Talvez seja difícil pensar no futuro nesses tempos agitados em que vivemos. De acordo com o falecido sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos tempos líquidos, onde a existência de estabilidade e continuidade é um desafio. Pensar no futuro torna-se, então, um problema, pois as referências importantes para uma projeção estão ausentes já no hoje.
No que diz respeito à Igreja, temos um desafio ainda maior. Um coro cada vez mais alto grita que a Igreja está em crise, que ela já não é capaz de responder às questões do homem de hoje, que ela é retrógrada ou ultrapassada em seus ensinamentos e, quiçá, que ela é uma instituição falida.
Leia MaisQuestionamento da Fé: amadurecimento ou perda?A Cruz, símbolo máximo da nossa fé Creio que nós, cristãos que vivemos nesse tempo, devemos tomar cuidado com todas essas afirmações, tirando delas aquilo que pode ser útil, mas olhando-as com o olhar da eternidade, ou seja, com o olhar de quem compreende que a Igreja não é somente uma realidade humana, natural, mas também sobrenatural.
Talvez uma das dificuldades do homem de hoje em projetar o futuro seja devida ao esquecimento do passado, ao enterro das tradições, ao apego ao novo e instantâneo. Vivemos uma ditadura da velocidade, onde o 'agora' é o único tempo que nos é tocado viver; entretanto, se em parte isso é verdade, não podemos esquecer que a existência não envolve somente o agora, mas também o ontem e o amanhã.

Nesse sentido, a Igreja é uma mestra de existir no tempo. Ela, há dois mil anos, navega por mares muitas vezes bravios. Desde seu início, vivenciou tempestades. Aquele sobre o qual foi construída negou 3 vezes o seu fundador. Aqueles que constituíam seus primeiros representantes fugiram enquanto seu mestre era pregado na cruz, mas, mesmo assim, ela resistiu.
A Igreja foi perseguida, criticada, viu seus representantes serem mortos. Viu Impérios caírem, surgirem. Errou, foi chamada de prostituta. Acertou, viu santos e mártires darem a vida por outros, por Cristo, mas continuou através dos séculos levando o Caminho, a Verdade e a Vida.

Alguns dizem que ela está em crise. Creio que a Igreja nasceu em crise: Cristo foi morto. Entretanto, também creio que a Igreja transcendeu a crise: Cristo ressuscitou. A Igreja vai para além da crise, ela conduz o homem caído para a salvação, para o Amor, para a eternidade.
Qual o futuro da Igreja? Creio que será com Cristo, como Ele mesmo nos prometeu. Creio que será o futuro que não esquece do passado, que se constrói no presente e que almeja a eternidade. Creio que será o futuro daqueles que jamais desistiram de amar.
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