Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 24 OUT 2018 - 14H49

Igreja dirigida por redentoristas guarda história pós-guerra

Reprodução.
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Na cidade de Roma, na Itália, também conhecida como Cidade Eterna, a presença redentorista é comumente relacionada à Igreja de Santo Afonso, já que esta guarda o Ícone original de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, além de ser a sede do Governo Geral da Congregação Redentorista. Mas, além dessa famosa igreja, os Missionários Redentoristas são os responsáveis pela Igreja de São Joaquim, em Prati.

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A igreja é uma paróquia desde 1905, mas foi confiada à Congregação do Santíssimo Redentor já em 1898. Nesse ano, foram celebrados os 120 anos da presença redentorista na paróquia. 

Leia MaisUma paróquia redentorista no coração de Nova IorqueA igreja foi construída sob o pontificado do Papa Leão XIII. A primeira pedra foi colocada em 1º de outubro de 1891, e as obras se estenderam até 1898, quando a igreja foi aberta ao público, embora, na prática, os trabalhos tenham sido concluídos apenas em 1911. Ela foi dedicada a São Joaquim, o pai da Virgem Maria, em memória do nome batismal do Papa. Papa Leão XIII foi batizado com o nome Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci (Gioacchino equivale a Joaquim, em português). 

Uma característica particular da igreja é a cúpula em alumínio e perfurada com estrelas de vidro, que iluminam o interior de maneira de forma notável. É uma das primeiras tentativas deste tipo de construção em Roma, isto é, com elementos de alumínio, que remetem às obras de 1895, da mesma época da Torre Eiffel, em Paris.

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Pintura de Aparecida no centro do altar.

No interior da igreja há 14 capelas dedicadas a uma parcela das 27 nações que contribuíram para a sua construção. Entre elas, uma é dedicada ao Brasil. Na capela brasileira há uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, o brasão de duas dioceses brasileiras, o emblema da República brasileira, uma imagem referente à primeira missa celebrada no país, entre outros símbolos. 

A igreja, construída pelo arquiteto Raffael Ingami, tem três naves, uma cruz latina, dividida por colunas de granito rosa com capitéis de bronze. Encontra-se suntuosamente decorada com mármore policromado e móveis de metal. A porta central é flanqueada por duas colunas, doadas por um czar russo.

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História pós-guerra

É uma igreja especial, não só pela sua beleza. San Gioacchino (São Joaquim) tornou-se parte da crônica romana do agradecimento pós-guerra, pois nela encontraram refúgio diversos políticos, soldados e judeus que ali se esconderam da perseguição das forças alemãs, que então ocupavam a cidade de Roma. 

Os cerca de 30 refugiados foram colocados sob o telhado da igreja, em uma estrutura adaptada e com o mínimo de conforto possível, entre novembro de 1943 e março de 1944. 

No Natal de 1943, uma celebração foi feita com os "hóspedes" da Igreja. Em março de 1996, o embaixador de Israel em Roma concedeu a Medalha dos Justos ao pároco da igreja, Padre Antonio Dressino e ao engenheiro da comunidade, Pietro Lestini, por suas ações em favor dos refugiados do pós-guerra. 

Conheça mais sobre a história no site da paróquia: www.sangioacchino.org

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