A cidade de Aparecida (SP) sempre acolhe milhões de fiéis de Nossa Senhora Aparecida todos os anos, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. Muitos destes devotos, chamam a cidade de ‘Aparecida do Norte’ e não apenas ‘Aparecida’, como é seu verdadeiro nome. É comum ainda verificarmos em algumas publicações, referências à cidade com a expressão ‘do Norte’.
Leia MaisSantuário celebra dedicação da Basílica de Nossa Senhora AparecidaDe acordo relatos do livro 'História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e de seus escolhidos', da escritora Zilda Ribeiro, durante muito tempo o povo nomeou a terra da Padroeira como Aparecida, seu verdadeiro nome. Mais tarde, passaram a chamá-la de "Capella de Aparecida".
Com a inauguração da estrada de ferro, os devotos passaram a viajar de trem. E embarcavam na Estação Norte, hoje em dia, a Estação Ferroviária do Brás em São Paulo (SP). E diziam que seu destino era Aparecida da Estação Norte.
Com o passar dos anos, por um processo linguístico coletivo chamado braquilogia, eliminaram a palavra ‘estação’, restando Aparecida do Norte. Ainda hoje, muitos anos depois, passeando pelos corredores do Santuário Nacional e pelas ruas da cidade de Aparecida, ouvimos romeiros chamarem por ‘Aparecida do Norte’, sendo o verdadeiro nome da cidade Aparecida, sem o Norte.

As terras que hoje constituem a cidade de Aparecida já pertenceram, em outro tempo, à Vila de Guaratinguetá, hoje apenas Guaratinguetá, terra do primeiro Santo brasileiro, Frei Galvão. Pela estrada que antes cortava um trecho da Vila, como Aroeira, Ribeirão do Sá, Ponte Alta e Itaguaçu, passavam as caravanas e tropas que iam em busca do ouro e das pedras preciosas nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
Com o passar dos anos, os moradores foram se estabelecendo nessas terras. Entre eles estavam João Alves, Domingos Martins Garcia e Felipe Pedroso, os três pescadores que mais tarde ficariam ligados à história da cidade e do país.
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