O Papa Leão XIV iniciou no dia 7 de janeiro um novo ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II e à releitura dos seus documentos. O intuito, segundo ele, é retornar “à beleza e a importância deste evento eclesial” que se tornou o mais decisivo da história da Igreja no século XX.
O Concílio teve início em 11 de outubro de 1962 com o Papa São João XXIII e terminou em 8 de dezembro de 1965 com o Papa São Paulo VI. Com a duração de três anos, as inúmeras reflexões, orações e trabalhos gerou um compêndio de documentos, os quais nos aproximam da profecia e atualidade do Concílio, segundo o Papa Leão XIV.
"Ao aproximarmo-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrirmos a sua profecia e atualidade, acolhemos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, questionamos o presente e renovamos a alegria de correr ao encontro do mundo para levar o Evangelho do Reino de Deus, um reino de amor, de justiça e de paz".
Nesse sentido, listamos abaixo esses registros para que você saiba do que se trata cada um. Mas, antes de falarmos sobre os documentos, te convido a compreender melhor a importância do Concílio Vaticano II ainda nos dias atuais, através do olhar dos Papas clicando aqui.
Os documentos são classificados de acordo com a sua importância e temática: Constituições, Declarações e Decretos. De acordo com o artigo do Pe. Daniel Antonio da Silva, C.Ss.R., as de maior importância são as Constituições Apostólicas e tratam de assuntos fundamentais da fé, sendo elas:
Constituições Dogmáticas
“Entende propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e a sua transmissão, para que o mundo inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame”.
Lumen Gentium (Sobre a Igreja)
“Mas porque a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano, pretende ela, na sequência dos anteriores Concílios, pôr de manifesto com maior insistência, aos fiéis e a todo o mundo, a sua natureza e missão universal.”
Constituições Pastorais
“O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição, declara que a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos, e deseja que, onde for necessário, sejam prudente e integralmente revistos no espírito da sã tradição.”
“Proclamando a sublime vocação do homem, e afirmando que nele está depositado um germe divino, oferece ao género humano a sincera cooperação da Igreja, a fim de instaurar a fraternidade universal que a esta vocação corresponde.”
Já as Declarações apresentam anúncios de autoridades eclesiásticas, sendo elas:
“O sagrado Concílio enuncia alguns princípios fundamentais sobre a educação cristã mormente nas escolas, princípios que serão depois desenvolvidos por uma Comissão especial e aplicada nos diversos lugares pelas Conferências episcopais.”
“Hoje, que o gênero humano se torna cada vez mais unido, e aumentam as relações entre os vários povos, a Igreja considera mais atentamente qual a sua relação com as religiões não-cristãs.”
“Ao tratar desta liberdade religiosa, o sagrado Concílio tem a intenção de desenvolver a doutrina dos últimos Sumos Pontífices acerca dos direitos invioláveis da pessoa humana e da ordem jurídica da sociedade.”
E por fim, os Decretos que, como o nome indica, decreta o cumprimento de decisões de uma autoridade, ou seja, foram produzidos pelo Concílio e assinados pelos Papas. São eles:
Ad Gentes (Sobre a Atividade Missionária da Igreja);
Presbyterorum Ordinis (Sobre o Ministério e a Vida dos Sacerdotes);
Apostolicam Actuositatem (Sobre o Apostolado dos Leigos);
Optatam Totius (Sobre a Formação Sacerdotal);
Perfectae Caritatis (Sobre a Conveniente Renovação da Vida Religiosa);
Christus Dominus (Sobre o Múnus Pastoral dos Bispos na Igreja);
Unitatis Redintegratio (Sobre o Ecumenismo);
Orientalium Ecclesiarum (Sobre as Igrejas Orientais Católicas);
Inter Mirifica (Sobre os Meios de Comunicação Social).
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