Por Rita de Sá Freire Em Artigos Atualizada em 04 NOV 2019 - 16H34

A INTERCESSÃO DE MARIA NA HISTÓRIA DA IGREJA (Parte II)

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4-  A MEDIAÇÃO DE NOSSA SENHORA NO PLANO DE SALVAÇÃO

No que se refere à Virgem Santíssima na economia da salvação, a Constituição Dogmática Lumen Gentium, sobre a natureza e a constituição da Igreja, esclarece:

“Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto à cruz, até à consumação eterna de todos os eleitos. De fato, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna (185). Cuida, com amor materno, dos irmãos de seu Filho que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro, medianeira (186). Mas isto se entende de maneira que nada tire nem acrescente à dignidade e eficácia do único mediador, que é Cristo (187).” 

Também podemos citar alguns aspectos relacionados a Nossa Senhora:

a)      Maria, plena de graça

Durante a anunciação, Maria é chamada pelo anjo Gabriel de “cheia da graça” (cf. Lc 1, 28). Esse termo designa Nossa Senhora como a graça em plenitude.

“Maria é introduzida no mistério de Cristo definitivamente mediante aquele acontecimento que foi a Anunciação do Anjo. Esta se deu em Nazaré, em circunstâncias bem precisas da história de Israel, o povo que foi o primeiro destinatário das promessas de Deus. O mensageiro divino diz à Virgem: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Maria “perturbou-se e interrogava a si própria sobre o que significaria aquela saudação” (Lc 1, 29): que sentido teriam todas aquelas palavras extraordinárias, em particular, a expressão “cheia de graça” (kecharitoméne) – Bem aventurado João Paulo II.

b)     Maria, medianeira de todas as graças

Por meio do batismo estamos unidos ao Corpo Místico de Cristo (I Cor 12,12), absolvido do pecado original. Assim, somos um só corpo no amor de Deus. Dessa forma, todos se beneficiam com a oração dos membros da Igreja e por isso, Nossa Senhora como Mãe da Igreja também reza por seus filhos.

c)      Maria nas Bodas de Caná

Uma das passagens bíblicas que eu mais gosto é a que fala sobre “As Bodas de Caná”, pois nessa situação podemos ver claramente a atitude de Nossa Senhora em ir ao encontro do outro e estar atenta às necessidades do próximo. Nesse episódio, pela intercessão de Nossa Senhora, Jesus transformou água em vinho (Jo 2,1-11). O texto narra que, no meio da festa, o vinho acabou, e Maria, em tom de súplica, comunica a Jesus o fato, dizendo: “Eles já não têm vinho”. Maria, com sua terna caridade e seu amor maternal, comove-se diante do embaraço daqueles noivos que nada lhe pediram, mas a quem ela se antecipou a socorrer, implorando a Cristo um milagre.  Aqui já podemos perceber o poder de “intercessão” de Maria junto a DEUS.

d)     Maria em Pentecostes

Como no episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-11), Maria também tem especial importância em Pentecostes. Cabe lembrar que desde a cruz, antes de morrer, Jesus nos deu sua Mãe como nossa mãe na pessoa de São João, e ele a acolheu como Mãe.

Na verdade, todos os discípulos já haviam acolhido Maria como mãe, desde a vida pública de Jesus, pois ninguém, senão Ela havia participado de toda a vida de seu Filho, desde o momento da concepção até a ressurreição.

Entendo que esse fato fez com que fosse “preenchido” o vazio deixado pela ausência física de Jesus, após sua ascensão. Muitos poderiam pensar: “Maria era repleta do Espírito Santo, Templo da Santíssima Trindade, então por quê estaria presente no evento de Pentecostes?”. Para essa pergunta, atrevo-me a responder: em Pentecostes nasce a Igreja, e Maria, como esposa do Espírito Santo configura-se como Mãe do Corpo Místico de Cristo, tornando-a indissoluvelmente unida ao mistério de Cristo pela Encarnação e à Igreja. Não existe Igreja sem Maria e Maria sem a Igreja.

::A INTERCESSÃO DE MARIA NA HISTÓRIA DA IGREJA (Parte III)

Rita de Sá Freire
Associada da Academia Marial de Aparecida

 

 

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