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5º dia da Novena reforça a importância da missão e evangelização

Dom Vilsom Basso, Bispo de Imperatriz (MA), presidiu a celebração deste 5º dia de Novena Solene

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Escrito por Laís Silva

07 OUT 2026 - 20H45 (Atualizada em 07 OUT 2026 - 21H50)

Kleber Augusto/Santuário Nacional

Nesta quarta-feira (7), o Santuário Nacional acolheu milhares de fiéis que se reuniram para rezar ao redor do Altar Central, no 5º dia da Novena Solene, dedicada a Nossa Senhora Aparecida.

A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, Dom Vilsom Basso, SCJ; acompanhado dos oficiantes da noite, Pe. Ronaldo Divino, C.Ss.R., Pe. Thiago Costa Alves, C.Ss.R., diretor-adjunto administrativo da Editora Santuário, Pe. Diogo Gouvêa, OCS, reitor do Santuário Arquidiocesano da Sagrada Face.

Estiveram também presentes o Arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva; o Bispo Emérito de Coari, Dom Joércio Gonçalves Pereira, C.Ss.R., o reitor do Santuário Nacional, Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R.; o superior provincial da Província de Nossa Senhora Aparecida, Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R.; além dos demais Bispos e Padres que vieram celebrar a Novena da Padroeira do Brasil.

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional


“Com Maria, levamos o terço e a Bíblia na mão e no coração” foi o tema da 5ª noite, um convite à reflexão sobre a beleza e o significado da oração do terço, que nos faz meditar os mistérios da vida de Jesus e nos dá a certeza de que rezamos pedindo a intercessão de Nossa Senhora para obtermos a graça da redenção.

Durante a tradicional Novena da Padroeira, um momento muito esperado pelos devotos é a entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida, entronizada nesta noite em um carro-andor com muitas flores, com uma representação de mãos postas em oração e um grande terço. Em procissão, Mulheres do Terço, homens e seminaristas caminharam ao lado da imagem, representando as mãos que rezam, suplicam, evangelizam, amparam e se unem em oração.

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional

O momento de acolhida da Palavra também trouxe jovens acólitos com terços nas mãos, mostrando que não basta rezar: é preciso se colocar a serviço. Todos somos chamados a evangelizar e levar a Palavra de Deus a todos os cantos da Terra.


É preciso reaprender a beleza e a necessidade de estar aos pés do Senhor em oração

Dom Vilsom iniciou sua reflexão relembrando os tempos de criança, quando, após o jantar, todos se ajoelhavam e rezavam o terço. Lembrou também do seu tempo de catequese e que, em família, participava da Missa aos domingos.

“Era a maneira que tínhamos de viver esses ensinamentos das primeiras comunidades. Ajudai-nos, ó Maria, a acolher em cada dia a Palavra do Senhor e vivê-la com amor. Precisamos retomar a beleza dos círculos bíblicos semanais.”

Em seguida, destacou que, no Nordeste e no Norte, como fruto das Santas Missões Populares, a comunidade realiza a quarta do discipulado, em que as famílias se reúnem para refletir a Palavra e “guardar no coração, como Maria o fez”. O Bispo falou ainda sobre como Maria nos inspira e nos ensina a viver em comunidade.

“Com Maria aprendemos a repartir a vida e os dons, o pão e o coração, como faziam os primeiros cristãos. Hoje, trabalho bonito feito pelas pastorais sociais em nossas igrejas e comunidades. Fazendo o bem como Maria, que foi às pressas ajudar a sua prima Isabel."

Kleber Augusto/Santuário Nacional Kleber Augusto/Santuário Nacional

Ao refletir sobre a Palavra que foi lida momentos antes de sua mensagem, Dom Vilsom exortou os fiéis a serem testemunhas de alegria e esperança.

“Ó Maria, pela força da união, transformamos cada dia a tristeza em paz e alegria. Em dias de tantos sofrimentos, depressão, desânimo, como é importante darmos o testemunho da alegria e da esperança. E diz o texto bíblico: ‘e o Senhor ia ajudando a comunidade e, a cada dia, aumentava o número dos que se convertiam e aderiam à comunidade’.”

Ele ainda chamou a atenção para o fato de que, nos dias atuais, muitas crianças não recebem os fundamentos da fé, não recebem os sacramentos. Lembrou também das diversas realidades familiares: crianças que vivem só com as mães, só com os pais, tios ou outro membro da família. Essas situações podem também ser muito difíceis, mas destacou a importância do trabalho constante de evangelização.

“Tudo isso, irmãos e irmãs, revela a importância da missão, da evangelização, da criação das comunidades, de ter grupos de jovens, grupos de família, círculos bíblicos, espaços onde se possa oferecer a iniciação à vida cristã, lugares e opções onde as pessoas possam se congregar, se reunir, se encontrar, partilhar sua vida, serem escutadas, receberem os valores cristãos e reconhecerem a importância da oração, do terço, da Bíblia, da Palavra de Deus. Com Maria, levamos o terço e a Bíblia na mão e no coração.”

Ao finalizar sua reflexão, o Bispo de Imperatriz ressaltou que os costumes de sua infância já não são os mesmos de hoje, mas afirmou que os fundamentos da nossa fé continuam os mesmos e que faz parte do ser cristão servir e evangelizar.

“Nós não queremos retornar aos anos 60, que eu relembrava há pouco, com fatos de nossa infância, porque sabemos que os tempos mudaram. Mas os fundamentos de nossa fé, os fundamentos de nossa espiritualidade, continuam seguros como eram nas primeiras comunidades cristãs. A vida fundada sobre a oração, sobre a palavra de Deus, sobre os sacramentos e sobre a vida de comunidade. Com Maria, reaprendamos a beleza e a necessidade de estar aos pés do Senhor na oração.”

Leia também: Com Maria, celebramos a esperança e o dom da vida nas crianças

Veja como foi o 5º dia de Novena Solene

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