O Império Romano foi uma das maiores potências político-militares de todos os tempos. Com grande extensão, abrangia quase toda a Europa Ocidental, o Norte da África, Oriente Médio e partes do extremo Oriente, alcançando uma população próxima dos 60 milhões de pessoas.
O apogeu do império se deu em fins do primeiro século depois de Cristo, mas movido por fatores políticos, impulsionados pela corrupção e decadência moral; por fatores econômicos como a alta inflação que impossibilitou a continuação da famosa política do “pão e circo”, levando a uma forte convulsão social e, por fim, fatores militares, o império entrou num processo de crise que facilitou a infiltração dos Povos Germânicos, que aos poucos foram retalhando o império e criando reinos menores.
A cidade de Roma se transformou na grande fonte de riquezas e diversos povos a atacaram em busca do que nela se acumulava.
No final do século V, a invasão dos Hérulos liderados por Odoacro marcou a decadência final do grande império. Para os estudiosos, a queda de Roma em 476 d.C. marca o final da Idade Antiga e o início da Idade Média, período em que a civilização ocidental passou por um forte processo de ruralização e esvaziamento das cidades.
Enquanto o Império do Ocidente agonizava, o Império do Oriente continuava em vigor, alcançando o seu apogeu em tempos de Justiniano, que embelezou a capital Constantinopla, cidade que só cairia em 1453.
A Igreja Católica se tornou a única instituição vitoriosa com a queda do Império e o Papa ocupou o vazio político, iniciando a cristianização dos novos reinos — uma missão que durou séculos graças aos monges medievais.
Os primeiros séculos medievais foram marcados por invasões contínuas até que, no Natal do ano 800, a coroação de Carlos Magno como novo imperador do Sacro Império Romano iniciou a reconstrução da grandeza passada.
Ele fez de Aachen sua capital, enriquecendo-a com arte e engenharia.
Por volta do ano 1000, Roma era apenas uma sombra da antiga capital. Ruínas dominavam o cenário, monumentos eram desmontados e o Coliseu servia de abrigo para pobres, monges e famílias nobres.
A população, que chegara a 1 milhão no século I, agora girava em torno de 30 mil habitantes. Ainda assim, era maior que Paris ou Londres na época.
As Muralhas de Aureliano já não tinham defesa e a cidade era vítima constante de pilhagens.
Apesar da queda demográfica e administrativa, Roma permaneceu como centro da cristandade. O papado reforçou sua autoridade, preparando o caminho para sua revitalização.
O Papa se tornou a maior autoridade do mundo, “julgando, e não sendo julgado por ninguém”, submetendo reis e príncipes pela Lei das Duas Espadas.
Com o Renascimento e o fortalecimento da Igreja, Roma saiu da letargia e iniciou uma lenta reconstrução, recuperando sua posição central na cultura e política europeia.
A Basílica de São Pedro tornou-se símbolo do renascimento da cidade, atraindo fiéis e exercendo influência espiritual por meio do sucessor de Cristo na Terra.
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