Por Dante Aragón Em Espiritualidade

Por que a Igreja promove procissões?

Sabemos que a Igreja promove procissões, que são uma maneira de evangelizar.

A palavra “procissão” vem do latim processionis, que significa marchar, ir em frente. Quando este “marchar” se realiza de maneira coletiva, marcando um objetivo comum, estamos diante de uma procissão.

Victor Hugo Barros
Victor Hugo Barros


Na liturgia e nas tradições do
Catolicismo se observam muitos momentos de procissão: o processional de entrada, das oferendas, da comunhão na Santa Missa. Assim como nos sacramentos do Matrimônio e da Ordem Sacerdotal.

A importância das procissões, com suas respectivas irmandades ou confrarias – grupos que muitas vezes se encarregam de organizar, entre outras atividades, as procissões – continua sendo de muita relevância no processo de evangelização; já os primeiros missionários da América, dentre outros métodos, usaram as procissões, especialmente como momento de expiação das faltas. Até hoje em dia, a procissão, como manifestação da piedade popular, não deixa de ser mais um elemento na evangelização.

Thiago Leon
Thiago Leon

Leia MaisMaria e a primeira procissão de Corpus Christi
As procissões são organizadas e executadas, usualmente, por
irmandades, que são muito importantes para a evangelização atual, pois formam comunidades cristãs, ou fazem parte de famílias espirituais com algum carisma específico; e muitas delas são formadas e lideradas por fiéis leigos, pessoas cheias de zelo, dedicados a evidenciar algumas caraterísticas da religiosidade popular relacionadas com a vida de Cristo, especialmente com Sua Paixão, Morte e Ressurreição, ou a devoção para com a Virgem Maria, ou para com os Santos.

Para finalizar, partilho a minha experiência de participar – desde pequeno – de uma irmandade que peregrina em alguns países da América Latina, a Irmandade de Nossa Senhora da Reconciliação. Meu pai fazia parte desta Irmandade e, para mim, era uma ocasião de manifestar a fé pessoal e perceber e aprender com a fé dos adultos. Era como ser "levedura" e "fermento" no meio do mundo. Foi crescendo assim, em mim, a devoção mariana, meu amor a Nossa Senhora, ao Senhor Jesus e à Sua Igreja.

Escrito por
Dante Aragón (Arquivo Pessoal)
Dante Aragón

Dante Aragón, nasceu no Perú, é administrador, mestre em psicologia, especialista em antropologia cristã e participa do Movimento de Vida Cristã em Petrópolis (RJ), desde 2003

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