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Documentário sobre as Portas Santas conquista prêmio em Hollywood

Escrito por Rafael Gurgel

16 JAN 2026 - 09H52 (Atualizada em 16 JAN 2026 - 11H17)

Vatican News

Apresentado no contexto do Jubileu da Esperança, o documentário “Oculus Spei”, traduzido do latim para o português "O Olhar da Esperança", conquistou o Prêmio de Prata no Hollywood Gold Awards, na categoria de Melhor Curta-Metragem Documentário.

O curta tem sua ambientação inspirada no XXV Jubileu e está qualificado para concorrer ao Oscar 2026, na categoria de Melhor Curta-Metragem Documentário, além de integrar a seleção oficial de festivais nos Estados Unidos e na Europa.

Apresentado em pré-estreia na Filmoteca Vaticana, na noite de 14 de janeiro, Oculus Spei, o documentário, aborda o processo criativo de uma instalação multimídia, com o mesmo nome do documentário, que marcou o Jubileu da Esperança, criada pela artista Annalaura di Luggo, no Panteão de Roma.

O documentário parte dessa experiência para reinterpretar cinematograficamente o gesto milenar da abertura das Portas Santas. Simbolizando o sentido como rito litúrgico e, também, como caminho existencial, marcado por travessias interiores.

Vatican News Vatican News Exibição de "Oculus Spei" na Filmoteca do Vaticano


Portas que não separam, mas acolhem

Durante a exibição do filme no Vaticano, monsenhor Lucio Adrián Ruiz, secretário do Dicastério para a Comunicação, sintetizou o espírito da obra:

“Em 2025, não se abriram apenas as Portas Santas das Basílicas Papais e da Prisão de Rebibbia. Annalaura di Luggo sentiu a urgência de abrir outros portais simbólicos, capazes de transmitir essa emoção a um público ainda mais amplo.”

Segundo o sacerdote, são portas que “não dividem, mas conectam; não excluem, mas acolhem”.

A apresentação, que agora se tornou documentário, traz cinco portais virtuais. Quatro deles reproduzem as Basílicas Papais de São Pedro, Santa Maria Maior, São Paulo Fora dos Muros e São João de Latrão. Ao “bater” simbolicamente nessas portas, o visitante é convidado a dialogar com pessoas com deficiência de diferentes partes do mundo, cujas histórias são atravessadas por um feixe de luz que transfigura corpos e narrativas.

A quinta porta, talvez a mais impactante, inspira-se na Prisão de Rebibbia, inaugurada pelo Papa Francisco como Porta Santa adicional do Jubileu. Com este gesto, o Papa quis levar o Jubileu às periferias humanas, para afirmar que a misericórdia de Deus ultrapassa muros e exclusões. e recordar que ninguém está fora da possibilidade de perdão.


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A luz como linguagem da esperança

Cada pessoa apresentada atrás das Portas Santas traz, no lugar do coração, um olho iluminado como uma alusão à visão interior e à capacidade de enxergar além das limitações.

Ao atravessar essas portas virtuais, o espectador vai descobrindo que a travessia mais decisiva não acontece nos espaços sagrados ou nas telas, mas, silenciosamente, dentro de si.

Quatro testemunhas conduzem esse percurso: Samantha (Ásia), Martina (Europa), Serigne (África) e Ignazio (Américas). Essas pessoas, possuem algum tipo de deficiência e o documentário traz histórias sobre elas que abordam uma esperança concreta e cotidiana, construída na na resistência e no encontro com o outro.


A narrativa do documentário

O documentário intercala imagens da abertura das Portas Santas com reflexões de peregrinos, líderes religiosos, figuras culturais e também do olhar das pessoas com deficiências, compondo uma narrativa conjunta, com diversos aspectos sobre o poder transformador da esperança. A trilha sonora é inspirada em textos sagrados e interpretada pela soprano Ekaterina Shelehova, trazendo uma atmosfera de densidade espiritual à experiência cinematográfica.

A obra é iniciada com o Papa Francisco, seguido pelas perspectivas do arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização; Massimo Osanna, diretor-geral dos Museus do Ministério da Cultura da Itália; o monsenhor Ruiz; e Davide Vincent Mambriani, delegado para os Assuntos Culturais do Jubileu.


Do Panteão ao mundo

Convidada pelo Panteão de Roma, na Basílica de Santa Maria ad Martyres, Annalaura di Luggo disponibilizou a instalação da obra de arte em que o documentário se inspira como parte das celebrações jubilares. Contudo, o projeto ultrapassou Roma e percorreu outros locais simbólicos, como o Museu de’ Medici, em Florença; a Capela della Sindone, em Turim; e o Museu do Tesouro de San Gennaro, em Nápoles, dentro das comemorações pelos 2.500 anos da cidade. Com curadoria de Ivan D’Alberto, coordenação científica de Gabriella Musto e promoção de Stefano Lanna, a obra segue em exibição nestes locais simbólicos até  fevereiro de 2026.

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Fonte: Vatican News

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