Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 18 JAN 2019 - 12H22

Afonso e Maria Celeste, unidos por origens napolitanas

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Vista de Nápoles, onde nasceu Santo Afonso e a Beata Celeste.



Nápoles
é uma cidade notável pela sua beleza natural. Ali foi o berço de duas grandes almas, escolhidas por Deus para dar à Igreja uma numerosa família religiosa.

No dia 27 de setembro de 1696, nascia em Marianella, pequena aldeia de Nápoles, o primogênito de José de Ligório e Ana Cavalieri. Dois dias depois, na festa de São Miguel, a criança foi batizada na Igreja de Santa Maria das Virgens (Santa Maria dei Vergini). Recebeu 11 nomes: Afonso Maria Antônio João Francisco Cosme Damião Miguel Ângelo Gaspar de Ligório.

São Francisco Jerônimo foi visitar a família Ligório e tomou o pequeno Afonso nos braços e profetizou: “Este menino viverá muito, muito; não morrerá antes dos 90 anos; será bispo e fará grandes coisas por Jesus Cristo”. 

Santo Afonso Maria de Ligório viveu uma longa e intensa vida, como disse o santo. Acumulou grandezas por seu amor e dedicação à Igreja. Foi nomeado bispo de Santa Ágata, recebeu o título de Doutor da Igreja, é o cantor das glórias de Maria Santíssima, o defensor intrépido da infalibilidade papal, apóstolo e missionário zelosíssimo, cujas obras e escritos foram traduzidos em dezenas de línguas, perpetuando assim seu apostolado e espiritualidade notáveis. 

Debaixo deste mesmo belo céu de Nápoles, também uma outra criança nasceu em 31 de outubro de 1696: a futura Madre Maria Celeste Crostarosa, uma humilde virgem, escolhida pelo Senhor para ser a “terra em que será levantado o grande edifício de Sua Obra”.

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Nasceu tão fraquinha que recearam perdê-la e, por isso, apressaram em batizá-la sem as cerimônias tradicionais da Igreja.

No entanto, a preferida do Senhor tomou ânimo e, no dia seguinte, a família, tomada de alegria, a levou para ser batizada na Igreja de São José. Ali recebeu o batismo condicional com os nomes de Júlia Marcela Santa. Era quase a caçula; nasceu após seus 10 irmãos: Francisco, Miguel, Ágata, Rosa, Úrsula, Gertrudes, Úrsula Rosa, Tiago, Jorge e Braz. Só teve uma irmãzinha mais nova, Joana.

Desde a infância - conta mais tarde em sua autobiografia - foi abençoada pelo Senhor com graças extraordinárias. Com apenas cinco anos, o Senhor se manifestou a ela, dando a conhecer sua divindade. Depois, aos 11 anos, quando fez a primeira comunhão, teve uma visão do Senhor, dizendo que lhe dava o Seu Coração e seu Precioso Sangue e que a escolhia por Esposa. Desde esses dois momentos, ela não teve outro desejo, senão o de amar e servir ao Senhor.

Aos 20 anos, com sua mãe e sua irmã Úrsula Rosa, foi visitar uma religiosa no Carmelo de Marigliano, e ali ficou com sua irmã. Seis meses mais tarde, no dia 21 de novembro,  na festa da Apresentação de Nossa Senhora, as irmãs receberam o hábito de Carmelitas e, no fim de um ano, fizeram a profissão religiosa. Quando foi nomeada mestra das noviças, pôde ficar mais tempo em recolhimento e receber outras graças extraordinárias.

Em um dia, depois da Santa Comunhão, teve uma grande luz interior, e o Senhor lhe disse: “Quero fazer-te mãe de muitas almas, que desejo salvar por teu intermédio”, e mostrou muitas almas religiosas que ela não conhecia.

Com a colaboração do então padre Afonso Maria de Ligório, que era membro do Conselho de Teólogos Napolitanos, a religiosa fundou a Ordem do Santíssimo Redentor, em 1731. 

Afonso seguiu o mesmo caminho e, no dia 09 de novembro de 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor. 

Unidos pelos laços da cidade onde nasceram, Afonso e Maria Celeste construíram uma relação ainda mais forte, a de discípulos do Santíssimo Redentor


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