Um recente artigo da Vogue Britânica trouxe um novo comportamento à tona: o de mulheres que optam por não mostrar seus relacionamentos nas redes sociais.
O movimento, que questiona se “ter um namorado é embaraçoso”, reflete uma tendência crescente de reservar a vida afetiva da exposição pública, em nome da preservação da identidade pessoal.
Ao mesmo tempo, uma pesquisa inédita do IBGE mostrou que 51,3% dos brasileiros vivem em união conjugal, mas a maioria dessas uniões não é formalizada. Em 2022, as uniões consensuais (sem casamento civil ou religioso) já representavam 39% das relações, cerca de 35 milhões de pessoas.
Esses dois fenômenos comportamentais revelam mudanças profundas nas formas de amar e se comprometer. Para Fernanda Peloggia, especialista em autoestima, inteligência emocional e comunicação, essa mudança está ligada à fragilidade emocional da sociedade atual.
“Quando alguém precisa esconder uma relação que gosta de viver, com medo de parecer ‘cafona’ ou ser julgada, o que está em jogo não é o amor: é a autoestima”, explicou.
Fernanda apontou que a forma como as pessoas se comunicam hoje é resultado direto da hiperconexão digital:
“Vivemos num ambiente de dopamina constante, com curtidas e validações. As pessoas regulam sua imagem para parecer livres, sem parecer carentes. O problema não é a tecnologia, é a imaturidade emocional de quem não sabe usá-la com consciência.”
Ela também lembrou que as motivações para não casar variam conforme a classe social:
“Nas classes mais baixas, o fator financeiro pesa. Já nas classes médias e altas, o medo do compromisso fala mais alto. As pessoas querem deixar tudo em aberto, caso dê errado. Mas isso é sinal de imaturidade. Quem entra em uma relação pensando em como será fácil sair dela, já está com um pé fora.”
arrow_forward Matrimônio: casar na igreja é ultrapassado?
Fernanda reforçou que o grande desafio atual não é a tecnologia, mas a ausência de maturidade emocional.
“O que falta na comunicação interpessoal hoje é maturidade e presença. As pessoas tentam se relacionar sem, antes, se relacionarem consigo mesmas. Isso gera vínculos frágeis, falas rasas e diálogos ansiosos.”
Para a especialista, a solução está em fortalecer a autoestima e a responsabilidade afetiva:
“Fugir do compromisso é um sinal de imaturidade. Quem tem autoestima suficiente consegue lidar com o conflito, com o não, com a diferença. A tecnologia não é o problema; o problema é o uso imaturo que fazemos dela.”
arrow_forward Um pedido de casamento aos pés de Nossa Senhora Aparecida
Enquanto cresce o número de casais que vivem juntos sem casar, no Santuário Nacional de Aparecida os devotos testemunham a importância do Sacramento do Matrimônio.
Diogo e Thais são de Toledo (PR) e estão casados há dois anos. Visitando a Casa da Mãe pela primeira vez, falaram da importância de construir o desejo de se casarem religiosamente desde o namoro.
“Casar é importante porque você tem essa espiritualidade. Ultimamente a gente vê que principalmente o pessoal mais novo está fugindo um pouco, o pessoal não tem ligado mais tanto para as questões religiosas. Mas para a gente sempre foi algo muito forte. Acho que também foi algo que nos ajudou a nos fortalecer e nos fazer um casal sempre unido”, afirmou Diogo.
“A gente participa da Pastoral da Acolhida na igreja onde a gente frequenta na nossa cidade. Mesmo na época do namoro, a gente sempre frequentou a igreja. Para nós, o matrimônio foi algo que ficou concreto dentro do nosso relacionamento. Então, todas as vezes que a gente tem uma dificuldade, é a Deus que a gente procura. Por isso que hoje a gente veio aqui. E a gente também já teve oportunidade de estar em outros lugares que também são tão santos quanto esse, como foi o Vaticano”, completou Thais.
Com quase 55 anos de casados, 4 filhos e 8 netos, Tarcísio e Anésia de Mello, de Lambari (MG), fortalecem o relacionamento pela oração do terço e a comunhão com Deus. “É bom que a pessoa que tem Deus não pode só morar junto. A pessoa tem que casar, ter a vida de Igreja certinha. Senão não combina, porque não está com Deus”, iniciou Anésia.
“Não é fácil, é difícil a vida de casado. A gente tem muito contratempo, faz muita coisa, mas graças a Deus, nós vivemos felizes. Porém, somos da família de Deus: faço parte do Terço dos Homens há muitos anos. Então a gente vive feliz por ter casado. Graças a Deus, a gente combina bem! Graças a Deus”, completou Tarcísio.
Moradores de Brasília (DF), Elza Santos e Ilzo Araújo estão casados há 35 anos, com três filhos e dois netos que receberam de herança o caminho de Deus, que se iniciou no matrimônio:
“Receber o sacramento contribui mais na união dos casais e no relacionamento. Às vezes a gente tem alguma discórdia, mas por ter Deus no coração, a gente fortalece mais. Em vez de desunir, faz fortalecer a união”, explicou Elza.
Complementando, Ilzo afirmou que “o que mais ajuda é participar da Igreja. A Igreja dá uma base para poder conhecer a pessoa. Religiosamente também, para poder ter aquela pessoa do seu lado. Por isso que, nesses 35 anos, nós casamos na Igreja.”
Elza completou a fala do marido ao dizer que “isso ajuda na criação dos filhos, que é muito importante. Graças a Deus, meus filhos foram criados sempre na Igreja, temos uma vida feliz. O caminho de Deus não há como não dar certo”.
Anne Carolina da Silva e Diego Ferreira da Silva moram em São Paulo (SP), estão casados há 5 anos e têm uma filha, a Melissa, de 4 anos. Para Anne, “Deus é o fundamento de tudo. Acho que sem uma bênção, em qualquer circunstância da vida, principalmente o matrimônio, não existe vida sem a bênção de Deus”.
Diego reforçou que viver o sacramento do matrimônio vem desde o primeiro sacramento, o Batismo, o princípio de tudo. “Sem Deus nós nada somos, então acredito que Deus coloca tudo nas coisas certas, no tempo certo, e vêm conforme a orientação Dele. O matrimônio vem para unir duas pessoas de mundos diferentes, para viver no caminho de Deus, numa só caminhada”.
O Catecismo da Igreja Católica (n.º 1601) define o matrimônio como uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada ao bem dos esposos e à geração e educação dos filhos.
O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Amoris Laetitia, recorda que “o matrimônio é uma vocação, uma resposta ao chamado para amar como Cristo amou”. O sacramento, segundo o Papa, não é uma formalidade, mas um caminho de amadurecimento, fidelidade e serviço mútuo.
Frente a um mundo que teme o compromisso e prefere amores líquidos e “em aberto”, a Igreja recorda que amar é escolher permanecer.
Como disse Fernanda Peloggia, “quem está fortalecido não precisa moldar a própria vida ao que os outros pensam”. Amar com maturidade, comunicar com verdade e viver a fé no matrimônio são, hoje, atos profundamente humanos.
:: Quer casar na cidade da Mãe Aparecida? Saiba como!
Fonte: Colaboração de Rafael Gurgel
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