Márcia Terezinha Miné ¹
Jesus viu a ternura de Deus em José: “Como um pai se compadece dos filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem” (Sl 103, 13).
Tendo como base a Carta Apostólica do Papa Francisco Patris Corde ², por ocasião do 150.º aniversário da declaração de São José como Padroeiro Universal da Igreja, e pelo Decreto Quemadmodum Deus (1870) Beato Pio IX ³, podemos observar uma redescoberta que marcou o Magistério da Igreja dos últimos pontífices.
Nessa carta, Papa Francisco proclama o ano de São José, o educador do Filho de Deus, e convida os sacerdotes a nominarem o nosso patriarca nas invocações das Orações Eucarísticas das Missas, junto à invocação da Virgem Maria, em 8 de dezembro de 2020. Essas fontes nos inspiram a redescobrir e reconstruir a figura de São José, no Magistério dos pontífices e também na história da Igreja.
Buscou-se, assim, um novo olhar, um olhar humano, numa devoção vivenciada e realizada na experiência de fé do povo de Deus, que no seu cotidiano se identifica com aquele simples artesão e pai de família da Galileia, invocando-o nos vários momentos concretos da vida e do caminhar eclesial 4.
Esse movimento levou à inspirada definição de São José como o mais próximo de Jesus, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos 5 (O Custódio do Redentor), de São João Paulo II, de 1989, que foi escrita na ocasião do centenário de uma precedente Encíclica, igualmente dedicada a São José, do Papa Leão XIII, intitulada Quanquam pluries 6.
Diante dos olhos de José, Jesus “cresceu em idade, sabedoria e graça” (Lc 2,52). No contexto da Sagrada Família, José tinha a nobre tarefa de instruir Jesus na Lei e na profissão, de acordo com os deveres atribuídos ao pai de família 7.
Depois de Maria, a Mãe de Deus, nenhum Santo ocupa tanto espaço no Magistério pontifício como São José, o seu esposo. Papa Francisco afirmava que seus antecessores aprofundaram as mensagens contidas nos poucos dados transmitidos pelos Evangelhos para realçar ainda mais o seu papel central na história da Salvação 8.
O nosso humano YOSEF é ícone de quem luta e protege os mais frágeis, como fez na Sagrada Família, com YEHOSHUA e sua mãe, MIRYAM de Nazaré 9.
Ser pai significa introduzir o filho na experiência concreta da vida, na realidade. Não o reter, nem o prender, muito menos subjugá-lo, mas torná-lo capaz de fazer suas próprias escolhas livremente e partir para sua missão.
A lógica do amor é sempre uma lógica de liberdade. José e Maria souberam amar de maneira extraordinariamente livres 10, e foi ao longo da vida oculta em Nazaré, na escola e na oficina de José, que Jesus aprendeu a fazer a vontade do Pai (Jo 4,43).
Maria: exemplo na vivência das práticas quaresmais
Maria é modelo na Quaresma: oração, caridade e jejum conduzem à conversão, imitando suas virtudes e entrega total a Deus e ao próximo.
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Nesta última parte da série meditativa sobre os mistérios dolorosos do Santo Terço, meditamos os momentos finais da vida e missão de Jesus Cristo.
Meditação dos Mistérios Dolorosos com a Mãe das Dores - II
Cremos que em toda a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, Maria está presente. Continue acompanhando essa série meditativa sobre os mistérios dolorosos.
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