Após a oração mariana do Angelus neste domingo (5), na praça de São Pedro, no Vaticano, mais uma vez o Santo Padre fez um apelo por um cessar-fogo imediato entre Israel e o grupo palestino Hamas, no conflito que já dura quatro semanas.
Os israelenses apoiam a retaliação militar para acabar com o poder do grupo islâmico e do seu parceiro, a Jihad Islâmica, o que já vitimou mais de 10 mil vidas, e contabiliza 22 mil feridos e mais de 2 mil desaparecidos.
"Continuo pensando na grave situação na Palestina e em Israel, onde tantas pessoas perderam a vida. Peço-lhes que parem, em nome de Deus: cessar-fogo! Espero que todos os caminhos sejam percorridos para evitar absolutamente uma ampliação do conflito, que os feridos possam ser socorridos e a ajuda chegue à população de Gaza, onde a situação humanitária é gravíssima".
Francisco ainda alertou sobre o futuro das duas populações, principalmente as crianças.
"Que os reféns sejam libertados imediatamente. Dentre eles também há muitas crianças, que elas voltem para suas famílias! Sim, pensemos nas crianças, em todas as crianças envolvidas nesta guerra, assim como na Ucrânia e em outros conflitos: isso está matando o futuro delas. Rezemos para que se tenha a força de dizer 'basta'".

Santo Padre pede orações
A seguir, o Papa manifestou sua proximidade ao povo do Nepal que sofre com o terremoto, assim como aos refugiados afegãos que encontraram refúgio no Paquistão, mas que agora já não sabem para onde ir. "Rezo também pelas vítimas das tempestades e enchentes, na Itália e em outros países", disse ainda Francisco, que saudou os peregrinos italianos e de vários países, e o Comitê “Deter a Guerra”. Desejou a todos um bom domingo e pediu para não se esquecerem de rezar por ele.
A guerra tira a humanidade
Ao receber participantes do encontro promovido pelo CHARIS, Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica, na tarde do último sábado (4), o Papa recordou que em 2019, foi feito um momento de silêncio rezando pela paz, recordando o encontro no Vaticano dos Presidentes do Estado da Palestina e do Estado de Israel e reafirmou que o conflito acaba com a memória dos passos dados em direção à paz.
"A guerra destrói tudo, tudo. Tira a humanidade. Outro dia, 2 de novembro, fui celebrar a missa no Cemitério de Guerra; ao entrar, observei nos túmulos as idades dos caídos: todos jovens, entre 20 e 30 anos. Ela destrói a juventude, não faz outra coisa a não ser destruir. Por favor, lutemos pela paz. Não deixemos que essa memória da paz seja roubada!”
Acompanhe o Angelus deste domingo
Fonte: Vatican News
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