Sabe-se que popularmente que a “esperança é a última que morre”, no entanto, em tempos tão incertos, a palavra “esperança” parece frágil. Ainda assim, ela sustenta a vida desde os primeiros contatos humanos.
A esperança está no carinho recebido na infância e cresce conforme aprendemos a confiar no mundo. Atravessa a juventude, nos acompanha na vida adulta e se transforma na velhice. É um movimento que orienta o desejo de continuar.
O livro “Esperança e Fases da Vida”, de Ivonise Fernandes da Motta e Cláudia Yaísa G. da Silva, publicado pela Editora Ideias e Letras, mergulha nesse tema com profundidade psicológica e beleza que gera reflexão. A obra reúne estudos e pesquisas que ajudam a compreender o papel da esperança como força que sustenta escolhas, vínculos e formas de existir.
As autoras explicam que a esperança não nasce do acaso. Ela se forma a partir de experiências reais, construídas no encontro entre o “eu” e o mundo. Não é ilusão e nem mesmo fruto de um escapismo, vem de uma atitude mental que ajuda a evitar o pior e a seguir adiante, mesmo quando tudo ao redor parece ruir.
add_box Esperança: dom que fortalece os corações desiludidos
Esse olhar é valioso para famílias que buscam equilíbrio em meio às tensões do cotidiano. O livro apresenta a esperança como parte do amadurecimento humano. Cada etapa da vida exige uma nova maneira de se relacionar consigo mesmo e com o ambiente:
- A infância precisa de reconhecimento e acolhimento.
- A adolescência pede espaço interior.
- A vida adulta exige consciência e liberdade.
- A velhice chama ao encontro com a própria história.
O texto também dialoga com desafios contemporâneos. Fala sobre a sensação de esgotamento que domina uma sociedade que sobrevive em meio às crises ambientais, conflitos e excesso de estímulos. Esse cenário gera medo e cansaço e, muitas vezes, conduz à desesperança.
add_box A esperança nunca nos decepciona!
Ao recuperar ideias de pensadores como Heráclito e Winnicott, o livro mostra que a esperança é um sentimento e modelo de como habitar o mundo. Ela se relaciona com a capacidade de contato com o próprio interior. Quando esse contato é forte, cresce a possibilidade de encarar a vida com leveza, criatividade e liberdade.
As autoras destacam que a esperança nasce de um ambiente que permite ao ser humano sentir-se reconhecido. Quando isso falta, surge o distanciamento de si mesmo. Esse afastamento abre espaço para vazios, angústias e modos de vida marcados pelo excesso de sensorialidade. É o momento em que tudo se torna imediato, ruidoso e superficial. A esperança, porém, faz o contrário: pede silêncio, profundidade e vínculo real.
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