O inverno rigoroso volta a expor a vulnerabilidade da população ucraniana, especialmente nas regiões mais atingidas pelos ataques russos à infraestrutura energética. Com temperaturas que chegam a −20 °C, milhares de famílias chegam a enfrentar dias seguidos sem aquecimento, eletricidade ou água.
Nesse contexto, o Papa Leão XIV expressou publicamente sua proximidade com o povo ucraniano durante o Angelus de 25 de janeiro. Ele afirmou acompanhar a situação “com dor”, assegurando oração e solidariedade a quem sofre, ao recordar os bombardeios contínuos na região, uma situação lamentável, que vai completar 4 anos, no dia 24 de fevereiro deste ano.
O Pontífice alertou que o prolongamento da guerra aprofunda as divisões entre os povos, reforçando o apelo para os esforços entre os governantes dos países em favor do fim da guerra.
A gravidade da crise energética foi confirmada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que classificou a situação em Kiev e região como “extremamente difícil”.
Segundo o presidente, são mais de 1.200 prédios residenciais que permanecem sem aquecimento. A situação também afeta hospitais, centros médicos e sistemas básicos de abastecimento, que operam sob risco constante de interrupção, ampliando a necessidade de apoio à população.
Comunidades católicas têm se mobilizado para responder a esse cenário, principalmente as comunidades cristãs europeias. Trata-se da campanha “SOS – Riscaldiamo l’Ucraina”, patrocinada pela Embaixada da Ucrânia na Itália. A meta da campanha é arrecadar 100 mil euros para comprar e enviar geradores de baterias às regiões mais atingidas pela crise energética provocada pelos bombardeios russos.
O cardeal Konrad Krajewski, Esmoleiro do Papa, responsável pelas obras de caridade diretas do Papa, reforçou recentemente que não é possível permanecer indiferente diante do sofrimento do povo ucraniano.
“O risco é o da globalização da impotência, que é ainda mais grave do que a globalização da indiferença. É preciso agir como cristãos e isso significa recolher as necessidades que chegam da igreja ucraniana de Roma”, afirmou o cardeal Konrad, em entrevista ao Vatican News.
O Cardeal concluiu a entrevista destacando que, enquanto a guerra persistir, a Igreja mantém a sua posição constante pela paz, tendo a consciência de que, por trás das análises geopolíticas e dos números, há pessoas enfrentando noites geladas, cidades às escuras e um futuro incerto. “Cuidar da vida hoje é também preparar o caminho para a reconciliação amanhã”, concluiu o Cardeal.
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Fonte: Vatican News
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