Neste Sábado Santo (04), às 9h, o povo de Deus reuniu-se ao redor do Altar Central do Santuário Nacional para a Celebração das Dores de Nossa Senhora. A reflexão sobre o sofrimento de Maria foi relacionada às dores vividas pelas mães da atualidade, especialmente aquelas marcadas pela guerra, pela violência e pela perda.
Em um clima de profundo recolhimento, todos acompanharam a meditação por meio de orações, cânticos e reflexões.
O momento foi conduzido pelos missionários redentoristas, Pe. Geraldo Carlos de Rodrigues Camargo, C.Ss.R., e Pe. José Roberto Pereira dos Santos, C.Ss.R., que ajudaram os presentes a percorrer as dores da Mãe de Jesus, reconhecendo Nela um modelo de fidelidade e confiança em Deus mesmo diante da dor.
Logo no início, o Pe. José Roberto convidou cada um a recordar, de modo especial, todas as mães que sofrem, elevando a Deus uma prece por cada uma delas, à luz do testemunho da Senhora das Dores. “Maria acolhe todas as nossas necessidades”, destacou.
Pe. José Roberto Pereira dos Santos, C.Ss.R.
Ao longo da celebração, cada dor de Nossa Senhora foi apresentada à luz da Palavra de Deus e da realidade das mães de hoje:
“Este menino vai causar a queda e a elevação de muitos em Israel; ele será um sinal de contradição; a ti própria, uma espada te traspassará a alma.” (Lc 2,34b-35)
“A força que as mães recebem vem de Maria é por essas mães que na primeira dor de Maria nós vamos pedir, aquelas mães que têm a segurança de que ao acolher seus filhos elas estão acolhendo Jesus.” (Pe. José Roberto)
“Levante-se, toma o menino e a mãe dele e foge para o Egito! Fica lá até eu te avisar, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo.” (Mt 2,13)
“É uma realidade tão presente, quando nós olhamos para esse momento tão desafiador da nossa história e da nossa vida, nós começamos a perceber e a ver aquelas mães que estão correndo com seus filhos na guerra. É muita dor, é muito sofrimento. Aquela mãe que carrega o seu filho vai rompendo todas as barreiras, porque ela carrega tudo que ela tem. Nesse momento nós queremos pedir a Maria que olhe de uma maneira muito especial por essas mães que neste tempo tão desastroso da guerra, elas abraçam com tal força os seus filhos que é incapaz de tirar dos seus braços.” (Pe. José Roberto)
“Pensando que ele estivesse na comitiva, fizeram o percurso de um dia inteiro. Depois o procuraram entre os parentes e conhecidos, e, não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura.” (Lc 2,44-45)
“Quantas mães que não conseguem descansar enquanto o seu filho não chega? Quantas mães que sofrem noites e noites esperando o filho chegar? Não importa a idade do filho para a mãe, filho é filho. E a mãe é aquela que espera, é aquela que reza. É aquela que se coloca num estado de oração profunda, pedindo a Deus para que seu filho chegue com vida e com alegria.” (Pe. José Roberto)
“Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam no peito e o lamentavam.” (Lc 23,27)
“Hoje é Maria que encontra com os seus filhos em cada mãe que sofre, em cada mãe que tem essa dor profunda no íntimo do seu coração pelos seus filhos. Às vezes encontramos mães que revelam para nós o que é o verdadeiro amor. O que é o amor de uma mãe que está ali 24 horas por dia ao lado daquele filho? É na mãe que ele encontra esse amor.” (Pe. José Roberto)
“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe.” (Jo 19,25)
“Maria estava aos pés da cruz e não abandonou o seu filho. Vamos pedir a Nossa Senhora que olhe por essas mães que também estão ali ao lado dos seus filhos, pregados nas cruzes do mundo de hoje: na cruz da droga, na cruz do alcoolismo e na cruz da violência. Mas elas não se afastam jamais desses filhos.” (Pe. José Roberto)
“José de Arimateia pediu o corpo de Jesus. Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e o depositou num sepulcro.” (Lc 23,52-53)
“Quantas mães que hoje recebem o seu filho morto por uma bala perdida. Quando olhamos a sociedade que estamos criando, percebemos a falta de amor e de respeito. A guerra é a bala da ganância que vai entregando para as mães, em seus braços, os seus filhos. Vamos pedir por essas mães que recebem seus filhos sem vida neste mundo tão desajustado.” (Pe. José Roberto)
“No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo. Foi ali que colocaram Jesus.” (Jo 19,41-42)
“Quantas mães que levam os seus filhos para o sepulcro, porque não foram respeitados, porque não foram amados. E nesse momento de dor a única palavra que resta é: que seja feita a justiça de Deus.” (Pe. José Roberto)
Ao final da meditação, foi rezada a Ladainha a Nossa Senhora das Dores.
Que, por meio das dores de Maria, possamos enxergar as dores do mundo atual e confiá-las à sua intercessão todas as mães que sofrem, para encontrarem consolo e esperança no amor de Deus.
add Continue acompanhando as celebrações deste fim de semana no Santuário Nacional.
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Veja imagens da Celebração das Dores de Nossa Senhora
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