Por João Antônio Johas Leão Em Espiritualidade Atualizada em 28 OUT 2020 - 09H48

Os amigos íntimos de Jesus

Conheça as história de São Judas Tadeu e São Simão, o Zelote, celebrados em 28 de outubro

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Os personagens que conheceremos agora fazem parte do grupo de amigos mais íntimos do Senhor Jesus, o grupo dos Apóstolos. Esses 12 homens que seguiram a Jesus mais de perto são uma figura da Igreja primitiva, na qual pessoas com diferentes personalidades conviviam unidas em torno a Jesus.

Sabemos muito pouco sobre São Judas Tadeu e São Simão, o zelote. Seus nomes aparecem sempre juntos nas listas dos 12 apóstolos e, segundo uma antiga tradição, os dois foram sempre juntos pregando a Palavra de Deus por toda parte. Por isso a Igreja recorda esses dois santos no mesmo dia.

Que São Simão seja denominado zelote significa, provavelmente, que era muito zeloso pela identidade judaica, talvez chegando a pertencer a um grupo nacionalista de Zelotes. Em todo caso, podemos pensar nele como uma pessoa que possui um zelo, um amor particular a Deus e à lei dos Judeus. Ao contrário, por exemplo, de Mateus, que era publicano (cobrador de impostos), uma atividade considerada impura pelos judeus mais rigorosos. Como esses dois podiam estar juntos no mesmo grupo? Somente se estivessem unidos em algo superior a eles dois, como de fato o era Jesus.


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São Judas Tadeu é autor de uma das cartas do Novo Testamento. É uma carta dirigida não a uma comunidade específica, mas “aos que foram chamados por Deus Pai e guardados em Jesus Cristo...”. Por essa universalidade do destinatário, sua carta faz parte das cartas católicas do Novo Testamento.

Nessa carta, ele ataca aos agnósticos e diz que os que têm fé, mas não fazem obras boas, são como nuvens que não têm água, árvores sem fruto, e ondas só de espumas, e que os que se dedicam aos pecados de impureza e a fazer atos contrários à natureza sofrerão a pena de um fogo eterno.

Apesar da pouca informação que possuímos de São Judas, ele é um dos santos mais venerados da Igreja Católica, popularmente conhecido como o Santo das causas impossíveis. Muitas graças lhe são atribuídas em todo o mundo. Isso é uma lição para cada um de nós.

A santidade não se mede pela quantidade de coisas grandes que possamos fazer para que outros vejam e conheçam. A grandeza dos nossos atos está na quantidade de amor que colocamos em cada um deles. Talvez façamos coisas grandes, talvez não, mas, como diz São Paulo, se nessas coisas não tenho a caridade, de nada servem.

Sempre me chamou a atenção nas estátuas e imagens dos apóstolos os objetos com os quais eles são representados. O instrumento do martírio de cada um deles se transforma, de alguma maneira, em algo positivo, de maneira semelhante ao que acontece com a Cruz de Jesus. A Cruz sem Jesus é um objeto de tortura, horrível. Com Jesus, ela ganha um sentido que transcende o negativo. Ela passa a ser um instrumento da salvação de toda a humanidade e de glorificação de Deus.

Talvez nós não seremos martirizados, mas com certeza possuímos nossas cruzes cotidianas. Elas são os objetos que podem fazer de cada um de nós mártires da vida cotidiana. Sofrendo por amor, junto a Jesus, nos assemelhamos aos apóstolos que entregaram sua vida até o derramamento do sangue.

Que hoje possamos olhar para esses dois Santos Apóstolos, amigos íntimos de Jesus, e pedir que cresça em cada um de nós o desejo de sermos cada vez mais amigos de Deus. Que cada dia nos esforcemos por amar um pouquinho mais como Jesus e seus apóstolos amaram.

.:: Quais apóstolos morreram martirizados?

Escrito por
João Antonio Johas Leão (Arquivo pessoal)
João Antônio Johas Leão

Licenciado em filosofia, mestre em direito e pedagogo em formação. Pós-graduado em antropologia cristã e entusiasta de pensar em que significa ser cristão hoje.

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