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Santo Padre

Papa: Bem-aventuranças iluminam a história e dão esperança

Papa Leão XIV explica o sentido das Bem-aventuranças no Angelus e pede diálogo para evitar mais sofrimento ao povo cubano diante das tensões internacionais.

Escrito por Redação A12

02 FEV 2026 - 08H35 (Atualizada em 02 FEV 2026 - 10H10)

Vatican Media

O Papa Leão XIV presidiu a oração do Angelus no primeiro domingo de fevereiro (2), na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis e peregrinos. Ao comentar o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12), o Pontífice destacou esse ensinamento como eixo central da mensagem de Deus para o mundo.

Segundo o Papa, as Bem-aventuranças são uma página esplêndida da Boa Nova que Jesus anuncia a toda a humanidade”. Elas revelam, afirmou, o modo como Deus age na história humana. “É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos.”

Uma lei escrita no coração

Leão XIV explicou que, no monte, Cristo entrega aos discípulos uma nova lei, diferentemente daquela de Moisés gravada em pedra, mas é o nascimento de uma lei que renova a vida e dá sentido às situações que o mundo considera fracasso.

O Papa recordou que, à luz das Bem-aventuranças, a perseguição pode tornar-se caminho de redenção e a mentira não tem a última palavra. Por isso, Jesus convida: “Exultai e alegrai-vos”.

Esperança para quem é descartado

O Pontífice ressaltou que as Bem-aventuranças só parecem um paradoxo para quem não reconhece o modo como Deus se revela em Cristo. Muitos se surpreendem porque esperam que os poderosos dominem sempre a história. Essa esperança, sublinhou o Papa, é oferecida primeiro àqueles que o mundo considera sem valor ou sem futuro.

“Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que com todos partilha a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz.”

Dirigindo-se aos fiéis, Leão XIV explicou que as Bem-aventuranças ajudam o cristão a rever o próprio conceito de felicidade.

“Queridos irmãos e irmãs, as Bem-aventuranças tornam-se para nós então uma prova de felicidade, levando-nos a perguntar-nos se a consideramos como uma conquista que se compra ou um dom que se partilha; se a depositamos em objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham.”

O Papa destacou ainda que “Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição.” Ao concluir a catequese, pediu a intercessão da Virgem Maria.

add_box  As bem-aventuranças como caminho para nós

Papa pede diálogo diante das tensões entre EUA e Cuba

Após o Angelus, Leão XIV manifestou preocupação com o aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos. O Papa uniu-se ao apelo dos bispos cubanos, publicado em 31 de janeiro, pedindo diálogo entre os dois países.

O Pontífice convidou os responsáveis a promoverem um “diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano”. Em seguida, confiou a situação do país à proteção mariana: “Que a Virgem da Caridade do Cobre assista e proteja todos os filhos daquela amada terra!”

add_box  Existe presença dos Missionários Redentoristas também em Cuba. Saiba mais!

Fonte: Vatican News

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