São Gaetano Errico nasceu em Secondigliano, Nápoles, no dia 19 de outubro de 1791, filho de um humilde fabricante de macarrão, o terceiro de nove irmãos. Diante da rejeição dos capuchinhos e dos redentoristas, por ser muito jovem, aos 16 anos, apresentou-se diretamente ao seminário diocesano de Nápoles.
Começou a trabalhar quando ainda era bem novo, mas depois que entrou no Seminário, precisava andar 08 quilômetros todos os dias para lá chegar e outro tanto para retornar, pois sua família não tinha como custear sua hospedagem no seminário.
Ele passava seu tempo livre às quintas-feiras no hospital dos Incuráveis em Nápoles, onde, além de um sorriso ou um serviço humilde, levava pequenos presentes aos doentes, resultado de suas privações e de suas economias, enquanto aos domingos ia às ruas de Secondigliano para recolher as crianças e ensiná-las um pouco de catecismo.
Como padre dedicou-se ao socorro dos pobres, ao cuidado dos doentes terminais e prisioneiros, combatendo a miséria moral e material.
Atuando como confessor, estava sempre pronto a atender as pessoas a qualquer hora do dia ou da noite, sendo ainda um pregador incansável. Também se destacou como conselheiro espiritual sendo muito requisitado pelas pessoas e muito apreciado pelo bispo de Nápoles e pelo rei Fernando.
Uma congregação inspirada por Santo Afonso
Quando tinha um ano de sacerdócio, os religiosos se retiraram alguns dias para Pagani, padre Gaetano também foi para ali realizar seus exercícios espirituais, coisa que renovaria por dez anos consecutivos.
Numa noite de 1818, enquanto orava no coro da basílica de Pagani, aconteceu um fato que mudaria o sentido e o rumo de sua vida.
Ali teve uma visão na qual Santo Afonso Ligório lhe aparecia, vestido com suas vestes episcopais, dizendo que ele precisava fundar uma congregação religiosa semelhante à sua, começando com a construção de uma igreja dedicada à Nossa Senhora das Dores em Secondigliano.
Nos anos seguintes Padre Gaetano falou repetidas vezes dessas aparições ao seu confessor, padre Michelangelo Vitagliano, pároco da igreja dos Santos Cosme e Damião. Foi ele quem assinou o pedido de autorização para construir a igreja.
O anúncio de que Deus queria a construção de uma igreja em honra a Nossa Senhora das Dores, em Secondigliano, foi recebido com grande entusiasmo pela maioria das pessoas, mas existiu também alguns que ficaram desconfiados e demonstraram sua hostilidade.
Alguns opositores, poucos, mas muito ferozes e combativos, juraram que impediriam a todo custo a construção da igreja.
Em 1827, foi lançada a primeira pedra da nova igreja, com a multidão que havia ocorrido aplaudindo. Em 2 de janeiro de 1828, as obras começaram.
Mesmo quando o projeto parecia definitivamente destinado ao fracasso, Padre Gaetano continuou acreditando, assegurando ao povo: "A igreja será construída, porque é Deus quem a quer". E desta forma o projeto continuou, tanto que a 9 de dezembro de 1830, a igreja foi abençoada.
Com a igreja pronta, em 1833, Padre Gaetano fundou a congregação dos Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.
Uma vida de dedicação e sacrifício
Muito dedicado à oração, frequentemente Pe. Gaetano passava a noite inteira em adoração diante do Santíssimo Sacramento.
Existem centenas de "narrativas" que falam de curas prodigiosas, de previsões que se realizaram, de trigo multiplicado, de batatas que de repente se tornaram grandes e saborosas diante da intercessão daquele padre que se dividia entre o confessionário.
No confessionário, passava a maior parte do dia, os leitos dos moribundos e as casas dos necessitados, enquanto suas horas livres eram passadas em oração, ajoelhado no chão, marcado por duas covinhas nos joelhos, tão prolongada eram suas conversas com Deus.
Padre Gaetano, o grande admirador de Santo Afonso de Ligório morreu em Secondigliano, aos 69 anos, em 29 de outubro de 1860, às 10h. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 24 de abril de 2001, e canonizado pelo Papa Bento XVI em 12 de outubro de 2008 na Praça de São Pedro.
Dom Gaetano dedicou a Congregação por ele fundada aos Sagrados Corações de Jesus e Maria e transmitiu a ela sua paixão pelas almas e corpos, a ser alcançada, aqui como na terra missionária, com catequese, missões ao povo e administração dos sacramentos, mas também com atenção cuidadosa às necessidades materiais e espirituais que dificultam a vida do ser humano.
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Fonte: Instituto Histórico Redentorista
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