Terminado o tempo da Quaresma e após celebrarmos a Paixão e Morte do Senhor iniciamos o Tempo Pascal. A Páscoa não é o “final feliz” de uma sequência de acontecimentos trágicos, mas o centro e o ápice da vida de Cristo e da nossa vida cristã.
São Paulo diz que, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé e vazia a nossa pregação (cf. 1Cor 15,14). Deste modo, vemos que não apenas a cruz está no centro do mistério redentor de Cristo, mas, de modo inseparável dela, também está a ressurreição.
Sabemos que a salvação do gênero humano, obra do amor misericordioso do Pai em Jesus Cristo, realizou-se no mistério pascal (cf. Ef 2,4-5). Sabemos igualmente que toda a vida de Jesus teve em vista a redenção da humanidade: desde a sua encarnação, quando se despojou de sua glória e assumiu a condição de servo (cf. Fl 2,6-7); passando por toda a sua pregação, orientada à salvação do homem; e, sobretudo, quando entregou livremente a sua vida na cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46); “tudo está consumado” (Jo 19,30).
Mas a chancela da nossa redenção se dá justamente quando Cristo, vencendo a morte, ressuscita. Porque a promessa de Deus não é apenas perdoar o pecador, mas conceder-lhe uma vida nova (cf. Ef 2,5). Por isso, é na vida ressuscitada de Cristo que também nós recebemos esta vida nova.
O redentorista, como anunciador deste mistério, deve unir a cruz e a ressurreição, esforçando-se por diminuir a distância que, ao longo do tempo, talvez se tenha estabelecido entre essas duas realidades. Não se trata propriamente de duas realidades distintas, mas de um único mistério.
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A nossa redenção passou pela cruz e se consumou na ressurreição. São Paulo nos diz que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação (cf. Rm 4,25). Afirma também que, se Cristo ressuscitou, nós igualmente ressuscitaremos com Ele (cf. 1Cor 15,20-22).
Por isso, a pregação apostólica estava marcada não só pelo anúncio da cruz, mas também pela proclamação da ressurreição. São Pedro, no seu primeiro sermão após Pentecostes, disse: “Este Jesus que vós crucificastes, Deus o ressuscitou, e disso todos nós somos testemunhas” (At 2,23-24.32).
O anúncio da cruz, desde o princípio da Igreja, está intimamente ligado e caminha inseparavelmente com o anúncio da ressurreição. Anunciar não se trata apenas de mencionar um acontecimento do passado, mas de testemunhar algo que experimentamos (cf. At 4,20).
Como anunciadores, e esta é também a missão dos redentoristas, na pregação explícita da Palavra de Deus, não podemos jamais esquecer que pregar a copiosa redenção é anunciar que Cristo morreu e ressuscitou. É proclamar que Cristo verdadeiramente morreu, mas que também está vivo junto do Pai e intercede por nós (cf. Rm 8,34; Hb 7,25).
O redentorista é o anunciador, o proclamador da vida nova que Cristo nos trouxe quando, vencendo a morte, voltou à vida com seu corpo glorioso. Ele anuncia não apenas um fato, mas uma realidade da qual é testemunha: testemunha da ressurreição (cf. At 1,8).
Por isso, o anúncio da redenção não é apenas o anúncio de uma dívida perdoada, mas de uma vida renovada (cf. 2Cor 5,17).
O batismo nos insere nesta vida nova: com Ele fomos sepultados, mas também com Ele ressuscitamos. Celebrar a Páscoa e viver o Tempo Pascal é, assumir a vida nova que Cristo nos concede já neste mundo, se vivemos em união com Ele, na esperança da vida eterna, quando também os nossos corpos frágeis e marcados pelas limitações serão transformados em corpos gloriosos (cf. Fl 3,20-21), conforme nos promete a Palavra de Deus.
Trata-se da plenitude de um mistério que já aconteceu, que acontece e que acontecerá. Aconteceu, porque Cristo ressuscitou como primícia dos que morreram (cf. 1Cor 15,20).
Acontece, porque a cada dia experimentamos a vida do Ressuscitado vivendo em nós (cf. Jo 10,10). E acontecerá, porque um dia também nós ressuscitaremos e teremos um corpo semelhante ao seu (cf. Rm 8,11).
O redentorista olha para a cruz não como uma tragédia ou fatalidade, mas como a porta de entrada para a vida nova que Cristo nos alcançou e inaugurou com a sua ressurreição.
Podemos, assim, proclamar com ardor missionário que Cristo está vivo e que todo aquele que crê Nele recebe vida em abundancia.
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Pe. Guilherme Dias Viana, C.Ss.R.
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