O caminho sinodal, proposto pelo saudoso Papa Francisco como um caminho para toda a Igreja, convida as comunidades cristãs a escutarem atentamente todos os membros da comunidade, principalmente aqueles que mais precisam de nossa escuta.
Um exemplo concreto dessa escuta que se traduz em ação é o trabalho da Pastoral da Moradia da Paróquia Santo Inácio de Loyola, pertencente à Arquidiocese de Goiânia.
Em um país marcado por desigualdade social, a falta de acesso à terra e à casa própria, revela não apenas carências materiais, mas também exclusão, insegurança e falta de dignidade humana.
Uma Igreja verdadeiramente sinodal não pode fechar os olhos a essa realidade. E é justamente a partir da escuta e do discernimento comunitário que a Pastoral da Moradia tem reconhecido que a casa não é apenas um espaço físico: é lugar de proteção, pertencimento, identidade e esperança.
“A missão da Pastoral da Moradia há 23 anos é trazer dignidade a famílias que moram em situação de vulnerabilidade. A maior dificuldade enfrentada na área da Moradia são famílias morando em barracos de lona, passando muito calor durante o dia e muito frio durante a noite. Famílias que não têm um banheiro em casa, onde moram 5, 6, 8 pessoas em 1 cômodo”, explicou Silvio Araújo, coordenador da Pastoral de Moradia de Goiânia.
Com a escuta atenta, as iniciativas pastorais ganham mais significado, como temos visto na Arquidiocese de Goiânia, onde a atuação junto às famílias em situação de vulnerabilidade mostra o compromisso evangelizador que nasce da escuta e da participação.
“A moradia digna é uma das expressões mais concretas da fraternidade vivida na prática, dentro da sociedade. Não é só sobre ter um teto, mas é sobre reconhecer o outro como irmão, com direitos, dignidade e valor diante de Deus e da comunidade. A fraternidade se manifesta quando a sociedade não fecha os olhos para quem vive sem casa ou em condição precária de vulnerabilidade. Garantir moradia digna é dizer, na prática, você importa.”
Quando acompanhamos uma ação como essa, percebemos a sinodalidade na prática, identificamos a Igreja Sinodal que tanto buscamos e pedimos.
A Campanha da Fraternidade reforça esse chamado ao nos convidar, ano após ano, a olhar para os mais vulneráveis e a refletir sobre caminhos de justiça e fraternidade. Ela nos recorda que o Evangelho exige compromisso e cuidado, especialmente com os que mais sofrem.
“A igreja defende que toda pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus; viver sem moradia digna fere essa dignidade. Então, pensando nisso, a Igreja, seguindo o caminho sinodal, deve se preocupar com o direito à moradia, porque este é um direito fundamental ligado à dignidade humana, ao Evangelho e à opção preferencial pelos pobres. É caminhar com os excluídos, tornar concreto a fé e construir uma sociedade mais fraterna e justa.”
É preciso fortalecer a cultura de pertencimento e, desse modo, a criação de laços comunitários, não só em comunidades com Pastoral da Moradia, mas em todas as comunidades com suas pastorais ativas. No caso dessa ação da pastoral em Goiânia, a comunidade já compreendeu essa necessidade de pertencimento e caminha em sinodalidade, explica Silvio:
“É a comunidade paroquial que caminha unida com as propostas da pastoral da moradia, especialmente no momento em que a participação partilha o compromisso concreto. A gente pode perceber isso em vários momentos, nos mutirões da construção da casa, onde voluntários de diferentes pastorais se unem, pessoas doam seu tempo, trabalho, tudo colabora com o mesmo objetivo, ali a comunidade vive a fraternidade na prática. Nas celebrações e entrega das casas. Toda entrega da casa acontece em uma missa, é um momento de oração, e ela fortalece o sentido de missão comum, une fé e ação social, e mostra que a pastoral é de toda paróquia, não é só de um grupo”.
add_circle Saiba mais sobre o caminho sinodal, acessando a página a12.com/sinodalidade
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