"Tenho com certeza a salvação daqueles que morrem na Congregação".
Para os missionários redentoristas, uma das metas mais importantes, que busca com todas as suas energias, é a graça da perseverança final no caminho da vocação!
Não é à toa que, desde o início da Congregação, por insistência de Santo Afonso, seu fundador, junto aos demais Conselhos Evangélicos, pobreza, castidade e obediência, foi acrescentado o Voto de Perseverança, que seus primeiros companheiros professaram e que se tornou tradição na Congregação.
Também por essa razão, cumprido o período dos votos iniciais, que em geral dura quatro anos para clérigos e um período de duração variável para os irmãos, chega para todos o momento de professar os votos perpétuos na Congregação, juramento que envolve toda a vida de um religioso redentorista.
Essa profissão e a busca da perseverança no dia a dia da vida religiosa, leva ao projeto de alcançar a graça da perseverança final. Sendo assim, o juramento não se faz apenas com palavras, mas com a vida confortados na garantia dada por nosso santo fundador.
As palavras consoladoras de nosso santo fundador foram escritas e podem ser lidas em seu diário pessoal, junto com outros textos das Sagradas Escrituras e anotações de sua juventude. Em seu diário, Santo Afonso afirmou categoricamente: "Tomo como certo que, morrendo na Congregação, se é salvo!".
No final de uma circular escrita no dia 8 de agosto de 1754, dirigida a toda a Congregação, são repetidas quase as mesmas palavras: "Não percamos a bela coroa que vejo reservada para quem vive segundo a observância e morre na Congregação".
Numa de suas cartas dirigidas aos noviços da Congregação, escrita no dia 28 de janeiro de 1762, Santo Afonso volta a afirmar: "Mantenham isso com certeza: quem morrer na Congregação fará mais do que se salvar, será salvo como santo e ocupará um lugar distinto no céu”.
Havia um costume no antigo processo de formação em que o formador perguntava a um seminarista o que ele viera fazer no seminário, era essa resposta: "Eu vim para ser padre/irmão missionário, redentorista, santo”.
Um costume que pode soar estranho a pessoas desconhecedoras de certos elementos da vida redentorista é o de se fazer uma grande ação de graças na ocasião da morte de um confrade.
Não se agradece pela sua morte, evidentemente, mas por ele ter vivido como redentorista e ter alcançado a grande graça da perseverança.
O redentorista que persevera na vocação se faz herdeiro de uma longa tradição vinda de Santo Afonso, ligando-se a todas as gerações que o antecederam, alcançando a graça da perseverança final na congregação.
"Virá um dia em que, como devemos esperar, todos nos veremos reunidos na pátria da felicidade eterna; lá não estaremos mais divididos; então, centenas e milhares de pessoas que por um tempo estiveram longe do amor de Deus, e graças ao nosso ministério tiveram a felicidade de voltar à vida da graça com Ele, se encontrarão reunidas conosco para amá-Lo e tornar nossa glória e felicidade imortais." (Circular de 8 de agosto de 1754 – 29 de julho de 1774).
Santo Afonso diz ainda: "Tomo como certo que a maior parte dos tronos dos Serafins, deixados vazios pelos infelizes companheiros de Lúcifer, será ocupada pelos religiosos. (Verdadeira esposa, Vol. I, c.II).
Uma das fórmulas de oração mais queridas de um redentorista é a Salve Rainha, que rezamos com frequência e que se canta ao redor da urna mortuária de um redentorista antes de seu sepultamento.
Essa oração tem sempre o sentido de gratidão pela perseverança e de súplica para que todos os que vivem possam alcançar a sua quando chegar o momento de sua partida para a Casa do Pai.
Além do mais, Santo Afonso também prometeu a graça da salvação a todos aqueles que fielmente acompanham os exercícios de uma missão.
Em sua resposta às objeções contra as missões, ele afirmou: "Tenho certeza de que, de todos os que ocorreram aos sermões, se alguém morrer no ano seguinte à missão, é improvável que ele seja condenado”.
Por essa razão, o tempo do apostolado mais querido e mais antigo da Congregação, a pregação das Santas Missões, é justamente chamado de “Tempo de graça e de Salvação”.
Quantos exemplos de pessoas que, levando uma vida contrária ao evangelho, seguindo por um caminho de erros e inverdades, longe da vida da Igreja, ao participarem de uma Missão, alcançaram a conversão, retornando ao caminho do evangelho e da Igreja, garantindo dessa forma, na perseverança, a graça da salvação.
O grande cruzeiro que se ergue no final de cada missão fica sempre como um convite à perseverança na vida de Igreja, de santidade pessoal e de confiança nas palavras consoladoras de Santo Afonso.
Tenhamos, pois, essa certeza, confiados nas palavras positivas de Santo Afonso: "Quem for fiel até o fim, esse será salvo!".
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