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Santuário de Aparecida: mobilidade e acolhida em escala continental

Investimentos e iniciativas próprias reafirmam compromisso com a qualidade da experiência

Escrito por Santuário Nacional de Aparecida

05 JAN 2026 - 09H00 (Atualizada em 05 JAN 2026 - 13H54)

Thiago Leon

O Santuário Nacional de Aparecida, maior Santuário Mariano do mundo e um dos principais destinos de peregrinação religiosa da América Latina, administra diariamente um volume de visitantes que ultrapassa em muito a capacidade operacional da maioria das cidades brasileiras. A logística envolvida na acolhida de milhões de devotos anuais, especialmente em períodos como festas religiosas e férias escolares, constitui um desafio que transcende a responsabilidade institucional única e requer ação coordenada de múltiplas interfaces de estratégia e infraestrutura.

Para que aconteça com excelência a atividade-fim a que se propõe a instituição, de proporcionar experiências de fé que perpetuem a devoção a Nossa Senhora Aparecida, são necessárias outras ações que oferecem suporte a esta principal. Neste contexto, o Santuário Nacional já desenvolve, há considerável tempo, iniciativas estruturadas e investimentos significativos voltados ao aprimoramento da mobilidade e da experiência dos visitantes, ações que precedem e independem de demandas externas recentes.

Um estudo estruturado e abrangente em desenvolvimento

A retomada do fluxo intenso de visitantes após a pandemia de COVID-19 e a mudança do perfil deste público que passou a visitar o local, reduzindo significativamente o número de ônibus e aumentando o volume de veículos de passeio, motivou o Santuário Nacional a planejar um estudo sobre os impactos da acolhida em larga escala tanto na infraestrutura interna quanto nas vias municipais e federais circundantes. A execução deste diagnóstico foi estrategicamente postergada até a inauguração do Viaduto Papa Francisco, novo equipamento viário que alteraria o panorama de mobilidade da cidade. O objetivo era garantir que a análise refletisse a realidade atual e prospectiva do cenário de trânsito.

Posteriormente, em alinhamento com orientações do Ministério Público, que também sinalizou a necessidade de aprofundamento coordenado entre os entes responsáveis pela mobilidade urbana e rodoviária (ANTT, DNIT, ARTESP, Polícia Rodoviária Federal, Guarda Civil Municipal, Prefeitura de Aparecida e Santuário Nacional), a Basílica de Nossa Senhora Aparecida contratou, em agosto de 2025, um estudo técnico e abrangente, com conclusão prevista para fevereiro de 2026. O custeamento integral deste projeto recai sobre a instituição, reafirmando seu compromisso unilateral com a excelência operacional.

O estudo, em andamento, prevê não apenas a identificação de necessidades de ajustes internos, como otimização do sistema de vagas, reorganização do fluxo de veículos e melhorias no trajeto de chegada e saída, mas também a análise de questões que extrapolam os muros da instituição. Entre estas estão a conexão com a nova realidade de modernização da Rodovia Presidente Dutra (conforme previsão do contrato de concessão), o estudo de prolongamento da Rodovia Carvalho Pinto e as adequações necessárias na malha viária municipal para suportar o elevado volume de tráfego.

Maior estacionamento a céu aberto da América Latina: operação de escala e excelência

A grandiosidade operacional do estacionamento do Santuário Nacional é uma realidade pouco compreendida pelo público geral. Trata-se do maior equipamento deste tipo na América Latina, cuja administração cotidiana envolve operações de sofisticação administrativa considerável. O espaço também se diferencia, em escala e complexidade, de estruturas comuns como shoppings centers e aeroportos, pois acolhe uma variedade muito maior de perfis de veículos e realidades de peregrinação. Em um mesmo dia, compartilham o mesmo espaço bicicletas, motos, automóveis de passeio, vans, micro-ônibus, ônibus de excursão e até caminhões bitrem, o que exige um desenho operacional extremamente robusto, versátil e permanentemente monitorado.

Soma-se a esta realidade única o fato de que grande parte dos hotéis da cidade de Aparecida não dispõe de vagas suficientes para todos os seus hóspedes, além de o município não possuir bolsões para ônibus, realidade já existente em diversas cidades turísticas. Esse contexto desloca uma grande demanda de estacionamento para o Santuário, ampliando, ainda mais, a responsabilidade da instituição na organização e acolhida desses fluxos.

Nos últimos três anos, o Santuário Nacional implementou uma série de medidas que exemplificam seu compromisso contínuo com a melhoria da experiência e fluidez:

Expansão de Capacidade: A criação de 800 novas vagas de estacionamento ampliou significativamente a oferta, refletindo investimento direto na absorção de demanda crescente. A ampliação representou um acréscimo de cerca de 15% no número total de vagas.

Modernização Tecnológica: A implantação do sistema de TAGs (Sem Parar, Conectcar, Veloe) nas cancelas de entrada, a instalação de câmeras para a leitura de placas e o início da operação “papa-fila”, com o recebimento das tarifas com os automóveis ainda nas filas, representou um salto qualitativo na velocidade de processamento de entrada de veículos, ampliando em cerca de 75% a capacidade receptiva, quando comparado o mesmo intervalo de tempo no período pré-pandemia.

Inovação em Gestão de Fluxo: A criação de um serviço de translado para hóspedes dos hotéis pertencentes ao complexo do Santuário reduziu a demanda por estacionamento individual, aliviando a pressão sobre os pátios. Paralelamente, medidas como a proibição de acesso de caminhões durante o segundo semestre liberaram espaço adicional para automóveis, enquanto a limitação do Receptivo Equestre ao período de abril a agosto (protegendo os animais do calor extremo) também contribuiu para disponibilizar mais área de estacionamento neste período.

Automação de Cobrança: Desde dezembro de 2025, o estacionamento da Cidade do Romeiro (complexo de fé e lazer vinculado ao Santuário) operacionaliza um sistema automatizado de cobrança em guichês eletrônicos internos, funcionando como piloto para possível implementação no Santuário Nacional. Este modelo busca aprimorar a experiência do visitante, permitindo cobrança durante a permanência no complexo, em momento estratégico entre entrada e saída, reduzindo possíveis congestionamentos em ambos os sentidos do fluxo de automóveis.

Equipe Especializada: Um contingente de mais de 100 funcionários garante organização interna adequada, oferecendo suporte diferenciado aos visitantes por meio de serviços como recarga de bateria, troca de pneus, cessão de cadeiras de rodas e informações. Todos os veículos passam a ter cobertura de seguro automotivo automática ao adentrar o estacionamento.

Conformidade Regulatória Contínua: Recentemente, as vagas foram reorganizadas para atender à legislação municipal sobre destinação de vagas para autistas, e foram implantadas vagas com carregadores para veículos elétricos, alinhando-se às tendências de mobilidade sustentável.

Governança Colaborativa: Desde 2022, o Santuário Nacional integra a Comissão Permanente de Segurança Viária, liderada pela Polícia Rodoviária Federal. Inicialmente focada em segurança de pedestres, a comissão expandiu seu escopo para contemplar ideias e sugestões de melhoria de tráfego local, reunindo representantes do poder público municipal e da concessionária da rodovia federal.

Preocupação com o Munícipe: Recentemente, para viabilidade técnica de construção do Viaduto Papa Francisco, com impacto predominante à mobilidade da população local, o Santuário Nacional doou à União uma área de cerca de 3 mil metros quadrados para construção do dispositivo viário. A obra foi executada pela concessionária ferroviária MRS Logística, sob supervisão da ANTT.

Responsabilidades Compartilhadas em Um Desafio Coletivo

A mobilidade em Aparecida é uma questão sistêmica que exige ação coordenada e investimento de múltiplos atores. Ainda que o Santuário Nacional invista significativamente em otimização interna, com contratação de estudo técnico abrangente, modernização tecnológica, expansão de capacidade e inovação em modelos de cobrança, a qualidade final do trânsito na cidade e nas rodovias federais também depende de ações além da responsabilidade da Basílica de Aparecida.

É preciso atenção à adequação da malha viária municipal, com expansão de vias marginais, criação de bolsões de estacionamento e manutenção da infraestrutura local. Além disso, a modernização e ampliação de faixas da Rodovia Presidente Dutra, conforme obrigações contratuais, é essencial para a fluidez do tráfego em uma via que integra corredores de mobilidade estratégicos do país. A presença efetiva suficiente de agentes responsáveis para gestão de trânsito e segurança viária em condições de pico também é uma contribuição que se soma ao todo.

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