Um santo mártir, que evangelizou por meio de uma revista e respondeu ao ódio com amor, em um campo de concentração nazista. O polonês Raimundo Kolbe (1894-1941), cuja memória é celebrada pela Igreja em 14 de agosto, possuía uma expressão que iluminou toda a sua vida e é capaz de iluminar também os cristãos nos dias de hoje.
O padre Maximiliano Maria Kolbe, nome que recebeu após sua profissão religiosa na ordem franciscana, dizia a todos que se aproximavam dele: “Só o amor cria”. O que essa expressão significa? Que a violência ou qualquer outro mal só podem ser verdadeiramente vencidos pelo amor. O amor gera vida e é sempre a melhor resposta e iniciativa cristã.
Impressão da Revista
São João Paulo II, em um discurso para dedicação de uma capela ao santo, em 1979, chamou Kolbe de “humilde e manso filho de São Francisco e cavaleiro enamorado de Maria Imaculada”. Esta última denominação foi devido à sua profunda devoção a Nossa Senhora, a quem dedicou seu apostolado, fundando a publicação “O cavaleiro da Imaculada”.
Conheça a devoção de São Maximiliano Kolbe por Nossa Senhora
A revista alcançou grande circulação, tornando Niepokalanów, o famoso mosteiro franciscano localizado em Teresin, na Polônia, um centro de vida religiosa e comunicação social. O santo percorreu alguns países, da Polônia à Itália e ao Japão, e, ao retornar à Polônia, dedicou-se intensamente às publicações, liderando um complexo editorial na época em que iniciou a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Franciszek Gajowniczek foi um sargento do exército polaco cuja vida foi poupada em Auschwitz após ato de São Maximiliano. Ele viveu até os 93 anos.
Como se pode imaginar, Kolbe, junto de seus irmãos, sofreu perseguições e violência no contexto da guerra. Em meio a tanto sofrimento diante dos seus olhos, ele manteve-se de pé, fazendo tudo o que podia para socorrer vítimas e refugiados do conflito. Ajudou inúmeras pessoas, mas uma ficou marcada para sempre: Franciszek Gajowniczek, o prisioneiro de Auschwitz que foi salvo pelo sacrifício do santo.
Parafraseando a frase evangélica "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos" (Jo. 15, 13), o Papa João Paulo II destacou em uma homilia o ato heróico de Maximiliano, que vai ao encontro da Palavra de Jesus. O padre se colocou no lugar do homem para morrer na “cela da fome”. Tal decisão, segundo o papa, manifestou:
“A maturidade do seu amor e a força do Espírito Santo, ao pôr em ato esta decisão evangélica até ao fundo: dar a vida por um irmão.”
Homilia João Paulo II na Basílica da Imaculada em 1983
Por isso, no dia em que fazemos memória a este padre polonês, somos chamados a refletir nos inúmeros conflitos que ainda acontecem no mundo e como a graça de Deus pode agir em nosso meio quando decidimos ser canais do Seu amor.
Nem todos serão chamados ao mesmo ato heróico de Maximiliano, mas, sem nenhuma exceção, todos são chamados ao amor. Como temos vivido?
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