Em uma declaração conjunta publicada na última terça-feira (26), o Patriarcado Greco-Ortodoxo e o Patriarcado Latino de Jerusalém apelaram à mediação de outros países para interromper a grande mobilização militar do Exército Israelense na Faixa de Gaza.
O documento é assinado pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o patriarca greco-ortodoxo Teófilo III, e também clama para que os reféns israelenses sequestrados durante os ataques de 7 de outubro sejam libertados e que a paz seja restaurada na região.
“Apelamos à comunidade internacional para que aja para pôr fim a esta guerra insensata e destrutiva e para que as pessoas desaparecidas e os reféns israelenses possam retornar às suas casas”, diz trecho do comunicado.
Os representantes da Igreja afirmam também no comunicado que a população da Cidade de Gaza, onde vivem centenas de milhares de civis e onde está a comunidade cristã local, será evacuada e transferida para o sul da Faixa.
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Ordens de evacuação já foram emitidas para vários bairros da Cidade de Gaza e bombardeios pesados, que acrescentam mais destruição e mortes a uma situação que já era grave antes do início da operação. Essas ações demonstram, segundo os dois Patriarcados, que “a operação não é apenas uma ameaça, mas uma realidade já em andamento”.
“Na incerteza que está prestes a afetar não apenas nossa comunidade, mas toda a população, não pode haver futuro baseado no cativeiro, no deslocamento de palestinos ou na vingança. Este não é o caminho certo”, continua a declaração. “Não há razão que justifique o deslocamento deliberado e forçado de civis.”
O Patriarcado Greco-Ortodoxo e o Patriarcado Latino de Jerusalém encerram o documento citando palavras dirigidas, durante a audiência de sábado (23 de agosto), pelo Papa Leão XIV a uma delegação do Grupo de Refugiados:
“Todos os povos, mesmo os menores e mais fracos, devem ser respeitados pelos poderosos em sua identidade e direitos, particularmente o direito de viver em suas próprias terras; e ninguém pode obrigá-los ao exílio forçado.”
Estas são palavras que eles compartilham e fazem reverberar. Por fim, rezam pela conversão dos corações, para que possamos trilhar os caminhos da justiça e da vida “por Gaza e por toda a Terra Santa”.
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