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Como a Igreja explica o valor da monogamia?

A Nota do Dicastério para Doutrina da Fé destaca a monogamia e o casamento como caminhos de liberdade, maturidade e amor fiel em um mundo de vínculos frágeis.

Escrito por Redação A12

25 NOV 2025 - 11H56 (Atualizada em 26 NOV 2025 - 08H26)

Olha Cheverda/Adobe Stock

O Dicastério para a Doutrina da Fé publicou uma nova Nota chamada “Una caro. Elogio à monogamia”, que apresenta um olhar firme e atual sobre o matrimônio.

O texto retoma a raiz bíblica do “uma só carne” ("una caro") e a traduz para desafios reais do nosso tempo, repleto de relações frágeis, vínculos líquidos e o fascínio por modelos não monogâmicos. O que a Igreja deseja que todos compreendam é que o amor exclusivo continua sendo caminho de liberdade e maturidade.

Liberdade que nasce do consentimento

A nota insiste em um ponto essencial de que ninguém deve entrar no matrimônio por impulso ou convenção. A união precisa nascer de um consentimento livre, que cria um pertencimento recíproco entre ambos, e desse vínculo não há aprisionamento. Para o Dicastério para a Doutrina da Fé, é necessário refletir a comunhão trinitária e exigir respeito radical à dignidade do outroA Igreja lembra que amar implica delicadeza e exige renúncias. Não há espaço para manipulação, controle emocional ou tentativas de preencher vazios pessoais à custa do cônjuge.

O casamento não é território de posse

O documento é contundente ao rejeitar qualquer forma de domínio dentro do casamento. A violência, seja física, psicológica ou simbólica, destrói a verdade do sacramento. Um casal saudável vive o “nós dois” sem anular o “eu”. A relação não exige fusão, mas maturidade. Em alguns momentos, cada um precisa de espaço, silêncio e retomada. Essa dinâmica não ameaça a união. Pelo contrário, fortalece-a. A crise aparece quando a distância se torna regra e dispensa diálogo.

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O papel espiritual da oração

A nota destaca a vida em Deus como fundamento da estabilidade conjugal. A oração dá forma à caridade entre os esposos e molda uma amizade profunda, capaz de resistir ao desgaste do tempo. Ela também ilumina a sexualidade como um dom que envolve corpo e alma. Um gesto que deve ser responsável e sempre voltado ao bem do outro.

A fecundidade surge como expressão natural desse amor. Ao mesmo tempo, a Nota reconhece que há casamentos sem filhos que continuam plenamente válidos, com respeito pelos tempos naturais de infertilidade.

Um amor fiel em tempos de relações rápidas

O texto olha para o cenário atual com realismo ao afirmar que as redes sociais alteram o modo como jovens formam seus afetos. A exposição constante, o ritmo acelerado e a perda do pudor criam ilusões sobre intimidade. Por isso, a Nota propõe uma “nova pedagogia do amor”. Educar para a monogamia deixa de ser moralismo e se torna um serviço à maturidade emocional. É ensinar que a fidelidade não nasce de impulsos, mas de escolhas e de um olhar que enxerga o outro como promessa, não como consumo.

Um casal que não vive para si

A Doutrina da Fé cobra dos casais cristãos uma postura ativa diante do mundo. Um matrimônio fechado em si perde vigor, já um casamento aberto ao serviço ganha profundidade. A atenção aos pobres, insistida pelo Papa Leão XIV, se torna marca concreta dessa abertura e impede que a união vire um projeto autocentrado.

Ao concluir, a Nota retoma uma verdade antiga e sempre nova: a unidade entre dois é fundamento da indissolubilidade. A fidelidade não nasce do medo da ruptura, mas da decisão interior de permanecer e crescer juntos. É uma promessa de infinito. Uma vocação que atravessa tempos difíceis e renova o coração de quem a vive.

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Para quem deseja aprofundar no assunto...

Vale destacar que a tradição da Igreja, surgida em Gênesis até os papas modernos, confirmam essa visão. E até a poesia dá sua contribuição. Whitman, Tagore, Dickinson e Santo Agostinho, cada um à sua maneira, lembram que o amor exclusivo desperta no ser humano um desejo de eternidade.

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Fonte: Vatican News

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