Fundada em 16 de julho de 1985, a Academia Marial de Aparecida (AMA) é uma Associação Pública de Fiéis vinculada ao Santuário Nacional. Sua missão é promover o estudo, a reflexão e a divulgação de conhecimentos sobre a Virgem Maria, unindo pesquisa teológica, formação pastoral, cultura e devoção popular.
Sediada no 11º andar da Torre Brasília, no Santuário Nacional, a instituição reúne estudiosos, teólogos, pesquisadores, agentes de pastoral e devotos interessados em compreender a presença de Maria na história da salvação e na vida da Igreja.
A Academia também é responsável pela preservação de um importante acervo mariológico e mantém a maior biblioteca mariana do Brasil, com mais de 5 mil exemplares catalogados sobre Mariologia, devoções, história, arte, literatura e espiritualidade.
A Academia Marial de Aparecida foi criada por decreto no dia 16 de julho de 1985, durante a abertura do XI Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Aparecida. A data também coincide com a memória litúrgica de Nossa Senhora do Carmo.
O decreto de criação foi assinado por:
O mesmo documento nomeou o Cônego João Corrêa Machado como primeiro presidente da instituição, com a responsabilidade de estruturá-la e iniciar suas atividades.
A promulgação solene do decreto ocorreu em 21 de julho de 1985, no encerramento do Congresso Eucarístico Nacional. Em 21 de dezembro daquele ano, a Academia passou a ocupar sua sede no 11º andar da Torre Brasília.
A criação de um centro dedicado aos estudos marianos começou a ser pensada muito antes de 1985. Em 1966, os irmãos sacerdotes Cônego João Corrêa Machado e Padre Gil Corrêa Machado, de Campinas (SP), visitaram Aparecida e contemplaram a nova Basílica ainda em construção.
Diante da grandeza do Santuário e de sua torre, imaginaram um espaço capaz de reunir e preservar tudo o que fosse produzido no Brasil sobre Nossa Senhora nas áreas da literatura, história, teologia, espiritualidade e artes. A proposta foi apresentada ao Cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, que acolheu a ideia e manifestou seu apoio.
Após o Concílio Vaticano II, encerrado em 1965, cresceu o interesse pela criação, em Aparecida, de um instituto de pesquisa sobre Nossa Senhora. Um dos primeiros trabalhos foi um estudo científico a respeito da imagem de Nossa Senhora Aparecida, abordando sua origem, características, encontro nas águas e as primeiras manifestações de devoção. Parte desse trabalho foi publicada, em 1970, na obra Jubileu de Ouro e Rosa de Ouro.
Na mesma época, a Congregação dos Irmãos Maristas passou a promover encontros de espiritualidade e cursos de Mariologia em Aparecida e em outras regiões do país. Os religiosos também iniciaram a publicação da revista Nova Aurora, dedicada à temática mariana.
Nos preparativos para os 75 anos da Coroação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, celebrados em 1979, voltou-se a considerar a instalação de um centro mariológico, que receberia o nome de Academia Marial Brasileira.
As mudanças ocorridas na Igreja após as mortes dos Papas Paulo VI e João Paulo I, em 1978, alteraram a programação prevista. O projeto voltou a ser considerado durante a visita de São João Paulo II a Aparecida, em 4 de julho de 1980, quando o Pontífice dedicou a nova Basílica e lhe concedeu o título de Basílica Menor. Naquele momento, porém, a instalação da Academia ainda foi adiada.
A fundação ocorreu definitivamente em julho de 1985, durante o XI Congresso Eucarístico Nacional, que teve o “Magnificat” como tema. Criada inicialmente com o nome de Academia Marial Brasileira, a instituição logo ficou conhecida como Academia Marial de Aparecida.
Na década de 1990, a Academia passou por uma nova etapa de organização. Em 1995, foi declarada uma entidade do Santuário Nacional, que assumiu sua manutenção. Em 1997, o Missionário Redentorista Padre Eugênio Antônio Bisinoto, C.Ss.R., tornou-se o primeiro redentorista a dirigir a instituição.
O símbolo da Academia Marial reúne elementos ligados à figura de Nossa Senhora, à tradição das academias e à história da evangelização no Brasil:
São José de Anchieta é o patrono da Academia Marial de Aparecida. O título foi concedido por São João Paulo II em 9 de junho de 1995.
Conhecido como Apóstolo do Brasil, o missionário jesuíta é considerado um dos primeiros grandes autores marianos do país. Em 1563, durante sua permanência entre os indígenas Tamoios, Anchieta iniciou seu conhecido poema dedicado à Virgem Maria, composto em versos latinos nas praias de Iperoig, atual Ubatuba (SP).
Beatificado por São João Paulo II em 1980, Anchieta foi canonizado pelo Papa Francisco em 3 de abril de 2014. Sua dedicação à evangelização, à educação, à cultura e à devoção mariana inspira o trabalho desenvolvido pela Academia.
Visite a Academia Marial de Aparecida
A sede está localizada no 11º andar da Torre Brasília, no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Quem desenvolve alguma atividade relacionada à dimensão mariana ou deseja aprofundar seus conhecimentos pode tornar-se associado da Academia Marial.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.