Na manhã deste sábado (04), milhares de fiéis participaram da Santa Missa das 9h, no Altar Central. Entre eles, estavam presentes os fiéis da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), em sua 10ª Romaria Arquidiocesana à Casa da Mãe Aparecida.
A celebração foi presidida pelo arcebispo de Pouso Alegre, o Missionário Redentorista, Dom José Luiz Majella, C.Ss.R. e concelebrada pelos demais sacerdotes presentes.
Ao iniciar sua reflexão, Dom Majella agradeceu o esforço de cada romeiro presente no Santuário Nacional, reconhecendo o longo percurso que muitos filhos de Nossa Senhora enfrentam para chegar a Aparecida.
“Reconheço o sacrifício de todos que aqui estão. Muitos irmãos e irmãs viajaram a madrugada ou saíram ontem de suas casas, enfrentaram essa manhã de frio para estar aqui. Reconheço o sacrifício e empenho de cada um. Reconheço que aqui nós estamos trazendo no nosso coração os nossos votos, nós somos devotos de Nossa Senhora. Trazemos no nosso coração as nossas promessas, a nossa fé. Aqui estamos para apresentar a Deus, que é Pai, o nosso caminho, caminho de fé”.
O arcebispo, com carinho, destacou que cada um de nós traz algo em nosso coração e que aos pés de Nossa Senhora, entregamos nossa vida, nossa cidade e estado, para que Ela interceda por nós e nos aproxime de Jesus.
“Trazemos o nosso mundo e aqui o colocamos aos pés da virgem Maria, neste dia de hoje em que a Palavra de Deus traz para nós um grande sinal de alegria. Ser cristão é viver a alegria, é ser alegre, porque Jesus está presente. A presença de Jesus na nossa vida renova no nosso coração a esperança”.
Ao refletir sobre o Evangelho de hoje, que nos apresenta o diálogo entre os discípulos de João e Jesus: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” (Mt 9, 14).
“O jejum era e é uma prática penitencial, que nos ajuda a adquirir um controle sobre os nossos instintos, sobre a liberdade do nosso coração, para pedir a misericórdia divina. Jesus presente no meio daquele povo. Jesus é a presença do amor do Pai. Jesus é a presença da misericórdia de Deus, portanto Jesus vai dizer: Podem os amigos do noivo jejuar quando o noivo está presente? Essa relação que Jesus faz das núpcias traz para nós o sinal dos tempos messiânicos. A imagem das núpcias na Sagrada Escritura era a imagem dos tempos messiânicos e Jesus se coloca como noivo, portanto, ele se coloca como Messias.”
Dom Majella ainda explica que, em seguida, Jesus apresenta parábolas que nos ajudam a compreender que o jejum nos aproxima do Senhor: “não se coloca um pano novo no remendo velho” e “não se coloca o vinho novo em odres velhos, vinhos novos em odres novos”. Essas parábolas nos mostram que o novo era e é Jesus, e na falta Dele era preciso jejuar, mas aqueles que estavam junto Dele, não viviam o luto de sua ausência, viviam o novo de sua presença.
“O mundo estava velho, carcomido, o novo era Jesus, que chega trazendo o novo à vida [...] Aquele mundo carcomido, aquele mundo velho, com a presença de Jesus, que traz para aquele povo e para nós a verdade em que liberta as pessoas, os cegos estão enxergando, os mudos estão falando, os coxos estão andando, aos pobres está sendo anunciada a Boa Nova. Eis o mundo novo, eis o vinho novo”.
Voltando o pensamento para a primeira leitura, o arcebispo destaca que o profeta anuncia a restauração do povo de Israel.
“Eis o que Amós aponta para nós: a restauração do povo, a fartura. Com a chegada do tempo do Messias, há fartura. Assim, amados irmãos e irmãs, nós temos na restauração do povo de Israel e nas núpcias de Jesus com a Igreja, a ligação com a Eucaristia. A Eucaristia é para nós a restauração, a Eucaristia é para nós a renovação da nossa vida, o vinho novo, a alegria, e é para nós a esperança de um Deus que se faz alimento. Receber a Eucaristia é receber vida, vida nova”.
Em seguida, direcionou sua fala aos fiéis que vieram com a Romaria da Arquidiocese de Pouso Alegre e destacou que estar na Casa da Mãe Aparecida é uma oportunidade de se renovar, de se reconciliar com Deus.
“A nossa romaria hoje aqui é uma oportunidade para que cada um possa se renovar,reestruturar a sua caminhada cristã. Cada um possa, na oportunidade de estar nesse santuário, buscar no sacramento da confissão uma renovação na sua vida. É isso que Deus quer de nós, uma reestruturação, porque o pecado vai destruindo o nosso interior, a nossa vida. Por isso, precisamos restaurar, precisamos renovar. Aproveitemos, estando aqui nesta Casa de Maria, nesse santuário, renovar a nossa vida cristã por meio do sacramento da reconciliação. Que aqui nesta casa de Maria, nesta manhã de sábado, seja uma oportunidade para crescermos ainda mais no nosso compromisso cristão”.
Após a celebração, os fiéis deram continuidade à programação da Romaria, com procissão e meditação do Terço.
Veja como foi a celebração:
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