Igreja

Jornada Mundial da Juventude: Um convite à vivência da fé de forma sempre nova

Fr. Rafael Peres Nunes de Lima C.Ss.R. (Arquivo Pessoal)

Escrito por Fr. Rafael Peres Nunes de Lima, C.Ss.R.

04 AGO 2022 - 14H03 (Atualizada em 04 AGO 2022 - 14H26)

wjarek/ Shutterstock

Desde que a Jornada Mundial da Juventude foi instituída por São João Paulo II, ela vem arrastando um grande número de jovens a uma vivência sempre nova da fé cristã católica.

São Clemente Maria Hofbauer, um grande santo da Igreja em Viena, diz que devemos evangelizar de forma sempre nova e esta realidade foi assumida pela dinâmica da JMJ.

O tema da próxima JMJ evoca a juventude a uma atitude missionária. “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1,39). A atitude missionária de Maria, de ir ao encontro de sua prima Isabel, que também estava grávida, revela uma atitude evangelizadora da Mãe de Deus, que deve inspirar os jovens nos tempos atuais.

Quantas são as situações que merecem a nossa atenção e que a Igreja, de forma jovem e audaz, leva-nos a uma reflexão mais profunda? Diante da realidade das eleições presidenciais que ocorrerão no Brasil neste ano, vemos o aumento do número de jovens que têm buscado tirar seu título de eleitor e assumindo seu direito de garantir um futuro mais digno e justo; ou a realidade da guerra na Ucrânia, em que muitos jovens têm ido ao encontro daqueles refugiados que fogem dos males da guerra.

Leia MaisUm ano para a JMJ Lisboa: Organização se prepara para o encontro da juventudeAtitudes de solidariedade e fraternidade, elementos fundamentais para a construção do Reino de Deus, são os alicerces que os jovens são chamados a assumir, numa realidade tão individualizada e capitalizada na qual estamos vivendo. 

Partir apressadamente para socorrer àquelas realidades marcadas por situações de opressão, violência, da falta de cuidados com a casa comum. Evangelizar de forma sempre nova àqueles jovens que se encontram no mundo das drogas; que de alguma forma se deixaram levar por mundanismo que os afasta da fé.

Diante de diversas realidades desafiadoras nas quais estamos vivendo hoje, a Igreja tem respondido ao questionamento dos jovens? A Igreja tem saído apressadamente ao encontro deles? São tempos diferentes daquele que São João Paulo II encontrou em 1984, quando realizou a primeira movimentação de encontro com os jovens do mundo todo.

Hoje vivemos em realidades liquidas, que se modificam a todo momento, e a resposta da Igreja para tais realidades, principalmente aos jovens, deve estar de acordo com suas experiências de vida, tanto social quanto eclesial.

 Logo, a JMJ 2023 traz hoje para nós questionamentos e, ao mesmo tempo, nos indica o caminho para chegarmos sempre mais no coração da juventude. Devemos ter a mesma atitude de Maria, e ir apressadamente ao encontro deles. Não podemos nos deixar prender por dúvidas ou mentalidades que hoje não estão de acordo com o tempo presente. A Igreja, conforme avança, também responde aos questionamentos de seu tempo.

Escrito por
Fr. Rafael Peres Nunes de Lima C.Ss.R. (Arquivo Pessoal)
Fr. Rafael Peres Nunes de Lima, C.Ss.R.

Missionário Redentorista, Bacharel em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e estudante de Teologia no Instituto São Paulo de Estudos Superiores – ITESP.

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