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CNBB ressalta a importância da família no processo da sinodalidade

Escrito por Luciana Gianesini

28 ABR 2022 - 14H40 (Atualizada em 28 ABR 2022 - 15H16)

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Neste quarto dia da fase on-line da 59ª Assembleia Geral da CNBB, o foco foi para o tema central - "Igreja Sinodal - Comunhão, Participação e Missão" -, bem como os preparativos para o X Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá entre os dias 22 e 26 de junho, no Vaticano.

Toda a Assembleia Geral vem para ser sinal e instrumento de colegialidade, do afeto episcopal e da busca de comunhão entre as Igrejas particulares do país, especialmente no âmbito da ação evangelizadora. Sendo assim, o arcebispo de Santa Maria (RS), Dom Leomar Antônio Brustolin, e o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom Ricardo Hoepers, falaram em coletiva de imprensa na tarde de hoje (28) sobre esses dois temas.

Reprodução/YouTube
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Como a Igreja se torna sinodal?

Dom Leomar ressaltou os questionamentos que a Igreja no Brasil tem feito acerca do chamado à sinodalidade, feito pelo Papa Francisco:

“Como a gente se torna sinodal? Dialogando. Como dialogar? Escutando. Sem escutar a realidade, não se consegue enxergar o que está havendo. É escutar para ver. Uma escuta atenta, não seletiva sobre a realidade da Igreja no Brasil. É como esse episcopado enxerga essa situação pós-pandemia e que desafios novos apareceram para a transmissão da fé”.

O arcebispo de Santa Maria ainda aprofundou outros questionamentos acerca do chamamento do Papa: “Se o Papa fala de sinodalidade, precisamos pensar também na colegialidade entre os bispos. Trabalhar como corpo integrado é uma recepção criativa do Concílio Vaticano II”, pontuou.

Citando também o Documento de Aparecida, Dom Leomar indicou que a CNBB tem refletido a respeito do andamento da chamada “conversão pastoral”, que deve levar as comunidades a se tornarem discípulas e missionárias. “Se trata de avaliar a qualidade do seguimento de Jesus, disse o arcebispo.

Por fim, o arcebispo disse que o tema central da 59ª AG tem um desafio: fortalecer a comunidade cristã, para que ela faça a experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo, mesmo numa sociedade em rápidas mudanças:

Não temos respostas prontas diante da complexidade e da pluralidade dos contextos atuais, mas uma bússola: o Evangelho na linha do Concílio Vaticano II, à luz do que ensina o papa Francisco, concluiu.

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X Encontro Mundial das Famílias acontece em junho

Dando continuidade na explicação do que foi discutido neste 4º dia da 59ª AG da CNBB, Dom Ricardo Hoepers trouxe atualizações sobre o que se espera do X Encontro Mundial das Famílias, que acontece de 22 a 26 de junho, em Roma, com o tema “Amor familiar: vocação e caminho da santidade”.

Dom Ricardo lembrou que em 19 de março de 2021 teve início o Ano da Família Amoris Laetitia, em virtude dos 5 anos da carta do Papa Francisco às famílias. O encerramento será, justamente, no encontro mundial com o Papa Francisco. O bispo ressaltou que todas as dioceses deveriam trabalhar esse tema do amor na família, abordando o aspecto familiar como essência da vida cristã.

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Em paralelo a isso, outros dois grandes encontros acontecerão no Brasil: o Simpósio Nacional “Família e Vocação Laical”, que será realizado também em Aparecida, porém de forma on-line, em 28 de maio, e o XVI Congresso Nacional da Pastoral Familiar, que acontece de forma presencial na cidade de Gov. Celso Ramos (SC), com o tema “Amor Familiar: Vocação e caminho de santidade”.

As inscrições podem ser feitas no site http://vidaefamilia.org.br/evento-xvi-congresso-nacional-pastoral-familiar/

Como viver a sinodalidade no cotidiano

Ao final da Coletiva de Imprensa, alguns jornalistas puderam fazer perguntas aos dois bispos. A jornalista Rafaela Oliveira, da Rádio Aparecida, então perguntou:

“Como as pequenas comunidades podem viver a sinodalidade e tornar esse tema parte do cotidiano”?

D. Leomar respondeu que as pequenas comunidades são espaços de vivência da fé, que se complementam e necessitam da vida da paróquia e das pastorais: “Ainda temos um longo caminho a percorrer, porque ainda achamos que o grande grupo é o importante. É claro que é, mas a pequena comunidade é o grupo de vida. Nós gostaríamos de fomentar pequenas comunidades, onde a pessoa vive afetivamente sua fé e seu comprometimento com os outros, disse.

Para Dom Ricardo, Rafaela Oliveira perguntou:

“Como a igreja busca restaurar o amor na família”?

O bispo salientou que foi na família que muitos se fortaleceram na pandemia, e muitos também perderam: “Não podemos ficar só com o negativo. Durante a pandemia, muitas famílias se fortaleceram. Matrimônios restaurados, mais atenção aos filhos, superação. O amor se fortaleceu e conseguiu superar. A família deve se sentir Igreja Doméstica, porque a experiência de Deus começa dentro de casa. A família deve ser estendida na comunidade eclesial. Uma ‘família de famílias’, como diz o papa”.

Dom Ricardo finalizou dizendo que a grande proposta da Amoris Laetitia é a corresponsabilidade de um para com o outro na família: 

“Amor familiar: tem algo mais precioso que isso? É pela família que tudo começa. Se entendermos isso, poderemos responder à nossa vocação, nosso sim a Deus, e isso nos levará a santidade, concluiu.

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