Era o dia 9 de novembro de 1732. Depois de vários dias de nervosismo e de intensa preparação, Padre Afonso Maria de Ligório fundou, em Scala, a Congregação do Santíssimo Redentor "para seguir o exemplo de nosso Salvador Jesus Cristo proclamando a Boa Nova aos pobres” representados nos cabreiros de ontem e de hoje.
Os dias anteriores foram de grande movimentação e preparação. Chegado o grande dia, quando a Igreja celebrava a Dedicação da Basílica de São João de Latrão, a pequena comunidade se reuniu no oratório improvisado da casa onde seus membros se albergaram por três anos. Os móveis eram rústicos, improvisados ou emprestados e o conforto praticamente não existia.
Seis missionários vindos de Nápoles se reuniram ao redor do altar para a liturgia presidida por Monsenhor Tomás Falcoia, seu mentor espiritual. O ato consistiu numa longa meditação silenciosa, na celebração da Santa Missa Votiva do Espírito Santo, seguida do cântico do Te Deum.
Seguramente os corações de Afonso e de seus companheiros estavam apertados, comovidos pela emoção, mas também pelo receio, sem saber exatamente o que o futuro lhes reservava. Acima de tudo havia sim abertura ao Espírito Santo que motivou a escolha da Missa Votiva, compartilhamento do amor de Deus que sustentaria a missão e fervorosa ação de graças, como Maria de Nazaré, mãe da Missão expressou em seu Magnificat.
Afonso tinha então 36 anos. Sua vida tornou-se uma oferenda total à missão e serviço aos mais abandonados, apesar do choque que sua decisão de tudo abandonar havia provocado em Nápoles.
Seus primeiros companheiros eram os padres Vicente Mannarini, Pedro Romano, João Batista Donato, João Mazzini e o leigo Silvestre Tosquez. Eles participaram da eucaristia com seus corações consagrados ao desejo de evangelizar os mais pobres, porém, as dificuldades fizeram com que alguns não resistissem e abandonassem o nascente Instituto tempos depois.
Posteriormente chegaram padre César Sportelli e Irmão Vítor Curzio, impossibilitados de participarem inicialmente. Essa foi a “força tarefa” usada por Deus para criar um Instituto Religioso Missionário totalmente diferente dos que então existiam, para ser o “porta-voz” da Copiosa Redenção aos homens de todos os tempos e de todas as raças.
.:: Santo Afonso e o Papa Francisco ::.
Os benefícios de uma Missa Votiva
Desde a Idade Média a Igreja Católica já incentivava a celebração de Missas Votivas em ocasiões especiais. Através dessas cerimônias litúrgicas, os fiéis ganhavam a oportunidade de conhecer e vivenciar a riqueza litúrgica de sua devoção. Ao mesmo tempo, através dos sacerdotes a Igreja tornava acessível a transmissão da fé cristã, cumprindo seu papel evangelizador e catequético.
Ainda que os missais romanos sofram alterações ao longo dos tempos, as Missas Votivas mantêm sua essência com uma série de formulários litúrgicos específicos que podem ser usados em dias livres do Tempo Comum que não são de preceito, nas datas em que não ocorrem solenidades, festas ou memórias obrigatórias que não podem ser substituídas.
Os esquemas dessas missas devem ser aprovados pela Igreja, celebrando algum aspecto essencial do mistério do Senhor, da Virgem Maria, de um anjo, santo ou conjunto de santos.
A Missa Votiva realizada fora do calendário litúrgico regular, motivada pela devoção, piedade popular ou por uma intenção particular (um voto ou promessa) celebra temas específicos em vez do santo ou da cerimônia do tempo litúrgico do dia. Quando ela ocorre, pode ser celebrada em dias em que não há memória obrigatória.
Missas votivas na atualidade
Na realidade da Igreja atual os exemplos mais comuns de Missas Votivas são a do Sagrado Coração de Jesus, frequentemente celebrada na primeira sexta-feira do mês; a de Nossa Senhora, geralmente celebrada aos sábados, ou a de um santo padroeiro específico, celebrada em sua data.
A Igreja pode também liberar a celebração de uma Missa Votiva numa ocasião específica para uma região ou país. O atual missal da Igreja Católica oferece roteiros de 16 missas votivas, entre elas a do Divino Espírito Santo que motivou a celebração promovida no dia da fundação da Congregação.
Uma missa votiva pode ser celebrada em ocasiões especiais a fim de favorecer e incentivar a piedade e a devoção dos fiéis, pois como está descrito na Instrução Geral do Missal Romano, a prática é incentivada também em homenagem aos santos e aos anjos porque proporcionam uma catequese mistagógica muito necessária nos tempos atuais. Sua riqueza espiritual é imensa e todos os sacerdotes são chamados a celebrá-las com reverência, ajudando os fiéis a descobrirem o seu valor.
Ocasião propícia: Missa Votiva do Espírito Santo
A Missa Votiva do Divino Espírito Santo escolhida para ser celebrada no pequeno oratório da casa que abrigou por alguns anos a Santo Afonso de Ligório e seus primeiros companheiros é uma celebração litúrgica especial, preparada para pedir os dons do Espírito Santo, renovando a fé em sua ação na vida de uma pessoa em particular ou da Igreja como um todo.
A especificidade dessa Missa Votiva mais do que justifica a sua escolha naquele longínquo dia 09 de novembro de 1732. Em geral, ainda hoje essa missa é celebrada com ênfase na unção espiritual, cura e fortalecimento de uma comunidade, podendo ocorrer de forma regular em um dia específico ou em datas festivas, como ocorreu no dia da fundação da Congregação Redentorista.
Com a celebração da Missa Votiva busca-se, de forma especial o compromisso de deixar que o Espírito Santo possa agir, renovando a unidade e fortalecendo os propósitos comuns, demonstrando confiança inabalável em sua ação pneumática em cada cristão e naqueles que ali estiverem participando da celebração.
Mais tarde, entre os livros escritos por Santo Afonso haverá também uma Novena ao Divino Espírito Santo que ele escreveu pensando no bem e na catequese de tantos que participavam de suas missões, livro esse que ainda hoje recebe inúmeras traduções.
.:: Oração a Santo Afonso nas dores de artrite e coluna ::.
Fonte: Instituto Histórico Redentorista
Retiro Espiritual do Regional São Paulo: escutar a voz de Deus
Missionários contaram com a pregação de Dom Esmeraldo Barreto de Farias, Bispo emérito de Araçuaí (MG), que trouxe reflexões oportunas aos presentes. Confira!
A ligação de Santo Afonso com a cidade de Agrigento
Cidade italiana mantém viva a herança de Santo Afonso com devoção, missões e presença redentorista, consolidando sua importância religiosa histórica. Confira!
6ª Assembleia Geral das Monjas Redentoristas acontece na Polônia
Monjas de vários países participam de encontros, reflexões e celebrações voltadas à atualização das normas e à comunhão do carisma. Clique e saiba mais!
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.