Por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna – CSsR Em Artigos

Maria, coração educador da fé!

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Milhares de corações: pulsando! No Santuário e pelo Brasil afora preparando a festa da Padroeira. O coração: “máquina” da vida ‘bombeando’ mais vida em todos os devotos Se ele às vezes não vai bem, é possível talvez reparar suas funções cardiovasculares. Conhecimentos médicos preservam a saúde do coração humano. Recursos técnicos tonificam sua musculatura e seus vasos sanguíneos. Mas aqui não fixamos um olhar biológico sobre esse órgão e sim, um olhar bíblico. Órgão essencial do corpo humano o coração é na Bíblia o símbolo da centralidade da pessoa, o núcleo do seu ser. É fonte simbólica do caráter, das emoções, dos sentimentos, enfim, da vida em plenitude. E nisso o nosso frágil coração humano entra em relação direta com a Palavra de Deus, com a revelação do seu amor!

Esse olhar bíblico contemplativo e orante inspirou as reflexões da Novena e da festa de Nossa Sra. Aparecida, este ano. Maria, reflexo do coração materno de Deus! Rezar com ela, aconchegar-se à sua ternura de mãe na vida espiritual pode nos aproximar mais do coração de Deus. Pode levar-nos bem pertinho da santidade do Senhor e mergulhar-nos no seu amor misericordioso. O coração materno de Maria –enquanto reflexo do ser de Deus- é educador da nossa fé! Toda mãe educa os filhos com o amor de seu coração. Dele brotam as palavras, os conselhos, os avisos etc. O agir educador nasce da ternura do coração maternal que é a fonte primeira das intuições educativas das mães. Isso aconteceu com Maria no seu papel em relação ao mistério de Jesus. Primeiro, ela deixou-se educar nos caminhos do Senhor a seu respeito.

A Anunciação no Evangelho de Lucas, a cena do diálogo com o anjo Rafael, nos mostra o processo do discernimento da jovem Maria. Ela modelou seu coração, moldou sua vida conforme a Palavra do Senhor. Eis o significado do sim à encarnação de Jesus em seu seio. Aí ela entrou de coração no mistério de Jesus e foi sua primeira ouvinte. Mãe do Verbo, mestra do Filho e sua maior discípula ela alcançou o máximo grau na peregrinação da fé e nela educou seu coração ao lado do Filho. Compreendeu pois a Palavra de Deus e viveu-a em plenitude. Por isso, os apóstolos viram nela a pessoa que mais retratava a fisionomia de Jesus, o seu jeito de ser, o coração do Bom Pastor. E dele aprendeu mais do que ninguém a mansidão e a humildade do coração. Com toda razão podemos invocá-la. Lá do céu ela age como mãe e pode nos conscientizar, guiar e educar na numa vida cheia de fé, na estima pela justiça e no amor de Deus. E como tem sido difícil deixar-nos educar nas coisas de Deus, na fé incondicional nele, na vivência de seu amor! A nossa é uma sociedade que privilegia ricos e poderosos e discrimina os trabalhadores mais humildes. A pornografia asfixia os mais nobres valores e deseduca os sentimentos mais elevados campeando sem pudor na grande mídia. Sufoca-nos a desonestidade. Não está fácil trabalhar, progredir, seguir Jesus respirando esse clima imoral, desumano, corrompido, tão deseducativo.

 

 Toda mãe educa os filhos com o amor de seu coração. 

Queremos ser bons! Sabemos que nossa educação na fé não cai do céu!

Não é tarefa do governo laico. Não a garantem os Legislativos e os Tribunais, mesmo quando suas paredes ostentem a imagem do Cristo na cruz. Somente os exemplos cotidianos dos pais e mães de família podem educar na fé e para ela. Através da fidelidade aos valores matrimoniais e da promoção do respeito à vida acolhendo o feto no ventre materno contra a cultura da morte. Sabendo educar para a cidadania e encaminhar os filhos para a Catequese na comunidade. Só a educação na fé faz progredir realmente a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e proporciona a todos uma vida sadia no corpo, digna e santa aos olhos de Deus. Só ela é fonte de uma alegria de fato libertadora e transformadora. Por ela passam as veias vitais, o sangue da vida plena, irrigando todos os nossos anseios.

A primeira comunidade cristã foi educada na fé em Jesus perseverando na oração comum, junto com Maria. A oração intensa aqui no Santuário da Mãe Aparecida é multiplicada pelo Brasil afora através da Rede Aparecida de comunicação. A Pastoral do Santuário produz um “choque de evangelização” para todo o povo brasileiro. Contemplando Maria, a mãe da Igreja do Filho, como que ouvimos as batidas de seu coração forte, reflexo vivo da sua vida de comunhão com Deus. Maria foi modelo de fé para a primeira comunidade da Igreja conforme os Atos dos Apóstolos. Que ela possa transplantar em nós o seu coração dócil e resoluto no seguimento de Jesus! Que venha nos curar e libertar nossa vida espiritual de todas as vaidades e ambições. Revigorados pelo pulsar do seu coração materno que ela nos ajude como aos apóstolos a perseverar na oração humilde e confiante nesta peregrinação até o céu.

 

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