Por André Luiz Oliveira Em Artigos Atualizada em 14 MAI 2020 - 14H43

Qual é o seu nome?

Maria é cheia de graça pelos méritos de sua Imaculada Conceição

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Essa foi a singela pergunta feita por Santa Bernadete, cuja resposta: “Eu sou a Imaculada Conceição”, ainda hoje inquieta os corações.

Em todas as aparições marianas, percebe-se que os videntes interrogam à aparição qual seria o seu nome, e Maria, de forma enigmática, sempre o revela. Graças à pergunta feita por Bernadete é que podemos ratificar o que a Igreja, em 08 de dezembro de 1854, proclamou em fórmula dogmática:

“A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original”.

A doutrina da Igreja nasce da fé dos simples: o chamado sensus fidelium, posteriormente se torna doutrina e depois poderá vir a ser um dogma.

Foi o arcanjo Gabriel quem revelou a Maria que ela era Imaculada, com as palavras: “Alegra-te, cheia de graça!” (Lc 1,28). Na saudação do anjo, há algo que impressiona: ele não se utiliza da saudação judaica: Shalom (A paz esteja contigo), mas por meio de uma fórmula grega Khaire, que segundo Bento XVI, pode ser traduzida tranquilamente por Ave (Salve).

A saudação utilizada pelo arcanjo possui um caráter escatológico; trata-se de uma alegria sobrenatural, que rompe aquela que nós conhecemos. Quando Gabriel saúda Maria e a chama como cheia de graça (kecharitomene), certamente foi um momento de espanto para ela, pois não era comum um homem dirigir-se a uma mulher, maior admiração por tratar-se de um anjo. Causou-lhe estranheza, pois ela, uma moça judia, ser saudada como alguém que possui os favores de Deus!

Leia MaisDogma de Fé - Imaculada ConceiçãoImaculada Conceição de Maria - Dogmas marianosMaria, quando invocada como cheia de graça, é reconhecida como enriquecida da plenitude de todos os dons espirituais. Isso significa que Maria foi capaz de agir segundo o amor de Deus.

Maria é cheia de graça pelos méritos de sua Imaculada Conceição. É cheia de graça, porque é feliz, porque é repleta de Deus, porque é amiga de Deus e isso a torna capaz de ser o reflexo do amor da Trindade, e Deus, em Seus planos, a preservou de modo preventivo da mancha do pecado original, em vista do nascimento de Jesus.

Para Maria, ser Imaculada não significa privilégio, mas antes, um reconhecimento da importância do gênero humano, que foi criado para viver de modo imaculado. Maria é a prefiguração escatológica daquilo que nós seremos um dia. Se Maria começou sua trajetória sendo revelada como Imaculada (cheia de graça), ela nos assegura que também no fim o será: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”.

Ir. André Luiz Oliveira – C.Ss.R.
Escritor e associado da Academia Marial de Aparecida

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