Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (29), o Papa Leão XIV refletiu sobre os 60 anos da Nostra aetate, documento do Concílio Vaticano II que trouxe ao entendimento da Igreja uma nova relação de respeito e cooperação entre as religiões.
O Pontífice destacou que o texto continua sendo “um farol para o nosso tempo”, pois ensina a ver os seguidores de outras crenças “não como estranhos, mas como companheiros no caminho da verdade”. Nesta lembrança, Leão XIV convocou os fiéis a renovarem o compromisso com a paz e a fraternidade.
Inspirado no encontro de Jesus com a samaritana (Jo 4, 4-42), o Papa explicou que o Evangelho revela “a essência do autêntico diálogo religioso: uma troca que acontece quando as pessoas se abrem umas às outras com sinceridade, escuta atenta e enriquecimento mútuo”.
Segundo Leão XIV, o diálogo verdadeiro nasce da sede de Deus pelo coração humano e da sede humana por Deus. “O culto autêntico se realiza em espírito e verdade”, afirmou.
Ao recordar o contexto histórico da Nostra aetate, o Papa ressaltou que a Igreja mantém firme sua posição contra qualquer forma de ódio religioso.
“A Igreja não tolera o antissemitismo e o combate, por causa do próprio Evangelho”, afirmou.
O Santo Padre lembrou que o documento representou um ponto de virada na consciência eclesial: “A Igreja reconhece que os primórdios da sua fé e eleição já se encontram nos patriarcas, em Moisés e nos profetas.”
Leão XIV reforçou que todas as religiões podem refletir “um raio da verdade que ilumina todos os homens”. Por isso, o diálogo entre os povos deve ser também espiritual, tendo o amor como base da paz e da reconciliação.
O Papa pediu que os católicos valorizem “tudo o que há de bom, verdadeiro e santo nas outras tradições religiosas” e rejeitem qualquer tipo de discriminação.
E ainda fez um apelo à união entre as diferentes tradições diante dos desafios atuais: “Mais do que nunca, o mundo precisa da nossa unidade, da nossa amizade e da nossa colaboração.”
O Pontífice também destacou a necessidade de promover o bem comum, inclusive no uso da tecnologia: “As nossas tradições têm um imenso contributo a dar para a humanização da técnica e para inspirar a sua regulamentação.”
Encerrando a catequese, o Papa recordou que “a paz começa no coração dos homens” e pediu que cada um se torne instrumento de esperança em casa, nas comunidades e entre as nações.
“Trabalhemos juntos, porque se estivermos unidos, tudo é possível. Garantamos que nada nos divide”, afirmou.
Por fim, convidou os fiéis a um momento de silêncio, lembrando que “a oração tem o poder de transformar as nossas atitudes, os nossos pensamentos, as nossas palavras e as nossas ações”.
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