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Santo Padre

Papa fala aos jovens sobre solidão, fé e esperança

Em dois encontros com a juventude, Leão XIV deu exemplos de sua vida pessoal e de poeta italiano para consolar jovens solitários e em busca de sentido.

Escrito por Beatriz Nery

16 JAN 2026 - 11H03 (Atualizada em 16 JAN 2026 - 19H51)

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Você já observou o comportamento dos jovens ultimamente? São feitas conexões muito rápidas e os vínculos cada vez mais frágeis. Diante disso, o Papa Leão XIV ofereceu aos jovens uma palavra que toca no essencial.

Diante de milhares de jovens na Sala Paulo VI, poucos dias após o fim do Jubileu da Esperança, o Pontífice deixou um verdadeiro guia espiritual para quem busca sentido, afeto e direção em meio à pressa do mundo atual.

Você não está sozinho!

Logo ao chegar, o Papa falou com espontaneidade e proximidade: “Estou muito contente por estar com vocês, por ter esta oportunidade de partilhar um pouco tantas questões da vida”.

Leão XIV partilhou até uma experiência pessoal. Contou que sua sobrinha, também jovem, perguntou como ele conseguia lidar com tantos problemas sem se sentir sozinho. A resposta estava ali, diante dele: “Em grande parte, são vocês. Porque não estamos sozinhos”.

Quando o virtual não preenche

O Papa não ignorou as feridas abertas da juventude atual. Falou de tédio, desorientação e isolamento, mesmo em meio a tantas pessoas. Alertou para uma solidão silenciosa, escondida atrás das telas. A crítica não é à tecnologia, mas ao vazio que surge quando ela substitui relações reais.

Uma vida de links sem relação ou de curtidas sem afeto nos decepciona, porque fomos feitos para a verdade: quando ela falta, sofremos. Fomos feitos para o bem, mas as máscaras do prazer descartável traem o nosso desejo.”

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Somos feitos para mais!

Leão XIV lembrou que o ser humano não se resume ao que consome. “A disponibilidade da natureza não nos basta, porque nós não somos apenas aquilo que comemos, bebemos e respiramos”. A razão é que carregamos em nós a imagem de Deus.

Por isso, deixou uma palavra que consola e fortalece os solitários: Quando você se sentir sozinho, então lembre-se de que Deus nunca o abandona. Essa certeza torna-se força para dar o primeiro passo em direção ao outro, rompendo o fechamento em si mesmo.”

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Cristo é a luz que permanece

Recorrendo à poesia para exemplificar a solidão, o Papa citou o poeta italiano Salvatore Quasimodo ao falar da luz que atravessa o coração humano. Afirmou que “não é uma luz intermitente, que nasce para depois se pôr, mas o Sol da justiça, que é Cristo”.

É desse encontro que nasce a força para mudar a própria vida e também o mundo. A fé, vivida no cotidiano, transforma ambientes cinzentos em espaços de acolhida e sentido.

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Testemunhar sem buscar aplausos

O Pontífice reconheceu o valor das experiências nas paróquias, oratórios e movimentos, mas fez um alerta: “Não esperem que o mundo os acolha de braços abertos”. O testemunho sincero quase nunca é o mais popular.

Ainda assim,ajam com alegria e perseverança, sabendo que, para mudar a sociedade, é preciso antes de tudo mudar a nós mesmos”, reforçou Leão XIV.

Ao falar de santidade, trouxe o entendimento de que “somos testemunhas, e os verdadeiros amigos são aqueles que acompanham e podem realmente oferecer uma vida sã”. Ser santo não é fugir da realidade, mas viver de forma íntegra, ajudando o outro a fazer o mesmo.

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O primeiro passo é rezar

Quando questionado sobre como romper as correntes que aprisionam tantos jovens, disse para “antes de tudo, rezar”.

“Este é o ato mais concreto que o cristão realiza para o bem de quem está ao seu lado, de si mesmo e do mundo inteiro.”

A oração, explicou, liberta do tédio, do orgulho e da indiferença. Alimentada pela Eucaristia e pela Palavra, ela reacende o coração e devolve sentido à vida.

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Precisamos de modelos reais

Ao retomar o legado do Jubileu, Leão XIV destacou a importância de exemplos autênticos. “Os jovens precisam de modelos saudáveis, que os orientem para o bem, para o amor, para a santidade”. Citou São Carlo Acutis e São Pier Giorgio Frassati como rostos de uma santidade possível e atraente.

A esperança continua

Antes de concluir, o Papa renovou um apelo que permanece após o Jubileu: “Deixemo-nos desde já atrair pela esperança e permitamos que, através de nós, ela se torne contagiosa para quantos a desejam.”

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Fonte: Vatican News

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