O Santuário Nacional acolheu com carinho os religiosos da Companhia de Maria que celebram 50 anos de presença no Brasil com uma Missa no Altar Central neste sábado (22).
Celebrou esta Eucaristia Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Itapetininga (SP) e membro da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB, além dos religiosos marianistas e demais Padres de outras dioceses que fizeram romaria até a Casa da Mãe.
O Jubileu marca meio século de missão no Brasil, formação e presença pastoral inspirada no carisma do Beato Pe. Guilherme José Chaminade. Ao longo desse período, os religiosos marianistas fortaleceram vínculos com dioceses, escolas e projetos sociais.
A Companhia de Maria nasceu em 1817, na França, após um longo caminho de discernimento e animação de comunidades leigas. O Beato Chaminade e a beata Adela de Batz de Tranquelleón impulsionaram o movimento que daria origem à vida religiosa marianista.
Hoje, a congregação reúne religiosos, irmãos e sacerdotes, e religiosas Filhas de Maria Imaculada, popularmente chamadas de irmãs marianistas, que compartilham direitos, deveres e missão comum. Eles se apresentam como discípulos de Jesus e missionários de Maria, vivendo em comunidade e com atuação de forma integrada com a Igreja.
Pe. Victor Augusto Ferreira de Aguiar, SM, Diretor Pastoral do Colégio Chaminade, em entrevista ao A12, destacou que a presença no país sempre buscou se enraizar na formação de comunidades cristãs e na inspiração do “Sim de Maria”, modelo central da espiritualidade marianista.
“Representa celebrar a história e o legado marianista se encarnando em uma cultura. Como nos outros 30 países nos quais estamos presentes, a presença no Brasil deseja ser o sinal de testemunho e partilha do dom recebido pelo Beato Guilherme José Chaminade, nosso fundador, pois não é um dom para nós mesmos, mas para a Igreja e para o mundo.”
Em sua homilia, Dom Luiz Antônio demonstrou gratidão por ter sido educado pelos marianistas durante sua formação enquanto sacerdote.
“Por feliz coincidência, eles chegaram pela Diocese de Bauru, que é a minha diocese de origem, a pedido do nosso querido bispo Dom Cândido Padin, de saudosa memória. Chegaram em 1975, e quis a divina providência que durante todo o meu tempo de estudo em Marília, no nosso seminário provincial, na província de Botucatu, os padres marianistas e também o Ir. Domingos foram meus professores em todos os anos de filosofia e teologia, excelentes professores. Quero agradecer de coração, aprendi muito com vocês”.
Por ser Bauru um centro de ensino universitário, alguns irmãos começaram a trabalhar no ensino superior e em atividades pastorais, explicou o Pe. Victor Augusto.
“Por mais de 20 anos, vários religiosos marianistas passaram pelas salas de aula como professores e grande parte dos clérigos diocesanos tiveram os religiosos como professores”.
A espiritualidade marianista se inspira no Mistério da Encarnação e encontra em Maria o modelo de vida cristã. Dom Luiz Antônio resumiu o carisma marianista em três aspectos:
- Colaboradores de Maria para dar Jesus ao mundo: “Somos discípulos e missionários, queremos levar Jesus aos outros, ser expressão de seu amor.”
- Servidores de Caná: “Viemos aqui pedir a água viva que é jesus, e que ele transforme a água em vinho, o vinho novo, o vinho da fé, o vinho que dá sentido à nossa vida”.
- Estar junto à Cruz de Jesus como Maria aos pés da Cruz: “A oferta que Ela faz de Si mesma a Deus, movida pelo Espírito Santo”.
O Padre marianista também destacou que a devoção mariana do povo brasileiro aproxima ainda mais a família marianista da realidade local:
“O povo brasileiro tem uma grande devoção a Maria. Desta forma, encontramos na filiação materna de Maria o modelo de vida cristã: a mulher do sim, do silêncio e do serviço.”
Parafraseando o nome da família marianista, Dom Luiz Antônio afirmou aos devotos da Mãe Aparecida: “Todos nós queremos a companhia de Maria, mas eles são da companhia de maria nos dois sentidos. E nós viemos aqui para o Santuário para quê? Para agradecer a companhia de maria em nossa vida”.
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A relação dos marianistas com o Santuário Nacional de Aparecida se fortaleceu ao longo das décadas. Algumas peregrinações marcaram datas simbólicas, como os 250 anos de nascimento do fundador e os 300 anos do encontro da imagem da Mãe Aparecida.
Com a criação do colégio, as romarias se tornaram anuais. Religiosos e estudantes percorrem o Caminho da Fé em uma experiência intensa de oração e crescimento humano.
“Estar na Casa da Mãe Aparecida é sempre um momento de graça e de devoção. Agradecemos sempre a acolhida e o apoio que o Santuário e os religiosos redentoristas dão a nós peregrinos”, alegrou-se Pe. Victor Augusto.
Ao encerrar a sua reflexão, Dom Luiz Antônio agradeceu aos marianistas tudo que fazem pelos leigos na formação, as obras de caridade e a sensibilidade social.
“Peçamos a companhia de Maria, para que não falte o vinho novo, a água viva em nós e para que possamos também identificar as causas da nossa dor e buscar o remédio em Cristo nosso Salvador, nosso primeiro amor”.
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