O que C. S. Lewis, David Hume e Bertrand Russell podem ensinar sobre Deus, sofrimento, fé e razão? Essa é a pergunta central de “Deus e o Alcance da Razão”, obra do filósofo norte-americano Erik J. Wielenberg, publicada pela Editora Ideias e Letras.
O livro coloca em diálogo três intelectuais de posições distintas. Lewis é conhecido por sua defesa do Cristianismo. Hume e Russell estão entre os principais críticos da religião na tradição filosófica ocidental.
A proposta de Wielenberg é examinar os argumentos desses pensadores. Entre os temas estão a existência de Deus, o sofrimento, a moralidade, a razão, a felicidade, os milagres e a fé.
O resultado é uma análise que atravessa diferenças entre os três autores. Ao mesmo tempo, o livro identifica pontos de concordância que podem surpreender o leitor.
Lewis, Hume e Russell construíram concepções bastante diferentes sobre a existência humana e o lugar do ser humano no universo.
Para Lewis, a vida humana está inserida em uma realidade maior. Sua visão parte de uma concepção cristã de um Deus pessoal, que criou, ama e se relaciona com os seres humanos.
Hume e Russell rejeitaram essa ideia de um Deus pessoal e amoroso. Suas posições admitiam, no máximo, a possibilidade de uma divindade distante e pouco conhecida.
Outra diferença está na maneira de compreender a própria existência. Para Lewis, a vida terrena representa uma pequena parte da existência total. Para Hume e Russell, a vida humana é tudo o que possuímos.
Apesar dessas divergências, os três compartilhavam o interesse por questões fundamentais. Cada um apresentou argumentos para defender sua visão de mundo e questionar posições contrárias.
“Deus e o Alcance da Razão” propõe uma investigação sobre perguntas que continuam presentes no mundo contemporâneo.
O que podemos conhecer sobre Deus? Qual é o papel da razão na fé? Como lidar com o sofrimento? É possível acreditar em milagres? Como avaliar um testemunho? O que a moralidade revela sobre a natureza humana?
Essas questões atravessam o livro. Para leitores interessados no cristianismo, a obra também oferece um contato com objeções filosóficas à fé. Para quem se aproxima dessas questões a partir de uma perspectiva não religiosa, o livro apresenta os argumentos de Lewis em diálogo com dois críticos importantes.
O próprio Wielenberg resume sua proposta ao afirmar que os grandes pensadores devem ser estudados para que seja possível aprender com eles. Nesse sentido, o diálogo entre Lewis, Hume e Russell permanece aberto.
Como escreveu Lewis:
“As coisas tolas que esses grandes homens dizem eram tão tolas então como o são agora: os sábios são tão sábios agora como o eram então.”
É a partir do sofrimento que o autor decide iniciar essa conversa. E, a partir dele, o leitor é conduzido por algumas das perguntas mais antigas e difíceis sobre Deus, a razão e a existência humana.
Tem mais dica de leituras da Ideias e Letras aqui para você!
Posso usar a Inteligência Artificial para rezar?
Você sabe o que a Igreja diz sobre o uso da Inteligência Artificial durante as orações e momentos com Deus? Aprofunde-se neste assunto e entenda mais!
CNBB conclui revisão dos textos litúrgicos para missas marianas
O objetivo da coletânea é enriquecer a vida litúrgica das comunidades, além de reconhecer Maria como modelo de fé e acolhimento do Evangelho em sua vida.
Conheça a devoção de São Maximiliano Kolbe por Nossa Senhora
O mês de agosto é significativo e importante para a Milícia da Imaculada, pois é quando o mundo celebra a memória deste grande santo da Igreja. Leia mais!
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.