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A perseverança final e a graça da salvação

Tradição deixada por Santo Afonso inspira os religiosos a permanecerem fiéis à missão e aos votos, confiando na intercessão de Nossa Senhora e na graça da salvação

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Escrito por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.

21 SET 2026 - 11H34 (Atualizada em 21 SET 2026 - 14H49)

Thiago Leon

"Tenho com certeza a salvação daqueles que morrem na Congregação".

Para os missionários redentoristas, uma das metas mais importantes, que busca com todas as suas energias, é a graça da perseverança final no caminho da vocação!

Não é a toa que, desde o início da Congregação, por insistência de Santo Afonso, seu fundawdor, junto aos demais Conselhos Evangélicos, pobreza, castidade e obediência, foi acrescentado o Voto de Perseverança que seus primeiros companheiros professaram e que se tornou tradição na Congregação.

Também por essa razão, cumprido o período dos votos iniciais que em geral dura quatro anos para clérigos e um período de duração variável para os irmãos, chega para todos o momento de professar os votos perpétuos na Congregação, juramento que envolve toda a vida de um religioso redentorista.

Essa profissão e a busca da persevernça no dia a dia da vida religiosa, leva ao projeto de alcançar a graça da perseverança final. Sendo assim, o juramento nao se faz apenas com palavras, mas com a vida conforados na garantia dada por nosso santo fundador.

A graça da perseverança

As palavras consoladoras de nosso santo fundador foram escritas e podem ser lidas em seu diário pessoal, junto com outros textos das Sagradas Escrituras e anotações de sua juventude. Em seu diário Santo Afonso afirmou categoricamente: "Tomo como certo que, morrendo na Congregação, se é salvo!".

No final de uma circular escrita no dia 8 de agosto de 1754, dirigida a toda a Congregação, são repetidas quase que as mesmas palavras: "Não percamos a bela coroa que vejo reservada para quem vive segundo a observância e morre na Congregação".

Numa de suas cartas dirigidas aos Noviços da Congregação, escrita no dia 28 de janeiro de 1762, Santo Afonso volta a afirmar: "Mantenham isso com certeza: quem morrer na Congregação fará mais do que se salvar, será salvo como santo e ocupará um lugar distinto no céu”.

Havia um costume no antigo processo de formação em que o formador ao perguntar a um seminarista o que ele viera fazer no seminário, era essa resposta: "Eu vim para ser padre/irmão missionário, redentorista, santo”.

Um costume que pode soar estranho a pessoas desconhecedoras de certos elementos da vida redentorista é o de se fazer uma grande ação de graças na ocasião da morte de um confrade.

Não se agradece pela sua morte, evidentemente, mas por ele ter vivido como redentorista e ter alcançado a grande graça da perseverança.

O redentorista que persevera na vocação se faz herdeiro de uma longa tradição vinda de Santo Afonso, se ligando a todas as gerações que o antecederam, alcançando a graça da perseverança final na congregação.

"Virá um dia em que, como devemos esperar, todos nos veremos reunidos na pátria da felicidade eterna; lá não estaremos mais divididos; então, centenas e milhares de pessoas que por um tempo estiveram longe do amor de Deus, e graças ao nosso ministério tiveram a felicidade de voltar à vida da gran acom ele, se encontrarão reunidas conosco para amá-Lo e tornar nossa glória e felicidade imortais." (Circular de 8 de agosto de 1754 – 29 de julho de 1774).

Thiago Leon Thiago Leon Santo Afonso diz ainda: "Tomo como certo que a maior parte dos tronos dos Serafins, deixados vazios pelos infelizes companheiros de Lúcifer, será ocupada pelos religiosos. (Verdadeira esposa, Vol. I, c.II).


Com a intercessão de Nossa Senhora

Uma das fórmulas de oração mais queridas de um redentorista é a Salve Rainha que rezamos com frequência e que se canta ao redor da urna mortuária de um redentorista antes de seu sepultamento.

Essa oração tem sempre o sentido de gratidão pela perseverança e de suplica para que todos os que vivem possam alcançar a sua quando chegar o momento de sua partida para a Casa do Pai.

Além do mais, Santo Afonso também prometeu a graça da salvação a todos aqueles que fielmente acompanham os exercícios de uma missão.

Em sua resposta às objeções contra as missões, ele afirmou: "Tenho certeza de que, de todos os que ocorreram aos sermões, se alguém morrer no ano seguinte à missão, é improvável que ele seja condenado”.

Por essa razão, o tempo do apostolado mais querido e mais antigo da Congregação, a pregação das Santas Missões, é justamente chamado de “Tempo de graça e de Salvação”.

Quantos exemplos de pessoas que levando uma vida contrária ao evangelho, seguindo por um caminho de erros e inverdades longe da vida da Igreja, ao participarem de uma Missão alcançaram a conversão, retornando ao caminho do evangelho e da Igreja, garantindo dessa forma, na perseverança, a graça da salvação.

O grande cruzeiro que se ergue no final de cada missão fica sempre como um convite à persevernça na vida de Igreja, de santidade pessoal e de confiança nas palavras consoladoras de Santo Afonso.

Tenhamos, pois essa certeza, confiados nas palabras positivas de Santo Afonso: "Quem for fiel até o fim, esse será salvo!".

Leia também: Missão Redentorista em Madagascar

Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R.

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