Por Pe. Luiz Carlos de Oliveira, CSsR Em Artigos

Nossa Senhora Aparecida, modelo de um povo

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 A Santa perdeu a cabeça

Celebrar a festa de N. Senhora Aparecida é celebrar o coração amoroso de Deus que se manifesta em Maria. A história do encontro da imagem em 1717 é uma lição e um milagre. Pela narrativa do tempo sabemos que, depois de uma pesca sem resultado, encontraram o corpo de uma imagem e logo depois encontraram a cabeça. Como que foi pescada a cabeça tão perto do corpo da imagem sendo que poderia ter sido levada pela corrente? Podemos ver aqui uma lição de amor. Maria perde a cabeça quando vê seus filhos reunidos em torno de si. Logo após o encontro destas duas partes, corpo e cabeça de uma imagem de Maria, houve uma pesca abundante para servir o almoço do excelente Dom Pedro de Almeida Portugal, chamado depois de Conde de Assumar. Ele se dirigia a Minas para a derrama do ouro, isto é, cobrar o ouro que se devia ao rei de Portugal. Além do milagre da pesca temos o milagre da devoção. Já é um grande milagre que aquele pequeno objeto de barro cozido, que é símbolo da Mãe de Deus, possa reunir tantos milhões de pessoas por ano. Certamente ninguém vai atrás do barro, da estátua, mas atrás do grande amor de Deus manifestado por Maria que acolhe seus filhos, filhos de Deus. Não se sabe por que a imagem foi jogada no rio. Certamente pelo costume de desfazer-se das imagens quebradas. Por respeito joga-se no rio. Sabemos porque foi encontrada: para dar aos pescadores uma pesca abundante e ao povo um lugar abundante de graças. Ela perdeu a cabeça ao ser quebrada por um acidente. Agora parece perder a cabeça quando vê seus filhos em grandes multidões vêm ao seu encontro. Ela é a Mãe que olha distante vendo seus filhos vindo de longe.

Mulher gloriosa

Ela é a mulher gloriosa que é perseguida, mas defendida por Deus, pois o dragão, isto é, todos os que são do mal, procura destruir essa Mulher (Ap 12,12ª). Esta é a imagem da Igreja perseguida que vê seus filhos serem vítimas do mal que entrou no coração das pessoas. A Igreja perseguida é sinal da vitória de Cristo sobre o mal. Além destes há os que a desconhecem e desprezam continuando ferir seu coração com a espada (Lc 2,13ª). A serpente do mal vomitou um rio atrás dela, mas a terra veio em seu socorro. Significa aqui que a Igreja não fica fora do mundo, mesmo se perseguida, pois ela continua sua missão de acolher a todos para redenção. Maria é mulher do povo e continua a sê-lo, pois a ela o povo recorre. A Igreja, mesmo no meio das perseguições e contradições, continua sua missão. Ela está vestida de sol porque é Cristo que lhe dá brilho e vitalidade. Como seu Senhor, a Igreja, quanto mais sepultada, mais força de ressurreição manifesta.

Diante de Deus, por nós

Cristo é o mediador e o intercessor junto do Pai. Une todo seu Corpo que é a Igreja nessa missão. Ele não age sem a Igreja. Por isso temos os sacramentos. Na Igreja, a missão de Maria é rezar por nós, como o fazem todos os cristãos que vivem na terra e os que estão na Glória. Tudo o que é realizado, o é pelo Corpo de Cristo e para o bem de todo Corpo. Por isso ela pode ser chamada de mediadora e intercessora. Sua missão é ser intercessora: sempre está diante de Jesus, o Rei esplendoroso, suplicando: “Salva meu povo” como a rainha Ester. Ela continua na terra através de sua intercessão. Ela perde a cabeça quando vê os filhos chegando a sua casa. Ela os acolhe com o sorriso de mãe feliz. (Vejam bem o sorriso que tem a imagem de N. S. Aparecida – a que foi encontrada no rio Paraíba). Nada sem Cristo e tudo para Cristo. Viva a Mãe de Deus e nossa.

A Santa perdeu a cabeça
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