Todo cristão católico é convidado a assumir compromissos diante de Deus em momentos importantes da vida, especialmente ao receber sacramentos como o Batismo, a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação. Assim explica o Catecismo da Igreja Católica (2101) e ainda destaca que pode-se prometer a Deus, por devoção pessoal, também outros gestos como a esmola.
Ao realizar esse ato de entrega o cristão demonstra que “a fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.” (2101). Mas, além das promessas, existem os votos. Qual seria a diferença entre eles?
Um voto ou uma profissão é “uma promessa deliberada e livre de um bem possível e melhor feita a Deus e deve ser cumprido a título da virtude da religião” (2102). Ou seja, enquanto a promessa é um compromisso devocional feito livremente a Deus (como rezar ou realizar uma obra de caridade), o voto é um compromisso solene e religioso assumido para buscar um bem maior.
Quando um fiel realiza um voto significa que ele está dando a Deus o que lhe prometeu e consagrou.
Votos Perpétuos
Ainda podemos falar dos Votos Perpétuos, que diz respeito à profissão religiosa em que a pessoa responde a Deus de forma definitiva e radical no seu seguimento.
Todo(a) religioso(a), após cumprir um longo período de preparação no seminário ou convento, realiza votos de pobreza, castidade e obediência. Depois, fazem votos temporários até chegar à Profissão Perpétua que confirma de forma definitiva os votos assumidos.
Dessa forma, compreendemos melhor que a vocação à vida religiosa é um belo chamado e um dom para a Igreja de Cristo. De acordo com o papa Leão XIV, na missa do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada essa vocação que possui um “sereno desapego de tudo o que passa” e tem algo muito necessário a nos ensinar:
"A vida religiosa, com o seu sereno desapego de tudo o que passa, ensina a indissociabilidade entre o cuidado mais autêntico pelas realidades terrenas e a esperança amorosa daquelas eternas, escolhidas já nesta vida como fim último e exclusivo, capaz de iluminar todo o resto".
O reconhecimento dos votos pela Igreja
Segundo documento publicado pela Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, quando uma pessoa faz a profissão religiosa, ou seja, assume publicamente os votos de pobreza, castidade e obediência, isso não é apenas uma decisão pessoal, mas um ato oficial da Igreja.
“No ato da profissão religiosa, que é um ato de Igreja mediante a autoridade daquele ou daquela que recebe os votos, convergem a ação de Deus e a iniciativa da pessoa.”
No momento dos votos, a pessoa se consagra a Deus, passa oficialmente a fazer parte de uma congregação ou instituto religioso, assume direitos e deveres dentro dessa comunidade e recebe apoio espiritual, fraterno e formativo para viver sua vocação.
Entenda agora: O que é uma celebração dos Votos Perpétuos?
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