Missionários Redentoristas, devotos e romeiros celebraram, na noite deste domingo (19), a Solenidade do Santíssimo Redentor, titular da Congregação fundada por Santo Afonso Maria de Ligório.
A Santa Missa das 18h, no Altar Central do Santuário Nacional, foi presidida pelo Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R., superior provincial da Província Nossa Senhora Aparecida.
Na Casa da Mãe, a celebração ganhou significado especial. Os Missionários Redentoristas são responsáveis pela guarda do Santuário Nacional e da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, além da acolhida e da evangelização dos milhões de peregrinos que visitam o maior templo mariano do mundo.
A solenidade recordou que Jesus Cristo, que entregou a própria vida para redimir a humanidade, é o centro da espiritualidade, da pregação e de toda a missão redentorista.
Na Liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum, ao comentar a Primeira Leitura, retirada do Livro da Sabedoria, Pe. Marlos destacou a forma como Deus manifesta sua justiça: sem violência e sem desejo de dominação, mas com bondade, compaixão e paciência.
“Quanto mais humanos nós formos, mais parecidos com Deus seremos”, afirmou o superior provincial.
Segundo o sacerdote, uma experiência autêntica de fé transforma a pessoa de dentro para fora, tornando-a mais cordial, próxima e capaz de reconhecer os outros como companheiros de caminhada.
A religião, portanto, não deve alimentar intolerância, agressividade ou disputas. O encontro com Deus precisa favorecer relações marcadas pela fraternidade, pelo respeito e pelo cuidado com a dignidade humana.
No Evangelho segundo São Mateus, Jesus apresentou as parábolas do joio e do trigo, do grão de mostarda e do fermento. Ao refletir sobre a primeira delas, Pe. Marlos alertou que o joio não está somente no mundo ou na vida das outras pessoas.
Cada ser humano carrega qualidades, limitações, gestos generosos e atitudes que ainda precisam ser transformadas. O caminho cristão consiste em permitir que aquilo que vem de Deus cresça e produza frutos.
O sacerdote ressaltou que Deus acredita na conversão de cada pessoa e acompanha com paciência o seu amadurecimento.
“A verdadeira conversão é progressiva”, explicou.
Essa transformação acontece por meio da escuta da Palavra, da participação na comunidade, dos sacramentos e da ação da graça. A paciência divina, porém, não significa acomodação. Cada cristão deve assumir sua responsabilidade e buscar crescer como pessoa e como filho ou filha de Deus.
Ao recordar a Segunda Leitura, da Carta de São Paulo aos Romanos, Pe. Marlos destacou ainda que o Espírito Santo vem em auxílio da fraqueza humana. A conversão não depende apenas do esforço pessoal, mas da presença de Deus agindo no coração.
Na parte final da homilia, o superior provincial explicou que o Santíssimo Redentor não é somente um título dado à Congregação, mas a própria pessoa de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
“Ele tem de ocupar o lugar de centralidade na nossa vida e no nosso coração. Caso contrário, todas as estruturas, toda a organização e tudo o que fazemos perdem sua razão de ser”, afirmou.
A Congregação do Santíssimo Redentor existe para continuar a missão de Cristo no mundo, especialmente junto aos pobres, abandonados, aflitos e privados de seus direitos.
Para Pe. Marlos, os Redentoristas serão fiéis à própria vocação quando ajudarem a levar paz aos corações, fortalecerem a esperança e contribuírem para uma sociedade com mais justiça e fraternidade.
Do coração do Santuário Nacional, os Missionários Redentoristas agradeceram a Jesus pelas graças recebidas ao longo da história e renovaram o compromisso de anunciar um Deus amoroso, compassivo, justo e bom.
Leia também: Mensagem do Provincial: Festa do Santíssimo Redentor
Dom Damasceno celebra 40 anos de ordenação episcopal em Aparecida
"Para vós sou bispo, convosco sou cristão": parafraseando Santo Agostinho, Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis relembra trajetória de quatro décadas como bispo
Coloque seu pai nas intenções de oração na Casa da Mãe Aparecida
Santuário Nacional acolhe intenções de filhos e filhas para seus pais vivos ou falecidos para o Dia dos Pais
Missa celebra os 36 anos da obra social Casa do Pequeno
Colaboradores da Casa do Pequeno participam de missa, nesta manhã, em ação de graças pelos 36 anos de missão do projeto, que já atendeu cerca de 12 assistidos.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.