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3º Dia da Novena Solene: “Sejamos instrumentos de paz”

Dom Antônio, Bispo de Petrolina (PE), presidiu a celebração e, em sua reflexão, recordou as palavras do Papa Leão XIV sobre uma paz desarmada e desarmante.

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Escrito por Laís Silva

05 OUT 2026 - 20H55 (Atualizada em 05 OUT 2026 - 21H57)

Kleber Augusto/Santuário Nacional

Nesta segunda-feira (05), o Santuário Nacional acolheu milhares de devotos que se reuniram ao redor do Altar Central para rezar juntos o 3º dia da Novena Solene em honra a Nossa Senhora Aparecida.

A celebração foi animada pelo diretor de produção da TV Aparecida, Pe. Mauro Vilela, C.Ss.R., e presidida por Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, Bispo de Petrolina (PE).

O momento oracional contou com a presença do Arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva; do Arcebispo Emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes; além de Dom Joércio Gonçalves Pereira, C.Ss.R., e Dom Amilton Manoel da Silva, CP, Bispo de Guarapuava e celebrante da Novena Solene, no próximo dia 6 de outubro.

Além dos bispos, participaram da celebração os padres e oficiantes: Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., reitor do Santuário Nacional; Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., superior provincial da Província de Nossa Senhora Aparecida; Pe. Sebastião Reis, C.Ss.R. e Pe. Renan Rangel, reitor do Seminário Bom Jesus, em Aparecida (SP).

“Com Maria, construímos a paz e a união pela Reconciliação”, este foi o tema do 3º dia de novena, que nos convida a refletir: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”, e Nossa Senhora nos chama a buscar a reconciliação com Deus.

Não existe amor maior que o amor de Deus

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional

A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada em um carro-andor, ornamentado com flores e velas. À frente, uma procissão composta de Padres, que utilizavam túnicas brancas, estolas roxas e seguravam rosas nas mãos.

A mensagem de Maria é um convite a percebermos que “somos a imagem e semelhança de Deus, somos chamados a pedir e dar o perdão. Perdoar é divino, mas também deve ser humano. ”

Essa reflexão sobre o perdão e o amor de Deus se estendeu ao acolher a Palavra, entronizada por um homem representando São Paulo, com um convite a pensarmos: “Há amor maior do que o amor de Deus?”.

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional


Que Maria nos conduza à paz, união e reconciliação

Dom Antônio iniciou sua reflexão, convidando-nos a caminhar com Maria, a luz da paz, união e reconciliação, para que dessa forma possamos buscar uma paz desarmada e desarmante.

“Vamos olhar para Maria a partir desse tripé: paz, união e reconciliação. E, por falar em paz, nós deveríamos ouvir mais o nosso Papa. A paz é uma das grandes preocupações do nosso Papa, dos papas em geral. Francisco dizia que nós estamos vivendo uma terceira guerra mundial em pedaços. Leão aborda esse assunto com frequência e, no início desse ano, ele nos deu uma mensagem bonita: 'Cristo é nossa paz, uma paz desarmada e desarmante'."

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional


Ao abordar a mensagem do Papa Leão XIV, o Bispo afirmou que “a paz de Cristo é para sempre”, e nós não podemos desistir desta paz, mas sim ir ao encontro dela.

“Com Maria, nós queremos construir uma unidade, e um dos elementos para construir esta unidade é aquilo que o Papa Leão XIV chama de uma paz desarmada. Às vezes a gente acha que, para ficar seguro, tem que se armar. O problema não é armar o mundo; nós já estamos com os corações armados. O problema é desarmar o mundo. Disse o Papa: 'A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta'. ”

O papel das religiões na construção da paz

Dom Antônio também falou sobre as nossas responsabilidades diante do mundo, diante das guerras e das situações difíceis.

“Se as nossas religiões não forem instrumentos de paz, nós vamos fazer guerras santas, e as guerras santas são terríveis, porque nós cometemos as maiores crueldades e dizemos que é vontade de Deus e voltamos sem grama de consciência para casa. A guerra nunca é santa, santa é a paz.”

O Bispo ainda refletiu sobre a missão de cada cristão em se colocar ao serviço de Deus, de se permitir ser instrumento de paz.

“Não nos cansemos de ser instrumentos de paz, união e reconciliação. [...] Maria é a grande testemunha de quem foi capaz de viver essa paz de Jesus. ”

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional


E, para viver a paz de Jesus, Dom Antônio convidou os fiéis a reagirem ao ódio com amor, a não ficarem parados diante das situações ruins, mas, principalmente, a não devolverem a maldade com mais maldade.

“Eu convido vocês a acreditarem na não violência ativa, que é não se conformar ao mundo, mas não reagir diante do mundo com as mesmas armas do mundo.”

E finalizou ao compartilhar a alegria de rezar a novena, afirmando que essa é uma ação de paz, uma oportunidade de sermos instrumento de paz.

“Celebrar a novena é assumir a bandeira de Cristo, a bandeira da paz de Cristo, para ser instrumento da paz de Jesus”.

Junte-se a nós e participe da Novena e Festa. Acesse a12.com/padroeira

Veja como foi a celebração:


Veja também como foi a Novena da Tarde: Pe. Guilherme refletiu a reconciliação para a paz e união

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