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Missa

Quarta-feira Santa: O peso da traição e o abraço do perdão

Dom Orlando Brandes presidiu a Santa Missa das 9h e refletiu sobre as nossas escolhas diante do Mistério da Paixão

Escrito por Luciana Gianesini

01 ABR 2026 - 10H35 (Atualizada em 01 ABR 2026 - 12H41)

Rian Torres

Na manhã desta Quarta-feira Santa, o Altar Central do Santuário Nacional tornou-se novamente um convite ao recolhimento e ao exame de consciência.

Sob a presidência de Dom Orlando Brandes, administrador apostólico de Aparecida, e com a condução do Diácono Thiago Ceará, C.Ss.R., a celebração das 9h trouxe um espelho para a alma que busca se preparar para o Tríduo Pascal.

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O silêncio que nos confronta

A liturgia de hoje nos coloca diante do drama de Judas. Em sua homilia, Dom Orlando nos tirou da posição de meros observadores, provocando uma honesta autoavaliação sobre a nossa própria fidelidade:

"Nós estamos na Quarta-feira Santa, o dia da traição. Mas, antes de olharmos para Judas, olhemos para nós mesmos. Quantas vezes nós também vendemos Jesus por tão pouco? Por um prazer momentâneo, por um orgulho ferido ou por interesses egoístas..."

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A misericórdia que supera o erro

O arcebispo enfatizou que a grande tragédia de Judas não foi o erro em si, mas o fechamento ao perdão. Ele nos lembra que a Semana Santa é a oportunidade de trocar o desespero pela confiança no amor de Deus:

"O pecado da traição é grande, mas o amor de Jesus é maior. Hoje, a Igreja nos convida a dizer: 'Senhor, serei eu?'. E, se formos nós, que tenhamos a coragem de voltar para os braços do Pai, e não o desespero do traidor. Judas se desesperou porque não acreditou na misericórdia."

Do altar para a vida: A comunhão e o próximo

Ao fim de sua reflexão, Dom Orlando trouxe o mistério celebrado para a prática da caridade. Ele recordou que o encontro com Cristo na Eucaristia deve nos tornar sensíveis aos que sofrem, pois neles Jesus continua sendo traído e abandonado:

"No encontro de Jesus com Sua Mãe, vemos o encontro de todas as dores do mundo com a esperança da Redenção. Que a Virgem Dolorosa nos ensine a permanecer de pé junto à cruz de tantos irmãos que hoje também são traídos e esquecidos. Comungar o Corpo de Cristo é assumir o compromisso de nunca mais trair o irmão."

Com essa fala, o arcebispo selou o compromisso do fiel: sair da Missa não apenas perdoado, mas disposto a ser, no mundo, um sinal da fidelidade que Judas não conseguiu manter.

Reveja este momento de fé! Assista à celebração completa e faça sua oração:

.:: Para acompanhar a cobertura completa da Semana Santa e não perder nenhum momento do Tríduo Pascal, acesse: a12.com/semanasantanosantuario

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Por Luciana Gianesini, em Missa

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