolamento.

Escrito por Redação A12

12 NOV 2025 - 09H21 (Atualizada em 12 NOV 2025 - 10H43)

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Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (12), o Papa Leão XIV convidou os fiéis a redescobrir a fraternidade como vocação humana e dom divino. “É um chamado a vencer o egoísmo e a reconstruir os laços que unem a humanidade”, afirmou o Pontífice diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Logo no início da catequese voltada à Páscoa, o Papa destacou que a fé pascal ilumina o cotidiano. “Acreditar na morte e ressurreição de Cristo e viver a espiritualidade da Páscoa incute esperança na vida e encoraja-nos a investir na bondade.”

A fraternidade como dom humano e divino

Leão XIV explicou que a fraternidade nasce da própria natureza humana, pois “somos capazes de nos relacionar e, se quisermos, sabemos construir laços autênticos entre nós. Essas conexões, observou o Papa, fortalecem e dão sentido à vida desde o início.

O Pontífice alertou, porém, para o perigo de viver fechado em si mesmo: “Se nos isolarmos, corremos o risco de adoecer de solidão e até de desenvolver um narcisismo que nos leva a preocupar-nos com os outros apenas por interesse próprio.”

O Papa reconheceu que viver a fraternidade é um desafio, especialmente em tempos de conflito. “Muitos conflitos, guerras e tensões sociais parecem demonstrar o contrário”, afirmou. Ainda assim, ele assegurou que “a fraternidade não é um sonho belo e impossível”.

Para vencer as sombras que ameaçam a convivência, o Papa convocou os cristãos a voltar às fontes da fé: “Devemos buscar a luz e a força n’Aquele que é o único que nos liberta do veneno da inimizade.”

Leão XIV também recordou o exemplo de São Francisco de Assis, que saudava todos como omnes fratres: “todos irmãos”. Essa expressão, disse ele, “é a forma inclusiva com que o Santo colocava todos os seres humanos no mesmo patamar, reconhecendo seu destino comum de dignidade, diálogo, acolhimento e salvação.”

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Cristo, a raiz da verdadeira fraternidade

O Papa ressaltou que a fraternidade cristã se enraíza no mandamento de Jesus: “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei (Jo 15,12).” Cristo, morto e ressuscitado, revelou que o amor é capaz de transformar as relações humanas.

A fraternidade concedida por Cristo liberta-nos da lógica negativa do egoísmo, da divisão e da prepotência, e reconduz-nos à nossa vocação original, em nome de um amor e de uma esperança que se renovam todos os dias”, afirmou.

Encerrando a catequese, o Papa Leão XIV pediu os fiéis a testemunharem a fraternidade no dia a dia: “Os irmãos e as irmãs apoiam-se mutuamente nas provações, não viram as costas aos necessitados, choram e alegram-se juntos. O Ressuscitado mostrou-nos o caminho a percorrer com Ele, para nos sentirmos e sermos todos irmãos.”

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Fonte: Vatican News

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