Apresentado no contexto do Jubileu da Esperança, o documentário “Oculus Spei”, traduzido do latim para o português "O Olhar da Esperança", conquistou o Prêmio de Prata no Hollywood Gold Awards, na categoria de Melhor Curta-Metragem Documentário.
O curta tem sua ambientação inspirada no XXV Jubileu e está qualificado para concorrer ao Oscar 2026, na categoria de Melhor Curta-Metragem Documentário, além de integrar a seleção oficial de festivais nos Estados Unidos e na Europa.
Apresentado em pré-estreia na Filmoteca Vaticana, na noite de 14 de janeiro, Oculus Spei, o documentário, aborda o processo criativo de uma instalação multimídia, com o mesmo nome do documentário, que marcou o Jubileu da Esperança, criada pela artista Annalaura di Luggo, no Panteão de Roma.
O documentário parte dessa experiência para reinterpretar cinematograficamente o gesto milenar da abertura das Portas Santas. Simbolizando o sentido como rito litúrgico e, também, como caminho existencial, marcado por travessias interiores.
Exibição de "Oculus Spei" na Filmoteca do Vaticano
Durante a exibição do filme no Vaticano, monsenhor Lucio Adrián Ruiz, secretário do Dicastério para a Comunicação, sintetizou o espírito da obra:
“Em 2025, não se abriram apenas as Portas Santas das Basílicas Papais e da Prisão de Rebibbia. Annalaura di Luggo sentiu a urgência de abrir outros portais simbólicos, capazes de transmitir essa emoção a um público ainda mais amplo.”
Segundo o sacerdote, são portas que “não dividem, mas conectam; não excluem, mas acolhem”.
A apresentação, que agora se tornou documentário, traz cinco portais virtuais. Quatro deles reproduzem as Basílicas Papais de São Pedro, Santa Maria Maior, São Paulo Fora dos Muros e São João de Latrão. Ao “bater” simbolicamente nessas portas, o visitante é convidado a dialogar com pessoas com deficiência de diferentes partes do mundo, cujas histórias são atravessadas por um feixe de luz que transfigura corpos e narrativas.
A quinta porta, talvez a mais impactante, inspira-se na Prisão de Rebibbia, inaugurada pelo Papa Francisco como Porta Santa adicional do Jubileu. Com este gesto, o Papa quis levar o Jubileu às periferias humanas, para afirmar que a misericórdia de Deus ultrapassa muros e exclusões. e recordar que ninguém está fora da possibilidade de perdão.
Cada pessoa apresentada atrás das Portas Santas traz, no lugar do coração, um olho iluminado como uma alusão à visão interior e à capacidade de enxergar além das limitações.
Ao atravessar essas portas virtuais, o espectador vai descobrindo que a travessia mais decisiva não acontece nos espaços sagrados ou nas telas, mas, silenciosamente, dentro de si.
Quatro testemunhas conduzem esse percurso: Samantha (Ásia), Martina (Europa), Serigne (África) e Ignazio (Américas). Essas pessoas, possuem algum tipo de deficiência e o documentário traz histórias sobre elas que abordam uma esperança concreta e cotidiana, construída na na resistência e no encontro com o outro.
O documentário intercala imagens da abertura das Portas Santas com reflexões de peregrinos, líderes religiosos, figuras culturais e também do olhar das pessoas com deficiências, compondo uma narrativa conjunta, com diversos aspectos sobre o poder transformador da esperança. A trilha sonora é inspirada em textos sagrados e interpretada pela soprano Ekaterina Shelehova, trazendo uma atmosfera de densidade espiritual à experiência cinematográfica.
A obra é iniciada com o Papa Francisco, seguido pelas perspectivas do arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização; Massimo Osanna, diretor-geral dos Museus do Ministério da Cultura da Itália; o monsenhor Ruiz; e Davide Vincent Mambriani, delegado para os Assuntos Culturais do Jubileu.
Convidada pelo Panteão de Roma, na Basílica de Santa Maria ad Martyres, Annalaura di Luggo disponibilizou a instalação da obra de arte em que o documentário se inspira como parte das celebrações jubilares. Contudo, o projeto ultrapassou Roma e percorreu outros locais simbólicos, como o Museu de’ Medici, em Florença; a Capela della Sindone, em Turim; e o Museu do Tesouro de San Gennaro, em Nápoles, dentro das comemorações pelos 2.500 anos da cidade. Com curadoria de Ivan D’Alberto, coordenação científica de Gabriella Musto e promoção de Stefano Lanna, a obra segue em exibição nestes locais simbólicos até fevereiro de 2026.
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Fonte: Vatican News
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