A Sexta-Feira Santa no Santuário Nacional de Aparecida terminou com um dos gestos mais simbólicos da devoção católica: a Procissão do Senhor Morto. O rito, que percorreu os corredores da Casa da Mãe, não é apenas um cortejo de despedida, mas uma bonita manifestação de fé que une a liturgia da Igreja à piedade popular.
Para os devotos que acompanham a Semana Santa por meio da Rede Aparecida de Comunicação, no especial "Central da Paixão", da TV Aparecida, os jornalistas Camila Morais e Eduardo Miranda, acompanhados pelo missionário redentorista Pe. José Ulysses da Silva, C.Ss.R., mergulharam no significado teológico desta caminhada.
Diferente de um funeral comum, a procissão é uma "escola de esperança". Segundo o Pe. José Ulysses, participar deste momento exige que o fiel não permaneça estático diante da dor.
Citando uma exortação do Papa Francisco, o religioso lembrou que "ninguém pode ficar parado nem enterrado na Sexta-Feira Santa". O movimento da caminhada simboliza que o cristão atravessa o luto, mas mira a Ressurreição.
A procissão é rica em elementos que educam a fé e emocionam o devoto:
O Esquife do Senhor: Representa a entrega total de Deus à condição humana, inclusive na morte.
A Senhora das Dores: A presença de Maria recorda a fidelidade de quem permanece ao lado da cruz até o fim.
O Canto da Verônica: O lamento da Verônica personifica a compaixão da Igreja diante do sofrimento humano.
Um foco importante da reflexão desta noite foi a figura representativa de Verônica, na procissão interpretada pela musicista do Santuário Nacional, Juliana Gianetti. O Pe. Ulysses explicou que seu nome — derivado de Vera Icon (Veradeira Imagem) — é um chamado para a ação da Igreja hoje.
"Ela representa essa capacidade de se debruçar sobre a vida de quem está sofrendo, seja um filho, seja até um estranho. É o gesto de carinho, o curativo que eu posso fazer", destacou o missionário.
Nesta perspectiva catequética, Verônica deixa de ser apenas uma personagem histórica para se tornar o símbolo da compaixão cristã: aquela que enxuga o suor e as feridas dos "cristos" que sofrem na sociedade atual.
A procissão encerra as atividades da Sexta-Feira da Paixão, abrindo as portas para o Sábado Santo, o dia do grande silêncio. A mensagem final reforçou que acompanhar o Senhor Morto é um exercício de fortalecimento da fé.
Ao reconhecer o sacrifício de Cristo no esquife, o devoto se prepara para o anúncio que ecoará na Vigília Pascal: a vida venceu a morte.
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