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Presença Redentorista em Luxemburgo: Igreja Santo Afonso

Conheça a evolução do catolicismo em Luxemburgo, um país de contrastes entre a história turbulenta e o centro financeiro global

Escrito por Pe. José Inácio Medeiros, C.Ss.R.

22 DEZ 2025 - 16H46 (Atualizada em 23 DEZ 2025 - 08H54)

Instituto Histórico Redentorista

No dia 07 de dezembro de 1851, uma procissão triunfal inaugurava a casa de Luxemburgo, resultado de uma missão pregada alguns meses antes. Os missionários assumiram uma pequena igreja na rua dos capuchinhos e, mais tarde, com a construção de uma nova e espaçosa igreja, a dedicariam ao seu fundador Santo Afonso.

Luxemburgo é um pequeno país europeu, com pouco mais de 2,5 mil km², habitado por mais ou menos 660 mil pessoas. O país faz fronteira com a Bélgica, França e Alemanha. Trata-se de uma nação predominantemente rural, com a densa floresta de Ardenas e parques naturais ao norte, desfiladeiros rochosos da região de Mullerthal ao leste e o vale do rio Mosela no sudeste.

A capital, Cidade de Luxemburgo, é famosa por sua antiga cidadela medieval fortificada sobre penhascos íngremes. O país está dividido em 12 cantões que, por sua vez, são subdivididos em 102 comunas. Doze delas têm status de cidade e a cidade de Luxemburgo é a maior.

Depois de uma história bastante turbulenta que remonta ao tempo do Império Romano e no decorrer de sucessões e outros conflitos na Europa, o Luxemburgo obteve a sua independência em 1839. Hoje o país é governado por uma Monarquia Constitucional, chefiada por um Grão-Duque, sendo o único Grão-Ducado do mundo. Na economia, Luxemburgo se destaca como um centro financeiro global, sendo também um dos fundadores da União Europeia.

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A igreja de Santo Afonso

A Igreja de São Afonso (église Saint-Alphonse de Luxembourg), também conhecida como Igreja dos Padres (luxemburguês: Paatrekierch), localiza-se na Cidade Alta de Luxemburgo, Luxemburgo.

Por volta de 1850, a capela dos Redentoristas na rua dos capuchinhos havia se tornado pequena demais, então a congregação planejou construir uma nova igreja na mesma rua.

O comando da fortaleza prussiana inicialmente se opôs ao projeto, pois o edifício ficaria muito próximo das muralhas da fortaleza.

No entanto, as obras começaram em 10 de setembro de 1856, após a decisão de não elevar sobremaneira as suas torres da igreja baixa. O projeto do edifício foi elaborado por Antoine Hartmann.

A igreja foi consagrada pelo pró-vigário Nicolas Adames em 29 de julho de 1858. Em 9 de maio de 1859, as relíquias de São Teófilo, trazidas de Roma em 1855 pelo Padre Johann Ambrosius Zobel e até então mantidas na casa dos redentoristas, foram solenemente entronizadas na nova igreja.

O edifício localizado no centro de Luxemburgo possui uma arquitetura em estilo neorromânica. A fachada é ladeada por duas torres octogonais. No arco do portal da igreja, que traz a inscrição tirada do salmo 85: Omnes gentes quascumque fecisti venient et adorabunt coram te Domine, está colocado o brasão da Congregação do Santíssimo Redentor.

A Igreja em Luxemburgo

No final de 2010, a Arquidiocese de Luxemburgo, que cobre todo o território do país, estimava que cerca de 396 mil luxemburgueses, de uma população total de 502 mil pessoas, professassem a fé cristã-católica. Na ocasião, havia 275 paróquias, 151 padres diocesanos, 56 sacerdotes de ordens religiosas, 6 diáconos permanentes, 70 irmãos religiosos e 566 irmãs religiosas.

No entanto, de lá para cá, o país sofre com os mesmos desafios enfrentados em outras realidades, como a diminuição da participação ativa nos sacramentos, diminuição do número de católicos e envelhecimento do clero, o que tem refletido na junção de paróquias e desconsagrações de igrejas.

Assim como acontece em relação à Igreja como um todo, também a congregação viu a sua presença ser drasticamente reduzida no país e hoje a única comunidade existente faz parte da Província Europa Sul da Congregação.

O Estado e a Igreja Católica de Luxemburgo têm uma relação em que reconhecem a autonomia mútua, embora continuem a participar em diferentes formas de cooperação. Esta cooperação rege-se pela Constituição luxemburguesa e por várias leis e convenções.

A colaboração acontece nos setores sócio-caritativo e educacional e as escolas privadas são parcialmente financiadas pelo Estado. O estado também paga os salários dos ministros das principais igrejas cristãs, bem como da comunidade judaica.

Nos últimos tempos, Luxemburgo tem atraído uma grande quantidade de imigrantes da Europa e de outros países, e isso tem modificado substancialmente o seu panorama social, cultural e religioso.

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Fonte: Instituto Histórico Redentorista

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