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A presença dos Missionários Redentoristas no Líbano

Em meio a guerras, crises econômicas e desafios humanitários, missionários redentoristas permanecem no Líbano como sinal concreto de esperança e solidariedade

Escrito por Redentoristas

23 MAR 2026 - 16H13 (Atualizada em 23 MAR 2026 - 17H28)

Instituto Histórico Redentorista

A missão da Congregação no Líbano foi iniciada pela Província da Bélgica, que hoje faz parte da Província de São Clemente, graças ao trabalho do Pe. Timon de Cock (1928-2018), um dos primeiros fundadores da missão.

Atualmente, a missão no Líbano está a cargo da Província de Liguori (Índia), que a recebeu formalmente por meio de um contrato assinado com a Província de São Clemente em 2017.

Uma comunidade de três Redentoristas dessa Unidade serve na missão, buscando realizar o chamado de serem Missionários da Esperança, seguindo os passos do Redentor, em uma terra que já foi abençoada por uma comunidade católica forte e vibrante de maronitas, mas que infelizmente agora está dilacerada pela guerra e violência e, consequentemente, pela migração em massa e pela depressão econômica.

Um país com uma rica história

O Líbano tem uma rica história, sendo frequentemente chamado de "Terra dos Santos", com várias figuras veneradas. Entre os santos mais proeminentes estão São Charbel Makhlouf (o Fazedor de Milagres), Santa Rafqa (a freira que sofreu por Cristo), São Nimatullah Al-Hardini e Santo Estêvão Nehme. Essas figuras são conhecidas por sua santidade e seus túmulos são muito visitados pela comunidade cristã.

Os Redentoristas vivem e trabalham em Beirute, terra dilacerada pela guerra e violência, onde o povo clama pela paz e esperança.

Para melhor atender a população, fundaram uma escola católica, a École Saint Redempteur (Escola do Santíssimo Redentor), que atualmente é administrada por um grupo de colaboradores leigos redentoristas, atendendo cerca de 250 alunos.

São crianças pobres e marginalizadas, a maioria das quais vem de famílias que sofrem as consequências da guerra e da depressão econômica.

.:: Um redentorista vivendo entre os beduínos do deserto ::.

Intenso trabalho pastoral

Os Redentoristas são capelães da escola e celebram missa para as crianças em árabe, a língua oficial do país, todas as sextas-feiras.

Eles também atendem um grande grupo de trabalhadores migrantes das Filipinas, Sri Lanka e da Índia em seis centros, incluindo a escola. Nas celebrações com os católicos de rito latino, se usa o inglês e o cingalês (Sri Lanka).

Todo fim de seman,a os Redentoristas celebram missas em inglês para os imigrantes, oferecendo ainda serviços de aconselhamento, assistência jurídica, apoio financeiro e pastoral mas, acima de tudo, oferecendo um lugar onde possam se reunir, compartilhar e celebrar.

O Ministério para os Imigrantes também permite que os redentoristas celebrem regularmente missas em inglês para os refugiados na Embaixada das Filipinas.

Eles também colaboram com a Caritas Líbano no cuidado pastoral dos prisioneiros com visita mensal, oração e cuidado sacramental. A maioria dos prisioneiros é composta de estrangeiros.

Ao lado de sua residência está o convento e a casa das Missionárias da Caridade de Madre Teresa, que atende as pessoas desfavorecidas e as crianças órfãs.

Os redentoristas são os capelães das irmãs, oferecendo-lhes missa diária, confissões e retiros, além de adoração semanal às sextas-feiras e missa dominical para os moradores do lar.

Às quartas-feiras, ajudam no cuidado dos idosos do lar, oferecendo cortes de cabelo e barba e outros serviços. Irmãs e confrades trabalham juntos em harmonia, acolhendo os pobres e abandonados em uma missão que oferece esperança àqueles que sofrem.

Os redentoristas e a guerra

Os confrades, embora sejam de Kerala, Índia, de rito sírio-malabar, conseguiram aprender o árabe e atender as pessoas em árabe, celebrar missa em cingalês para o povo do Sri Lanka, em inglês para o povo das Filipinas e, mais importante, procuram estar prontos para responder sempre que possível às necessidades do povo.

Os confrades vivem em condições simples e difíceis na missão da Congregação em tempos de guerra e depressão econômica, onde a moeda é totalmente desvalorizada e os bancos congelam contas, onde tudo, desde alimentos até eletricidade e necessidades básicas, é muito caro.

A maior explosão não nuclear da história moderna ocorreu no dia 4 de agosto de 2020, em Beirute, após a explosão de aproximadamente 2750 toneladas de nitrato de amônio armazenado de forma insegura em seu porto. O impacto físico e social desse evento catastrófico, coincidindo com a pandemia do coronavírus (COVID-19), foi enorme!

Os confrades não quiseram deixar a missão no Líbano, mesmo tendo sofrido as consequências da explosão na residência e na escola. Em 2024, quando o conflito entre Israel e o grupo Hezbollah explodiu, Beirute ficou sitiada e as consequências da guerra foram duramente sentidas por meses.

Mesmo aconselhados a retornar ao seu país, escolheram ficar e trabalhar ao lado do povo. Isso teve um enorme impacto nas pessoas que reconhecem com gratidão sua generosidade em acompanhar e servir um povo numa ocasião de dor e sofrimento, em vez de abandoná-los buscando sua própria segurança e conforto.

E agora, em 2025, sofrem mais uma vez com a guerra que se estabeleceu sobre o país, assim como em diversas outras regiões do Oriente Médio já tão sofrido e marcado pela tragédia e pela dor.

.:: Redentoristas em meio à guerra no Oriente Médio ::.

Pe. Joseph Ivel Mendanha, C.Ss.R.

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