A Epifania do Senhor é tradicionalmente celebrada em 6 de janeiro. No Brasil, com autorização da Santa Sé, a ocasião é transferida para o domingo mais próximo. Neste caso, celebramos no último domingo (4).
Esta data ocupa um lugar importante no calendário litúrgico da Igreja, pois manifesta ao mundo a identidade divina de Jesus Cristo. A palavra epifania significa “manifestação”, e a festa recorda especialmente a visita dos Três Reis Magos a Belém.
A Epifania do Senhor possui grande relevância histórica e simbólica para a organização do ano litúrgico, ela encerra o ciclo principal do Tempo do Natal e amplia o horizonte da celebração, nos convocando à reflexão da cena que se deu em humildade no presépio, que agora é revelada ao mundo.
Por isso, a Epifania é considerada uma das festas mais antigas do cristianismo, junto com o próprio Natal. Mas, por que a Epifania é importante para o cálculo das datas móveis?
Apesar de não determinar diretamente as datas móveis, a Epifania desempenha um papel indireto, mas significativo, na organização do início do ano litúrgico e na disposição das celebrações que antecedem o Tempo Comum e, depois, a Quaresma.
O Missionário Redentorista e Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, Pe. Eduardo Catalfo, falou em sua homilia no último domingo, em que celebramos a Epifania do Senhor, sobre a importância desta data.
“Desde os primeiros séculos, a Igreja conserva um anúncio solene e profundamente simbólico, o anúncio da Páscoa, feito sempre na festa da Epifania do Senhor. Este anúncio recorda a assembleia que Cristo é o Senhor do tempo e da história. Ao anunciar a data da Páscoa e as festas móveis do ano litúrgico, a Igreja não faz apenas um comunicado de calendário, mas proclama que todo tempo foi redimido e que a vida cristã gira em torno deste grande mistério, do mistério pascal de Cristo. A Paixão, morte e ressurreição do Senhor.”
A Epifania marca o fim do Tempo do Natal e o início do Tempo Comum, que tem início na semana seguinte, após o Batismo do Senhor. É a partir desse ponto que se conta o avanço das semanas até a chegada da Quaresma.
Como observamos, mesmo que a Epifania não determine diretamente datas móveis como a Páscoa, ela estrutura o início do ano litúrgico, organiza a sequência de semanas que antecedem o ciclo pascal e mantém a ordem simbólica e temporal das celebrações.
O Pe. Eduardo Catalfo ainda destacou em sua reflexão que, mais do que celebrarmos uma data, nós precisamos vivenciar cada uma dela também durante todo o ano.
“Que este anúncio nos ajude a viver o ano, não apenas como uma simples sucessão de dias, mas como um caminho pascal na esperança Daquele que era, que é e que há de vir, o Senhor do tempo e da história.”
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