O Santuário Nacional inaugurou o monumento “Jesus Sem Teto”, que marca abertura da Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”. O monumento, que se encontra no Jardim Norte, em frente à Torre Brasília, é assinado pelo escultor canadense Timothy Schmalz e faz parte da identidade da CF deste ano.
A cerimônia reuniu o Cardeal Jaime Spengler, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Dom Orlando Brandes, arcebispo metropolitano de Aparecida; Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB; Pe. Zezinho, scj; Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., reitor do Santuário Nacional; Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R., Ecônomo do Santuário Nacional; Pe. Adam Rapala, C.Ss.R., Ecônomo Adjunto do Santuário Nacional; Pe. Jean Poul Hansen, Secretário Executivo do Setor Campanhas da CNBB; Ir. Petra Silva Pfaller, Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária no Brasil e a animação ficou por conta de Pe. Mauro Vilela, C.Ss.R., Diretor de Produção da TV Aparecida.
Durante a celebração, foi descoberta por Dom Jaime, Pe. Jean Poul e a Ir. Petra, o monumento de bronze que mostra um homem coberto por um cobertor deitado ao relento, sem aparentemente ter uma identidade conhecida, porém, os pés descobertos com as chagas revelam o Cristo adormecido sobre o banco.
Pe. Jean Poul Hansen destacou a dimensão evangelizadora da identidade visual da campanha:
“Nela está expressa a missão evangelizadora da Igreja. A Igreja tem por missão anunciar por cima dos telhados o mistério de Cristo encarnado que veio morar entre nós para por amor nos salvar.”
Ele explicou que a missão inclui ajudar os fiéis a discernir onde Cristo se revela hoje, muitas vezes, como uma pessoa em situação de rua:
“A imagem de Jesus Sem Teto é um desafio à proximidade. Não vale se aproximar só da imagem de bronze, vale se aproximar da imagem e semelhança de carne e osso que está no meio de nós e é presença do Cristo no nosso meio.”
Cardeal Jaime Spengler, após a benção do monumento, afirmou que a fé exige compromisso:
“Que coisa bonita nossa Campanha da Fraternidade que a cada ano nos chama, nos convida a refletir sobre um aspecto social que nos desafia a partir do ocular da fé. Que todos nós que contemplamos hoje aqui essa imagem possa encontrar a inspiração para viver de uma forma ainda mais intensa, mais profunda a fé que nos une no seguimento de Jesus”.
O Ministério de Música do Santuário entoou o hino da CF 2026 e canções como “Amar como Jesus amou” e “Por um pedaço de pão”, composições de Pe. Zezinho que, em sua fala, reforçou o chamado à solidariedade:
“Jesus veio ao mundo não apenas para orar e ensinar a orar, Ele foi irmão, foi filho, foi libertador, foi salvador, foi amigo do povo. Há uma imagem de um pequenino ali que eu pretendo fotografar e vir aqui muitas vezes porque é uma constante lição de onde ser católico e como ser católico. Tudo que houve de canções e não só minhas, mas de tantos outros, nos pronunciamentos dos bispos, nos sermões dos padres, bispos e dos papas tudo isso se resume no seguinte: no outro, eu, depois.”
Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R. relacionou o tema à realidade social:
“O melhor lugar do mundo é a sua casa, a nossa casa, é onde a gente mora. A CF 2026 tem a sensibilidade de lembrar que nem todos nós temos moradia, nem todos nós temos um teto, ainda falta cidadania e dignidade para muita gente. Ao acolher a imagem de Jesus Sem Teto, o Santuário Nacional que é a Casa da Mãe Aparecida se une a tantas pessoas que através de gestos concretos, gestos grandes ou pequenos se unem para promover, para oferecer, para criar oportunidades para tantas pessoas que sofrem, que vivem ao relento sem moradia, sem dignidade de vida. Que a Campanha da Fraternidade traga luz e inspiração para as obras de educação e de assistência social do Santuário e da Arquidiocese de Aparecida”.
Já Dom Orlando Brandes parabenizou Pe. Jean Poul pelo Texto-Base da CF 2026 e ressaltou o impacto pastoral da CF:
“A Campanha da Fraternidade vem confirmar tantos trabalhos no Brasil junto a população de rua e eu quero também dizer que esse texto também está me convertendo e convertendo a dimensão social do Evangelho. Quero que todos que tocam nessa imagem toquem também em todos que não tem casa.”
Criado pelo escultor canadense Timothy Schmalz, o monumento “Jesus Sem Teto” é uma escultura em bronze em tamanho natural. A obra retrata Cristo deitado sobre um banco público, coberto por um manto que esconde o rosto e as mãos. Apenas os pés ficam visíveis, marcados pelas chagas da crucifixão. O realismo da peça reforça o contraste entre a fragilidade da cena e a identidade sagrada representada. A proposta artística se inspira no Evangelho de Mateus, capítulo 25 e convida o observador a reconhecer a presença de Jesus nos mais vulneráveis.
Desde sua criação, o monumento, conhecido internacionalmente como Homeless Jesus, já recebeu mais de 100 réplicas instaladas em diferentes países. A primeira foi colocada no Regis College, em Toronto, no Canadá, nacionalidade do escultor. Há exemplares em locais como o Vaticano, a Catedral de Santiago de Compostela, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal além de igrejas e espaços públicos nos Estados Unidos, Irlanda, Reino Unido, Bélgica, Singapura e Israel e agora, no Santuário Nacional, em Aparecida. Em muitos desses locais, a imagem está posicionada em áreas de circulação, favorecendo a proximidade dos fiéis e peregrinos com o monumento.
A missa em ação de graças foi presidida por Dom Ricardo Hoepers, secretário-geral da CNBB, realizada antes da benção, às 18h. Na homilia, ele alertou para o risco da indiferença.
“O tentador quer que, no fundo, nos acostumemos com a mesmice da vida, nos acostumemos a ver as pessoas sem teto, na rua, sem um lar, e digamos “é assim, não podemos fazer nada”. Isso é a grande tentação do deserto, mas o Senhor vence a tentação e Ele vai ao mais radical do amor: Ele não só recupera o ser humano do seu pecado original, mas dá a vida por amor a humanidade.”
Por fim, Dom Hoepers pediu um comportamento diferenciado aos fiéis nessa Quaresma:
“Nunca se conforme com o sofrimento dos mais pobres, nunca se conforme com os que estão excluídos, com os que estão sem teto, sem casa e sem lar, nunca se acostume com o pecado, seja ele particular, comunitário e social. Vamos percorrer esse caminho, vamos nos reerguer.”
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