Por Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R Em Igreja

Povos indígenas: temos que aprender com eles

No dia 19 de abril, celebramos o Dia do Índio. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apresenta como proposta de reflexão para a Semana dos Povos Indígenas o tema do “Bem viver”, uma bonita expressão que tem sua origem na utopia indígena da “Terra sem males”.

Foto de:  Mayke Toscano/ GEMT 

Retratos-cores-indios-jogos-nacionais-indigenas-credito: Mayke Toscano/ GEMT

 

Entre os aspectos centrais deste “Bem viver”, estão a vida em comunidade em perfeita harmonia com a natureza; a reciprocidade em todos os níveis; a experiência cotidiana do sagrado; a valorização da sabedoria dos anciãos, especialmente a simplicidade; a dimensão festiva da vida; e a dimensão prática, rompendo com práticas alienantes.

São outros valores, outra visão percepção da existência, outra relação com a natureza e com o semelhante. Bem diferente do que temos em nossa sociedade não indígena, em que convivemos com a destruição da natureza em prol do progresso; a concorrência desleal; a falta do sentido da existência; a violência; a miséria; entre tantas mazelas.

O itinerário do “Bem Viver”, que nos aponta o caminho de uma vida mais simples, nem sempre está na rotina dos povos indígenas. Não somente por conta dos conflitos culturais, mas também pela falta de garantia de que possam ter respeitados o seu espaço, a sua cultura, a sua percepção da vida. Hoje, os indígenas precisam lutar pelo cumprimento da Constituição Federal, que desde 1988 determina a demarcação de suas terras, além de pressionar o Congresso Nacional para que não aprove um dos tantos projetos de lei que colocam em risco os direitos dos povos originários.

A proposta para esta Semana é de um aprendizado mútuo entre a sociedade indígena e não indígena. Como afirma o subsídio do Cimi "o ‘Bem Viver’ é sempre a construção de um vir a ser utópico ou escatológico, embutido no tempo presente e nas lutas sociais. Se não lutarmos pelo ‘Bem Viver’ hoje, acabamos no ‘mal viver’ que nos destrói física e espiritualmente”.

Não podemos nos esquecer da luta dos povos indígenas. Com eles, devemos lutar pelo respeito ao seu direito de viver, e viver bem. E como eles, construirmos o “Bem viver” em nossa sociedade.

Para saber mais sobre a luta dos povos indígenas, acesse www.cimi.org.br

Assinatura Ir. Diego Joaquim

 

Escrito por
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R.
Irmão Diego Joaquim, C.Ss.R

Missionário Redentorista da Província de Goiás

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